quinta-feira, março 10, 2011

Viagem de Carnaval: Parte 1 - A ida.

Cheguei da minha tão esperada viagem pelo interior de São Paulo. A viagem em si foi tudo de bom! Só fiquei triste por não poder tomar banho de rio, pois Murphy resolveu me acompanhar e mandar tempo cagado e chuva. Mas não posso reclamar, pois me diverti muito, e fiz algo que adoro, e que há muito tempo não fazia: tirei foto de várias placas pelo caminho.

Vamos começar pelo começo: a estrada. Saímos por volta das 21:30. Claro que na saída de São Paulo sempre tem aquela muvuca, e logo no início nos deparamos com essa belíssima pérola:



O maluco entope a traseira do carro de bicicletas, tampa a placa, e tem a cara de pau de escrever a mesma em um pedaço de papel. Nem sei se chegou ao seu destino sem ser parado pela Polícia Rodoviária, mas que foi bizarro, ah, isso foi.

Fomos seguindo Estado a dentro, e cada vez mais as casas, indústrias, e seres vivos foram desaparecendo, até estarmos em um mato absoluto. É impressionante como a paisagem muda. Até que um pouco perto do fim da Rodovia Castello Branco, demos uma parada pra esticar as pernas, fazer um xixizinho básico e boiar um pouco. Não lembro o nome da parada, mas era um lugar bem curioso. Tinha uns bonequinhos engraçados lá fora, e um gato igual ao meu Fritz:

Ahhh que vontade de levar comigo.. :P

'Carinha' simpático haha!

Muuuuu...

Depois de descansar um pouco, seguimos rumo ao nosso destino. E vamos combinar.. Aquela Rodovia Raposo Tavares é chata. Acabei caindo no sono, pois não tinha nada além de mato, mato, e mais mato. Acordei na plaquinha indicando Rancharia. Aí acabei me empolgando com as placas e não dormi mais. Como só tinha o nosso carro na rodovia, deu pra parar e tirar fotos de várias placas, coisa que eu adooooro fazer!





Até que chegamos em Mirante do Paranapanema. Eu sei que é meio retardo mental parar o carro em plena rodovia, com tudo escuro, pra tirar foto das letrinhas, ainda mais um nome tão grande. Mas estávamos sozinhos mesmo, resolvemos arriscar. Custei a aprender a mexer na máquina, já que é nova, mas por fim, consegui foto das letrinhas!

ÊÊÊÊÊ!

Ó o carro ali boiando... ahahahahaha!!

Fomos seguindo até chegarmos no nosso destino: Teodoro Sampaio:



Só que tinha um pequeno detalhe: eram 7 horas da manhã, e a gente não queria acordar nossos anfitriões tão cedo. Então, resolvemos dar uma voltinha na cidade de Itaguajé (ou seria Itaguagé? Tem placa que é com j e placa com g), no Estado do Paraná. Sempre tive curiosidade de conhecer lá, pois tinha um amigo que morava em Maringá, mas era nascido nessa cidade. Na verdade nunca imaginei que um dia fosse pra lá, e não é que acabei indo? E no caminho, mais plaquinhas!





Fizemos um pequeno tour por Itaguajé. Bem pequeno mesmo, já que a cidade é minúscula e não tem muita coisa pra fazer.. Mas valeu a pena conhecer. Acabei tirando uma foto da rodoviária só:



Agora posso dizer que conheço lá. Adoro fazer turismo em cidades que ninguém conhece.

No próximo post, mais aventuras da minha viagem de Carnaval. \o/

sexta-feira, março 04, 2011

Pé na estrada

Estou muito empolgada! Finalmente irei pra Presidente Prudente e região, depois de tantos anos querendo ir pra lá! Yuhu!
Volto na Quarta-Feira de cinzas, e postarei tudo!

Bom carnaval pra todos! :)


terça-feira, março 01, 2011

Hopi Hari

Fazia muito tempo que eu não ia em parque de diversões. A última vez foi em 2005 quando eu estava no Canadá, e esqueci o nome do lugar. Sei que fui em diversos tipos de montanha-russa, e também lembro que o tempo de espera na fila não era uma coisa tão demorada.

Quando morava em Santa Catarina tinha costume de ir em vez em quando no Beto Carreiro World. Lembro-me que não era baratinho, mas também não era uma coisa exorbitante..

Enfim, depois de tanto tempo sem frequentar parques de diversão, tive a oportunidade de ir ao Hopi Hari. Consegui ingresso mais barato, e aproveitei a chance. Fui munida de muito bloqueador solar, e foi o que me salvou. Pois 3 horas na fila da montanha russa torrando no sol foi algo que me moeu logo de cara. Ainda bem que o bloqueador aguentou o tranco. O único problema foi não ter levado boné, e meu pobre couro cabeludo está ardendo até agora. Mas deu pra matar saudades de andar em uma montanha russa.

Todo mundo torrado! ehehehehehe

Depois de mofar e torrar na fila, fomos tentar achar algo pra comer. Sempre soube que comida em parques era mais cara, mas não imaginei que a esfolação do bolso fosse tão grande. Quase tive um ataque quando soube que o preço de um pão com salsicha [recuso-me a chamar aquilo de cachorro-quente] estava 14 reais, e uma lata de refrigerante 4 reais.

