terça-feira, agosto 31, 2010

Ataque de fúria



Quem me vê por aí risonha, ou com cara de boia, não imagina que eu tenho alguns ataques de fúria em vez em quando. Tá, nada que me fala infringir alguma lei ou algo parecido, mas parece que tem hora que eu sinto uma enorme necessidade de socar algo. Principalmente quando algum objeto resolve parar de funcionar quando eu mais preciso dele. Quando minha geladeira pifou bem quando eu tava viajando [quer hora 'melhor' de pifar?] eu até me controlei. Mas hoje meu fogão resolveu tirar com a minha cara e acabou levando uns chutes.
Meu fogão é um Bosch, comprado em Janeiro de 2008, mas começou a ser usado somente em Julho do mesmo ano. Enfim, não é um fogão velho. Mas o forno dele sempre foi uma bosta. A parte de cima é tranquila, acente rapidinho, mas o forno deve ter vindo com algum defeito de fabricação, pois pra acender é quase que uma via-sacra. Mas mesmo assim sempre acabava acendendo, o que fez com que não chamássemos ninguém pra ver o porquê disso. A gente ficava 'meia hora' apertando a meleca do botão e plin! O fogo vinha. Até que hoje ele não veio.
Lá vai eu, toda feliz assar uns pães de queijo, e ao tentar acender aquela porcaria.. Cadê o fogo? Nemmm sinal. A casa inteira já estava fedendo a gás, o que me fez abrir todas as janelas, e nada da porcaria acender. Ventilei bem a casa, tentei de novo, nada. Tentei usando um fósforo e nem tchum. Aquilo foi me dando uma raiva, mas uma raiva tão grande, que quando eu me vi, estava chutando o pobre do fogão com toda força. Provavelmente o vizinho deve ter pensado que eu enlouqueci, mas na boa, não estava nem aí. Todas as quatro bocas acendiam normalmente, e a meleca do forno nem sinal de vida. Nunca tinha chutado tanto um fogão assim, mas provavelmente foi o que deu certo, pois meia hora depois, quando já tinha me convencido de que não iria comer pães de queijo, e sim feijão com arroz.. PLIN! A birosca do forno resolveu dar sinal de vida e acendeu! Mas como sei que chutes não são a melhor forma de fazer um fogão funcionar, vou ver se tomo vergonha na cara e acho uma assistência técnica da Bosch pra vir aqui olhar isso, pois tive 3 fogões em Blumenau, e NUNCA aconteceu isso. De lascar! Só sei que se tiver que levar pra assistência, bye bye, jogo essa porcaria fora e compro um bem podrão nas Casas Bahia. Às vezes a gente despreza as marcas ditas populares, mas são exatamente esses que duram mais, e não dão dor de cabeça!

Agora vou lá comer meus pães de queijo.. hihihi!

domingo, agosto 29, 2010

Imitação fail.

Há tempos tenho estado enjoada de Orkut. Já teve sua fase legal, me diverti muito lá, mas ultimamente tem estado um horror. Além de ter virado festa do caqui, cheio de fakes, gente idiota postando coisas mais idiotas ainda, agora tem um agravante: a tentativa desesperada de imitar o Facebook.

Faz um tempo que eu migrei pra versão nova. De início eu não curti muito, mas no fim acabei me acostumando. Até que ontem, ao entrar na minha página, vi que eles haviam transformado o Orkut numa versão pra lá de mal feita do Facebook. Ah não, aí desanimei de vez. Cliquei rapidinho ali no botão 'versão antiga' e ufa!.

Orkut e Facebook são duas redes sociais totalmente distintas. O forte do Orkut sempre foram as comunidades, já no Facebook o forte são os jogos e as páginas, onde vc pode 'curtir', e interagir. O problema é que o Orkut nunca foi forte lá fora, provavelmente por causa da péssima mania dos brasileiros de invadir as coisas e transformar um fórum de discussão internacional em uma feira. Conclusão: os gringos saíram, e a brasileirada se aconchegou. Nesse meio tempo, o Facebook começou a crescer. Até pouco tempo atrás tinham poucos brasileiros lá. E de repente, o Google se viu em uma encruzilhada: seu maior rival estava tomando também os brasileiros. E o que aconteceu? 'Vamos imitar o Facebook então!''.E na minha opinião, deram um belo tiro no pé. Muita gente está largando o Orkut de vez, e foi pro Facebook. E as comunidades que antes eram legais, agora estão se tornando desertas, ou infestadas de fakes que só falam porcaria. Isso quando não são misteriosamente deletadas. O que é uma pena, pois ainda existiam comunidades que valiam a pena a leitura. O Google deveria rever essa política de imitação e voltar a ser o que era: uma rede simples, com comunidades fortes. Ao olhar meu perfil com a versão antiga relembrei o quão melhor era. Uma página simples e mais organizada.