O pão com salsicha mais caro do Brasil

Não tive coragem de pagar. Nem tava com tanta fome mesmo, pois no calor não consigo comer muito, e fiquei só na água mineral mesmo.
Agora vem a parte que eu mais boiei nisso tudo: Entrei em uma loja do parque pra dar uma olhada nas camisetas. Nem pensei em levar, pois imaginei que os preços estariam de 50 reais pra cima. Pra minha surpresa, os preços estavam super acessíveis, tanto que comprei uma camiseta por R$24,90. Agora, qual é a lógica de uma camiseta estar com um preço normal, e um pão com salsicha custar 14 reais?

Com o passar do tempo, São Pedro foi generoso com a gente e mandou nuvens, e alguns pingos de chuva. Aí sim o negócio ficou bom! Sem aquele sol torrante até recuperei um pouco das energias, e conseguimos curtir melhor o parque. O lugar que eu mais curti foi o Rio Bravo. Depois de tanta torração, nada como água pra refrescar.. Além da água da prória atração, a chuvinha boa que caiu ajudou bastante. Até me esqueci do calorão!

Saldo do dia: posso dizer que foi positivo. Quero voltar lá, mas prometi a mim mesma, não voltarei no verão. Prefiro um dia mais fresco, assim dá pra curtir bem mais. Sem tostação. E com mais fotos! Acabei nem tirando muitas, pois com o cérebro quase liquefeito nem lembrei da pobre máquina escondida na mochila. Que venha a próxima diversão!

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Dois pesos e duas medidas?

Muita gente acompanhou o caso Sean Goldman, muitos torcendo para ele ficar no Brasil, e outros torcendo para ele voltar aos Estados Unidos e viver com seu pai. A mídia ficou em polvorosa por meses, cheia de notícias pra lá de melosas, com direito a pianinhos tristes de fundo. E por fim, a justiça deu o veredito: Sean deveria voltar a viver com seu pai. Decisão na qual eu concordei plenamente, afinal, se o garoto tem pai, nada mais justo a criança viver com ele.

Mas existe outro caso polêmico envolvendo sequestro internacional de crianças que a mídia não está dando bola. Passou uma única reportagem no Fantástico e ficou por isso mesmo. E o caso é bem parecido, com a diferença de que, ambos os pais são brasileiros, e o pai, que mora no Brasil, quer que a filha retorne ao país, pois ele quer criá-la. Na verdade eu acho esse caso mais grave, pois a mãe se utilizou de documentos falsos para tirar a filha ilegalmente do país, afastando assim a menina do convívio de seu pai. E o pior de tudo é que, existe uma grande possibilidade da justiça dos Estados Unidos não permitir a volta da criança ao Brasil alegando que ela já está adaptada lá. E pra piorar a situação, a mãe casou-se com um americano que quer adotar a menina.

Mas peraí! Se for alegar isso, então Sean também não deveria ter voltado aos Estados Unidos! Ele morava no Brasil desde os 4 anos, estava adaptado à vida por aqui. O padrasto também queria adotá-lo e criá-lo. No entanto, a justiça foi feita, e ele voltou daonde não deveria ter saído! Então por que agora essa palhaçada? Só por que o pai é brasileiro? Dois pesos e duas medidas? Que coisa feia Estados Unidos! Vocês que se dizem tão cumpridores das leis e dos 'bons costumes' poderiam dar o exemplo, e devolver essa criança ao pai, que luta durante anos pelo direito de criar sua filha. E essa mãe deveria ser exemplarmente punida por ter saído do Brasil com documentos falsos! Não importa se o casamento era uma merda, se os dois não se davam bem. O que importa é que uma criança foi privada do convívio com seu pai por puro capricho da mãe, que num momento totalmente egoísta, infringiu a lei. Isso é um caso de sequestro. Assim como Bruna Bianchi sequestrou Sean, Michelly sequestrou Bruna. Mas pelo andar da carruagem, o final da segunda história será bem diferente do da primeira..

Sinceramente, não dá pra ter fé na justiça de nenhum país quando leio coisas desse tipo...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Intromissão do Estado na vida do cidadão. Qual o limite?

Às vezes eu me pergunto até que ponto o Estado deve se meter na vida do cidadão. São tantas decisões, proibições, como se fosse uma babá tratando de nós.
Há tempos, a ANVISA sismou que farmácias não podiam mais vender medicamentos que não precisam de prescrição médica fora do balcão. O que antes era algo super fácil, ou seja, entrávamos numa farmácia, pegávamos nosso medicamento, pagávamos e íamos embora, agora temos que enfrentar fila, esperar um tempão até sermos atendidos. Estive na Inglaterra e no Canadá e lá, medicamentos que não necessitam de prescrição são vendidos tranquilamente até em supermercados. Canadenses e Ingleses não são tratados como se fossem oligofrênicos. E sabe o que é mais curioso? Somos proibidos de comprar remédios para dor de cabeça por conta própria, mas quando precisamos comprar antibióticos, ou outros remédios que necessitam de prescrição, não conseguimos comprar a quantidade exata de medicamento. Se precisamos de 5 comprimidos, somos obrigados a comprar uma caixa com 10, pois a venda fracionada 'não pegou' no Brasil. Acredito que isso incentiva muito mais a auto-medicação do que comprar uma Dipirona.
Outra tosqueira foi a proibição de bronzeamento artificial. Não sei como anda isso nos dias de hoje, se derrubaram ou não a proibição, mas isso foi ridículo, quem é o Estado pra dizer se eu quero ou não me bronzear? Agora, baixar a carga tributária dos bloqueadores solares para baratear os preços ninguém quer. É muito mais fácil proibir bronzeamento artificial, mesmo sendo comprovado que grande parte das pessoas que adquirem câncer de pele se expõem mesmo ao sol, esse astro poderoso que o governo não pode proibir de aparecer no céu.
Mas o que mais me chamou a atenção foram pais sendo acusados de negligência, serem ameaçados de perder a guarda de seus filhos, simplesmente pelo fato de ensiná-las em casa. Um detalhe que chama muito a atenção: eles tem uma formação mais sólida do que crianças educadas em nossas escolas, tanto que passaram no teste que foi aplicado. Então, porque raios o governo não aceita esse tipo de educação? É notório que nossa educação tem descido ladeira abaixo. Com raras exceções, ela deixa muito a desejar, seja em escolas particulares, e em públicas. Então, não vejo problema nenhum em pais decidirem que seus filhos estudem em casa.
Ah, o problema é a socialização. Até entendo que frequentar aulas de patins pode não ser considerado uma socialização total. Mas se formos pensar que, nossas escolas estão virando um antro de bullying, e ninguém toma providências. Além do que, escolas estão cada vez mais se tornando ilhas de violência. Que socialização é essa que tanto falam?
Eu queria que o governo tivesse tanta disposição para punir pais irresponsáveis que colocam filhos no mundo sem nenhum preparo, e os deixam jogados na rua pedindo esmola, não matriculam na escola, e muito menos os educam em casa. Mas não, é muito mais fácil perseguir pessoas que realmente se preocupam com seus filhos, e que os educa exemplarmente em casa. Tudo em nome do 'bem estar dos menores'. Ah tá, conta a do papai noel agora. Tá na hora de mudar essa lei. Tá na hora de mudar essa mentalidade do Estado paizão protetor.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

As redes sociais e as relações de consumo.

Semana passada saiu uma reportagem muito interessante no Estadão, sobre as reclamações de clientes insatisfeitos nas redes sociais. Há tempos pessoas se utilizam de sites como Reclame Aqui, Twitter dentre outros para reclamar de problemas com várias empresas, dos mais diversos setores.
Mas o assunto mesmo veio a tona com a instatisfação do consumidor Oswaldo Borrelli, que publicou um vídeo no Youtube desabafando sobre o problema com a geladeira novinha que havia comprado. Sob o título 'Não é uma Brastemp', Borrelli narra toda a via-sacra pelos péssimos atendimentos que teve. E surtiu efeito. Rapidinho problema foi resolvido. E a Brastemp reconheceu o erro. Esperamos que, a partir de agora, ela melhore os canais de atendimento ao cliente.
O que eu vejo por parte de muitas empresas, principalmente as já consolidadas no mercado, ou seja, fundadas há anos, é que muitas ficam perdidas, e não sabem lidar direito com as redes sociais. Elas ainda não entederam o impacto que essas redes podem causar em sua imagem. Tanto positivamente, quanto negativamente.
Redes sociais vieram para ficar, e não adianta fugir. Se antes o cliente escrevia uma carta, ou reclamava somente com os amigos sobre tal produto ou serviço, agora ele desabafa no Twitter, e em menos de uma hora, pessoas que, ou se sentiram lesadas pela mesma empresa, ou se colocam no lugar do consumidor frustrado, retwita, e esse tweet passa pelo mundo inteiro.
Vivemos na era da tecnologia, e das soluções rápidas. O consumidor já não está mais aceitando ser tratado como se estivesse pedindo um favor. Ele quer solução para o seu problema, e rápido. Algumas empresas já estão percebendo isso, e estão se aliando às redes sociais. Ponto pra elas. Problemas sempre existirão, afinal, perfeição não existe. Mas uma empresa que reconhece, trata o consumidor com o devido respeito, e principalmente o resolve, já ganha pontos, e muitos. Todos tem a ganhar com isso.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

A ANATEL serve pra quê mesmo?

Você quer contratar um serviço de internet e dividir com amigos vizinhos pra diminuir as despesas? Cuidado! A ANATEL está de olho em você!

[/ironia mode ON] Claro, a ANATEL com toda a sua eficiência está muito ocupada em procurar vizinhos que compartilham uma rede Wireless. Agora eu entendo o porquê dela não estar nem aí pras grandes empresas de telefonia que avacalham com o consumidor. Cobranças erradas? Corte indevido de serviços? Velocidade horrorosa nas conexões 3G? Portabilidade que não deu certo? Ah, que nada, a ANATEL está muito ocupada com pessoas e 2 ou 3 vizinhos que compartilham uma conexão sem fio. Isso é muito mais perigoso, é muito mais horrível do que os desserviços prestados pelas operadoras de telefonia, seja fixa ou móvel.
Parabéns ANATEL! Obrigada por se preocupar com a população! Afinal de contas, compartilhar uma rede Wireless com 3 amigos coloca em risco toda uma cidade, portanto, isso deve ser combatido até a exaustão. Quanto às grandes operadoras.. Ah, aí o problema é dos consumidores não é? Quem mandou eles contratarem os serviços? Lindão. [/ironia Mode OFF]

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Patrulha politicamente correta.

Cada dia que passa me convenço de que a patrulha do politicamente correto chegou pra ficar. E eu, sinceramente, tenho nojo disso. Daqui a pouco teremos todos que instalar um programa pra vigiar tudo que escrevemos, sob pena de sermos linxados por fazer comentários ditos 'errados'.
Estava navegando por uma determinada comunidade no orkut, e me deparei com um tópico que dizia assim: 'Músico do Kings Of Leon acusado de homofobia'. Fiquei curiosa e acabei lendo a reportagem sobre o ocorrido.
Primeiro quero deixar bem claro: Sou a favor de gays terem os mesmos direitos dos héteros, não só no Brasil mas em qualquer lugar do mundo. Ponto. O que cada um faz na intimidade não me diz respeito, e acho ridículo essa preocupação excessiva com os buracos alheios. Direitos civis devem sim ser para todos os cidadãos, independente do que eles fazem ou deixam de fazer nas suas vidas privadas.
Mas existe uma diferença entre homofobia e politicamente correto. Há um tempo a moda era o racismo. Tudo era racismo. Até o fato de uma negra querer alisar seus cabelos era considerado um crime mortal pelos ativistas politicamente corretos em questão. O tempo foi passando e a bola da vez é a homofobia. A discussão começou a se 'aprofundar' mais quando ocorreram as agressões na Avenida Paulista. A maior preocupação sobre o caso era se a agressão foi motivada por homofobia ou não. Inclusive houve uma discussão a respeito de que se a agressão não tivesse motivos homofóbicos, não teria porque prender os agressores. O lance de arrebentar a cara de uma pessoa com uma lâmpada somente não era motivo pra prisão. O importante era saber se os agredidos eram gays ou não. Ora bolas! A agressão em si já foi um ato bárbaro, os agressores devem sim ser punidos, sejam as vítimas gays ou não!
Mas voltando ao assunto da reportagem em si: Eu achei ridículo esse linxamento do baterista. Primeiro que, quem deveria pedir desculpa é o tal criador dessa série [que nunca assisti, diga-se de passagem, então nem sei direito do que se trata]. Foi ele quem começou com a palhaçada dando mó piti não só com o Kings of Leon, mas com outras bandas que se recusaram a licenciar suas músicas para o tal seriado. Ninguém é obrigado a licenciar suas músicas. Portanto, os integrantes desta banda estão no seu direito. Se o criador dessa série fosse uma pessoa equilibrada, simplesmente deixaria de lado e iria atrás de outros artistas não é? Mas que nada, o maluco simplesmetne saiu xingando todo mundo de egoísta e idiota. Só que não é todo mundo que tem sangue de barata, e o baterista é um deles. Revidou na mesma moeda. Se é certo ou errado, é discutível. Mas a única certeza de que eu tenho é: quem fala o que quer, ouve o que não quer. Simples assim. Lei da ação e reação. Se você quer ser respeitado, comece respeitando. Essa deveria ser a regra básica de convivência, mas pelo visto quase ninguém se lembra disso.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Parabéns São Paulo!

Não podemos escolher onde nascer, mas podemos escolher onde viver. E eu escolhi São Paulo. Nunca escondi meu amor por essa cidade, por mais defeitos que ela tenha.

Hoje São Paulo completa 457 anos de história. Então, nada mais justo que eu deixar meus Parabéns registrado aqui.

Parabéns São Paulo! Amo muito viver aqui!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Dias divertidos

Esse começo do ano está sendo das visitas do Norte. Minha prima de Manaus veio visitar meu tio, e acabou passando uns dias aqui em casa. E depois de 10 anos, finalmente pude rever minha amiga do Acre, a Laura.
Conheci a Laura nos bons tempos de IRC, quando ela ainda morava e estudava em Presidente Prudente. Como eu ia direto pra lá, acabamos nos conhecendo pessoalmente, e nesse meio tempo veio um convite para visitá-la lá em Rio Branco. E lá vou eu em dezembro de 2001 rumo ao Acre. Foi quase um mês divertidíssimo com ela e toda família. Com direito a uma viagem altamente boiante pra Bolívia, e guerra com mosquitos extremamente simpáticos com turistas. Voltei pra casa, e acabamos que não nos vimos mais pessoalmente. Até que o tempo passou, vim pra São Paulo, e agora ela veio pra cá com a mãe.
Quarta-Feira fomos fazer compras no Bom Retiro. Começamos tomando um belíssimo banho de chuva, com direito a guarda-chuva voando, e minha prima tirando os crocs pra poder correr. Divertidíssimo!
Como nessa época São Paulo é a terra do dilúvio, Quinta-Feira nosso plano de visitar o prédio do Banespa miou. Acabamos ficando pela Paulista, e fizemos uma maratona. Andamos, andamos, andamos, andamos. Pegamos chuva e andamos. E consegui finalmente comprar a sandália Havaianas que queria! Yuhu!
Mas o dia mais divertido foi Sábado. São Pedro e Murphy resolveram dar uma trégua, e não choveu por aqui! Ê que maravilha! E fomos ao show do Móveis Coloniais de Acaju no auditório do Ibirapuera. O show foi ótimo, como sempre. E de quebra, consegui comprar uma camiseta! Me enfiei naquela muvucada da lojinha e consegui. Da outra vez tava 300 vezes mais muvucado, e eu tava tão podre de tanto pular que havia desistido...
Agora estou esperando ela voltar da 25 de Março pra gente se ver de novo. Isso se não cair outro dilúvio que nem o de ontem. Uma semana passa rápido, e daqui a pouco ela está indo embora.. Bem que o Acre poderia ser mais perto né..

sábado, janeiro 15, 2011

Atitude digna.

É muito triste o que está acontecendo na região serrana do Rio de Janeiro. Fiquei chocada ao ver a destruição, cidades inteiras reduzidas a escombros e lama, vidas perdidas e pessoas desamparadas, desesperadas atrás de seus entes queridos.
Mas no meio de tanta desgraça, uma coisa me chamou a atenção. Essa mulher, que foi resgatada enquanto via sua casa literalmente se desfazer no meio de tanta água. O resgate em si foi algo praticamente improvável, mas que deu certo. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato desta senhora tentar até o último momento salvar seu cão de estimação. Mesmo num momento extremo, ela não se esqueceu de seus animais. Infelizmente não teve jeito, afinal, se ela não largasse o cão, seriam os dois, ele e ela mortos. Mas sua atitude foi extremamente louvável.
A atitude dela foi um tapa na cara de pessoas extremamente fúteis, que jogam seus animais na rua porque rasgou o sofá, porque está velho, doente e dando despesa, ou simplesmente porque querem viajar e não tem lugar, ou não querem gastar dinheiro em hospedagem para seus animais. Em Blumenau era muito comum ver cães jogados na rua, vagando sem direção, enquanto seus donos estavam comemorando a virada do ano na praia. E essa mulher foi digna em até o último momento tentar salvar seus cães. Seria totalmente compreensível se ela simplesmente agarrasse a corda e não tentasse salvar nenhum. Mas ela tentou. Infelizmente não conseguiu. Mas fica aqui minha admiração a esse grande ser humano. Que sirva de exemplo pra gente aí que na primeira dificuldade larga seus bichos na rua como se fossem lixo.

sábado, janeiro 08, 2011

Exposição excessiva ou invasão de privacidade?

A mídia brasileira está em polvorosa com a presença da cantora Amy Whinehouse. Aliás, por onde ela passa, o povo vai atrás tentando flagrar alguma coisa bizarra que ela apronta, afinal, grande parte da sua fama infelizmente é devida mais às bizarrices do que suas músicas. Não vou tecer comentários sobre seu talento musical, afinal, gosto é gosto, cada um escuta o que quer e eu não tenho nada a ver com isso. Na verdade o que me chamou a atenção foi uma matéria publicada dizendo que ela deu piti e proibiu fotos de seu show que será realizado hoje em Florianópolis.
Eu acho que dar piti não vai adiantar nada. Sou contra toda essa perseguição, e acho que o que ela faz da vida dela, é problema única e exclusivo dela, e em nada influencia na minha vida. Acho ridículo ficar tirando foto dos hematomas em sua perna e publicar isso como se fosse algo extraordinário.
Mas por outro lado, pessoas públicas tem que ter a consciência de que qualquer coisa mínima que elas fizerem, sempre terá alguém pra tirar foto e postar em qualquer lugar. Ela mostrar os peitos na varanda do hotel é direito dela. Mas é óbvio que tiraram fotos e publicaram. Ela é pessoa pública, famosa no mundo inteiro. E isso não é privilégio da mídia brasileira. O mundo inteiro é assim. Aliás, os tablóides de seu país são os que mais avacalham com ela. E nem por isso ela ficou dando piti por aí.
Eu sou da opinião de que cada um faz o que quer da vida, desde que não prejudique ninguém. Mas a partir do momento em que você se torna uma pessoa pública, sua privacidade é afetada. É o preço que se paga pela fama. Cabe às pessoas a aprender a lidar com isso. E tentar se expor o mínimo possível quando quiserem um pouco de privacidade. E não ficar dando piti por aí e proibindo de tirar fotos de shows. Mesmo porque hoje em dia isso é algo praticamente impossível. Sempre vai ter alguém com um celular que tirará fotos.
Aliás, tá aí algo que eu nunca vou entender, proibir de tirar fotos de shows. Bom, cada um é cada um né...

terça-feira, janeiro 04, 2011

Olá!

Nossa, o ano novo já chegou e eu ainda não postei nada. Que marasmo. Mas também não aconteceu nada, passei a virada do ano em casa, não viajei.. E pra completar, não para de chover, o que aumenta o tédio. Mas nem vou reclamar, pois o clima está uma delícia! Tenho que aproveitar enquanto tá assim, pois sei que daqui a pouco o calor volta com tudo, e eu ainda não comprei meu condicionador de ar portátil. Eca! Um dia eu chego lá.
Enquanto a inspiração não vem, deixo aqui esse vídeo: Um gatinho brincando com o Ipad.


quarta-feira, dezembro 29, 2010

Que venha 2011!

Mais um ano está chegando ao fim. A sensação que eu tenho é de que cada ano que passa, o tempo vai acelerando. 2010 eu nem vi passar direito, e provavelmente 2011 passará rapidinho..
Ao contário dos anos passados, este será um reveillon em casa. Não planejei nada, e acabei ficando no mofo. Mesmo assim, tenho ótimas expectativas pro ano novo. Começarei janeiro recebendo visita de minha grande amiga do Acre. Sem contar os planos de viagem pro carnaval, que se tudo der certo será divertidíssimo.E por aí vai.
Não posso reclamar de 2010. Fazendo um balanço geral, foi um ano proveitoso. Viajei bastante, conheci gente nova, saí, me diverti. Faltaram algumas coisas, claro, mas perfeição não existe. Nós, como seres humanos, sempre estamos esperando mais, sempre querendo mais. E acho que é isso que nos mantém vivos. O que seria de nós sem os planos, sem a vontade de fazer algo diferente?
Então, que venha 2011! Feliz ano novo pra todos!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

domingo, dezembro 19, 2010

Preserve a mata nativa de sua fazenda, e ganhe uma desapropriação de presente.

Eu não sei porque eu me espanto ainda com certas decisões, mas não consigo não me revoltar. Às vezes eu penso que a melhor coisa é ser ignorante, pelo menos sofre menos.

Hoje ao pegar o Estadão pra ler, me deparo com essa manchete bizarríssima: Fazenda é desapropriada por cumprir a lei. Sim, isso mesmo.
Aliás, a reportagem já começa da maneira mais tosca possível. De acordo com um membro do Movimento Sem Escrú.. ooops, Terra, '"Floresta, a senhora fala, é o mato", corrige Divino Rodrigues, um dos sem-terra acampados nas bordas de uma floresta de 142 km².' Daí dá pra ver a mentalidade da maioria desses pessoal. Eles não querem terra pra plantar, e sim pra badernar. Ou então pra vender pra grandes madeireiras, que provavelmente estão de olho ali na floresta totalmente preservada, com cifrões saindo dos olhos.

E o festival de absurdos continua:

A Mandaguari segue o que diz a lei, que mandou preservar a vegetação nativa em 80% do território das propriedades rurais instaladas no bioma Amazônia. Mas seguir a regra ambiental estabelecida em 2001, raridade entre os produtores da região, pesou contra no laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Não consigo tirar da cabeça que o INCRA serve aos interesses das madeireiras ilegais. Caso não sirva, são burros mesmo. Sempre achei que para trabalhar lá, o mínimo que deveria ser esperado era conhecer as leis ambientais né? Ou estou sendo muito ingênua?
Afinal de contas, se a lei diz que 80% deve de mata nativa deve ser preservado, e os donos da fazenda em questão preservam, ao meu ver eles deveriam é ser valorizados não é? Ah, esqueci, estou no Brasil.

A Fazenda Mandaguari foi desapropriada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, após vistoria relâmpago nas terras. Depois de anos de disputa na Justiça, os donos têm até os primeiros dias de janeiro para retirar quase 5 mil cabeças de gado do local e entregar as terras - pastos e florestas - ao futuro assentamento. Um experimento arriscado para a preservação do meio ambiente.

Esse parágrafo foi o que mais me chamou atenção. Então os carinhas do INCRA chegam lá, dão uma olhadinha por cima e de repente plin! Vamos desapropriar. Nem vou comentar sobre o Lula, pois recuso-me a falar o que estou pensando do nosso 'ilustríssimo Presidente' neste momento.

Engraçado é que o festival de extração ilegal de madeira no interior da Amazônia continua praticamente sem ser incomodado. Por isso que não consigo tirar da cabeça que em breve os sem terra darão um jeito de colaborar para que os grandões acabem com o resto de mata nativa que existe ali.

No Brasil é assim. Cumpra a lei, e se ferre. Pague seus impostos e tenha em troca serviços horrorosos. Preserve, e se ferre, pois vão taxar sua fazenda de improdutiva, e de repente vc se verá sem sua terra, e pior, verá a mesma tomada por um bando de oportunistas que a destruirão sem dó nem piedade. Acho que esse deve ser o país em que mais pune quem é honesto. Sinceramente, ao ler essa reportagem, tive vontade de vomitar. Não posso me conformar com tamanha imbecilidade, tamanha falta de justiça, tamanha falta de escrúpulos. Mas infelizmente, não vejo luz no fim do túnel. Estamos condenados a sermos o 'eterno país do futuro', futuro que nunca chega.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Pelos confins de São Paulo

Pouca gente sabe, mas a capital paulista não tem só prédios e asfalto. Existe um pedacinho [pedação eu diria] da cidade que é mato puro. Tem sítios, índios, vacas, cabras e galinhas passeando, dentre outras coisas. Esse lugar encontra-se lá no fim da Zona Sul da cidade. Em Parelheiros e Engenheiro Marsilac. Eu, doida que sou, sempre tive mó curiosidade de conhecer lá. E minha curiosidade aguçou quando achei um thread no SkyscraperCity. Infelizmente não achei o tópico nos meus favoritos, deve ter ficado no outro computador, mas enfim, era exatamente sobre aquelas bandas. Uns caras malucos pegaram o carro e resolveram conhecer o que eu chamo de 'fim do mundo'. Até que achei o Roberto, outro maluco que nem eu, que topou em me levar lá. Bom, muito bom. Domingo passado viajamos rumo ao fim do mundo. Num calor desgraçado. Mas foi divertidíssimo!
E olhem só o que encontrei pelo caminho: vaquinhas simpáticas!










Tá isso não é uma vaquinha, mas achei curiosíssimo! ahahaha!!

Continuamos seguindo viagem, até que chegamos nessa ferrovia doida:



Tinham uns trens parados lá, e eu fui tirar fotos. Até que escuto uns BZZZZZZ, e quando olho, do meu lado tinha uma ultra-mega-hiper pilha de açúcar, e toneladas de abelhas. Não entendi o porquê de alguém jogar tanto açúcar ali, mas acabei mesmo assim tirando uma foto e saindo correndo, antes que elas me percebessem ali e resolvessem praticar uma carnificina. Momento esse que foi registrado pelo meu amigão! [Que profetizou semanas antes que iria fazer isso, e acabou tirando a foto sem querer ahahahaha tosco demais!]

Run Lola Run (ha)

Tá, mas consegui tirar uma foto pelo menos:



Depois de visitarmos os trens, seguimos para o fim do mundo pela Estrada da Ponte Alta.


E pelo caminho fui registrando o matão total. Isso tudo em plena São Paulo capital!

É isso aí, tem um igrejão ali no meio do mato!



Galinha fujona! Só saiu o rabo.


Casa sinistra!



Fim da linha. A partir dali não dá pra seguir em frente, uma pena.

Na volta acabamos errando de caminho [o que não é muito difícil, pq as 'ruas' são todas iguais], e acabei podendo registrar a placa da divisa do município de São Paulo com Itanhaém. Adooooro placas, principalmente de divisas:



É inacreditável que São Paulo ainda tenha esse lugar preservado. Não sei até quando ficará assim, mas é fantástico. E ainda tem bastante coisa pra ver por ali, quem sabe um dia eu volte e registre mais coisas curiosas dessa cidade que é um mundo.

E pra finalizar.. Que tal fazermos uma visita ao Sítio TheZouro? :D

Isso também é São Paulo!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Mais uma do 'jeitinho brasileiro'

Há uns dias, postei sobre o maldito jeitinho brasileiro, e como isso colabora para perpetuar muitos problemas que temos em nosso país. Infelizmente, duas reportagens durante essa semana acabaram confirmando isso.
Uma, sobre o golpe da pedra na caixa. Isso é mais velho do que andar pra frente, lembro dos áureos tempos de Paraguai, muita gente comprou pedra em vez de vídeo-cassetes, e eletrônicos em geral. E pior, continua acontecendo hoje em dia. Por que? Porque tem muita gente querendo levar vantagem, e supostamente comprar computador que vale 3000 reais no mercado por 500. E sinceramente, não tenho pena desse povo não, tem mais que se ferrar mesmo pra deixar de ser idiota.
Agora, o que mais me deixou de cara foi isso aqui. Agências de viagens duvidosas pagam cambistas pra comprar ingressos de shows concorridos, pra depois vender bem mais caro para fãs idiotas que não conseguem comprar por meios, digamos, honestos. Pra mim pior do que esses cambistas e essas agências, é exatamente quem compra. Porque são eles que sustentam essas pessoas. E não adianta justificar que é fã, pra mim existe uma enorme diferença entre ser fã de uma banda, e ser fanático descerebrado. O que mais me chamou atenção no link sobre as agências foi a fala da gerente da tal Drika Tour:

'Na tarde desta quinta-feira, a gerente da Drika Tour, Andreza Araújo, procurou o site do GLOBO para informar que apenas terceiriza a venda dos ingressos. E disse que as entradas oferecidas em seus pacotes são obtidos com a empresa VIP Ingressos - segundo ela, uma agência que atua "fora dos parâmetros da lei".'

Simmm isso mesmo! Ela sabe que os ingressos são comprados da maneira mais desonesta possível, mas isso não tem problema. E é exatamente ESSA mentalidade que eu tenho nojo. Esse jeitinho brasileiro é escroto, nojento, e faz com o que o Brasil seja motivo de piada em qualquer lugar sério do mundo. E pra variar, quem é honesto se ferra. Quem ficou horas na fila pra conseguir ingresso, não conseguiu, porque agências de turismo desonestas pagam pra pessoas comprarem ingressos e depois revender pelo dobro do preço. E pior, tem quem compre. Isso me desanima de ir em shows internacionais no Brasil. Ah sim, gosto de U2, mas decidi não ir no show. Recuso-me a compactuar com essa prática. Pelo menos a minha parte eu faço. Pena que a maioria ache que não tem problema comprar ingresso mais caro e alimentar esse comércio ridículo. Lamentável essa mentalidade. Mentalidade igual a de quem compra peça de desmanche de carros, mas depois reclama quando roubam o seu. Pimenta no fiofó do vizinho é refresco né...

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Pelo direito de morrer com dignidade.

A única certeza que demos nessa vida é de que iremos morrer um dia. Mas apesar dessa certeza, praticamente ninguém pensa nisso. Só que chega uma hora que não tem mais jeito, temos que ir, querendo ou não.
É inquestionável que os avanços da medicina nos proporcionaram condições de tratar certas doenças, e nos dar qualidade de vida. Mas existe uma grande diferença entre tratar alguém que tem grandes chances de viver bem, e prolongar desnecessariamente o sofrimento de pacientes que não tem mais chance de praticamente nada. Em certas ocasiões, acho muito mais digno a natureza seguir seu curso. Mesmo porque acredito que todos devem ter direito não somente a viver com dignidade, mas também a ter uma morte digna.
Não acho que manter uma pessoa vegetando através de aparelhos seja a favor da vida. Isso pra mim é mais uma demonstração de egoísmo. Egoísmo este que causa um sofrimento enorme para todo mundo.
É por isso que sou totalmente a favor da ortotanásia [que é totalmente diferente da eutanásia, apesar de muita gente confundir]. Ortotanásia nada mais é do que dar o direito daquela pessoa que já está quase no fim de sua vida de deixar a natureza fazer a sua parte. Nada de tratamentos invasivos. Nada de tubos, agulhas, e etc. Somente tratamentos paliativos, para aliviar a dor. E ainda bem que pelo menos dessa vez nossa justiça funcionou e derrubou a liminar que impedia a prática da ortotanásia no Brasil.
Todos nós deveríamos ter o direito de viver, e morrer com dignidade. E fico feliz em saber que a medicina está revendo seus conceitos, e aos poucos abandonando a mentalidade de 'a vida a qualquer custo'. Acredito que todos saem ganhando com isso.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Tudo tem o seu preço. Às vezes mais do que deveria.

Não é novidade nenhuma que o custo de vida no Brasil é muito alto, principalmente comparando com países vizinhos. E é claro que os shows internacionais não poderiam fugir a regra. E hoje no Estadão, saiu uma série de reportagens exatamente sobre isso. Como pode ser tão caro os preços para atrações internacionais no Brasil, e principalmente em São Paulo. Tudo bem que temos uma carga tributária de arrombar os orifícios, dentre outros custos a mais. Mas mesmo assim, não posso acreditar que temos ingressos tão mais caros e pros mesmos shows do que na Argentina. Vejam bem, não estou nem comparando com países Europeus nem com os Estados Unidos, cujas realidades são totalmente diferentes que as nossas. A comparação está sendo feita com países daqui da América do Sul, com praticamente os mesmos problemas que o Brasil.

E o Estadão nos fez esse favor [se é que pode ser chamado assim]: calculou tudo que poderíamos comprar caso fôssemos em todos os shows que tiveram ano passado, pagando a entrada mais cara, como podemos ver aqui. O que mais me chamou a atenção é que, pelo preço do ingresso mais caro pro show do U2 [1000 reais, isso mesmo, MIL reais], dava pra ir pra Buenos Aires, e bancar estadia + passagem. Com a vantagem que teríamos um dia pra passear. A diferença é de alguns poucos reais:



Isso é ou não um abuso? O que a Argentina tem de tão especial assim pra conseguir fazer shows mais baratos do que aqui?

Enfim, não sei como é o esquema de compras de ingressos na Argentina, mas no Brasil é uma bosta. E bem fedorenta. Os sites são uma coisa bizarra. Vivem dando pau, os servidores não aguentam. Teleatendimento, nem vou comentar, todo mundo que lê meu blog sabe do meu 'amor' por esse tipo de serviço... E aqui em São Paulo ainda tem um agravante: as casas de show são fora de mão. Então, seria mais fácil comprar pela internet certo? Ótimo. Mas pela internet temos a famigerada taxa de conveniência, que eu acho simplesmente estúpido. Primeiro porque não vejo nenhuma conveniência em comprar pelo site, e depois ter que se deslocar até onde judas perdeu as botas pra retirar os ingressos. Segundo, acho um absurdo ter uma porcentagem fixa pra todas as faixas de preço. Mas segundo o diretor da Time For Fun, 'paga quem quer, é só ir lá [mesmo que seja láááá no fim do mundo] comprar o ingresso. Super simples! Afinal, ninguém trabalha, ninguém estuda, ninguém tem mais nada pra fazer. Fenomenal.
Outra p*taria é essa tal de ter pré-venda de quem tem cartão X. Pré-venda pra quem é membro do fã clube oficial eu até entendo, e apoio. Sempre achei que os fãs das bandas devem sim ter prioridade, beleza! Com o show do Iron Maiden foi exatamente assim: um dia de pré-venda para quem era membro do fã clube oficial, e a partir do dia seguinte, venda para o público em geral. Ótimo. Mas pra outros não é assim. Geralmente abrem pré-venda pra quem é cliente de cartão X, Y ou Z. Coisa totalmente sem sentido.
E pra finalizar, a maldita área VIP. Já falei sobre isso aqui, e continuo afirmando que é de uma palhaçada sem tamanho.
Aliás, eu vou morrer sem entender o porquê comprar ingressos aqui é tão difícil. E porque os preços subiram tanto? Não era assim há uns anos. Frustrante!