O que seria do azul se todos gostássemos do verde? Tudo igual é chato, enjoa. Mas pelo visto é um caminho sem volta. Ainda não deletei minha conta por dois motivos: Algumas pessoas mantém contato comigo por ali e não curtem o Facebook, e ainda existem algumas poucas comunidades que eu gosto de ler. Até quando, não sei..

Música para animar o Domingão



Boa semana a todos! :)

segunda-feira, agosto 23, 2010

Se essa máquina falasse...

Há um tempo atrás resolvi pegar minhas fotos pra matar saudades de épocas boas da minha vida. Num tempo em que não existia câmera digital, era tudo no rolo de filme, e os álbuns de fotos ocupavam um grande espaço nas prateleiras do meu quarto.

Até 1995 eu não tirava muitas fotos. Não por não gostar, e sim por não saber mexer na nossa Olympus Trip 35. Eu detestava tirar foto com ela porque nunca sabia regular direito, e o resultado eram fotos horrorosas, isso quando não queimava tudo.

Essa máquina adorava zuar comigo :(

Isso sem contar que o flash era separado, e demorava mil anos pra carregar de novo. Durante o dia era tranquilo, mas a noite era mais chato. Mas como eu quase não saía sozinha, e ainda era pequena, nem ligava muito pra isso, visto que quem tirava as fotos era meu pai, e às vezes minha mãe.

O tempo foi passando, eu comecei a sair, e queria ter uma máquina só minha. Mas naquela época, máquinas fotográficas eram caras, e parcelamento não era algo tão comum como hoje em dia. A gota d'água foi quando eu dei uma festa lá em casa, e todas as fotos que eu tirei com a bendita Olympus queimaram. Um filme inteiro de 36 poses jogado no lixo, e nenhuma lembrança da festa. Fiquei com tanta raiva que pedi encarecidamente para ganhar uma máquina fotográfica mais fácil de mexer no meu aniversário que estava por vir. Dito e feito: ganhei uma Kodak Star 535. Super leve, com flash embutido e fácil de mexer. Isso foi em novembro de 1995. E ela viria a ser minha companheira por uns bons anos.



Foi a máquina que eu mais usei, talvez muito mais do que todas as 3 digitais que já tive juntas. Onde eu ia eu a levava, e facilmente acabava com um filme de 36 poses, que graças ao meu esquema de colocar o filme, sempre saíam 38. Dá pra contar nos dedos as vezes que queimaram fotos. Isso raramente acontecia. Foi ela quem me acompanhou pra todas as viagens que eu fiz pra Presidente Prudente, Acre, São Paulo, Joinville, muitas baladas em Blumenau, Oktoberfests. Também 'comeu' areia nas dunas da Joaquina em Floripa, e mesmo assim nunca pifou.

Toda vez que voltava pra casa era aquela ansiedade em levar o filme pra revelar. Confesso que era uma sensação legal abrir aquele pacotinho e ver as fotos. Tudo bem que muitas vezes a maioria era um desastre total, mas não por causa da máquina, e sim pelo estado de quem bateu a foto [hehehehe]... Eu a usei até meados de 2005, quando comprei minha primeira câmera digital.

Câmeras digitais são legais, e muito mais práticas, confesso, mas eu acho que elas mataram um pouco essa magia do ato de tirar fotos. Por incrível que pareça, eu tiro menos fotos agora com minha digital do que eu tirava com a Kodak. Não que eu perdi o gosto por fotos, mas talvez pela facilidade de todo mundo ter a qualquer hora. Então virou algo 'lugar-comum'. Além do que, a qualidade das fotos tiradas com filmes são superiores às digitais. Mas enfim, continuo com minha Kodak guardadinha aqui. Infelizmente o botão dela caiu, talvez pelo mau armazenamento durante a mudança, mas quem sabe um dia eu não mande consertar [se é que ainda poderei] e a use só pra matar saudades de revelar um filme...

sábado, agosto 21, 2010

Happy Hour

Nada como vc estar cercado de pessoas que vc gosta.
Um simples programa decidido em cima da hora pode ser algo muito divertido. Como uma ida a um barzinho na Paulista numa sexta feira qualquer.
Na verdade era para termos ido no cinema. Mas como a programação muda toda sexta feira, não estava mais em cartaz o filme que queríamos ver em 3D. #Fail total. Aliás, gostaria de deixar registrada aqui uma queixa sobre o Cinemark do Shopping Santa Cruz. Como é que em plena sexta feira a bilheteria abre somente ao meio-dia e meia, e pior, com UM caixa só atendendo?
Mas enfim, como o cinema melou, acabou rolando o happy hour na Paulista, o que foi até melhor.



Com direito a foto pela rua depois



E de pezinhos no metrô (bem coisa de quem bebeu um pouco a mais :P)





Comecei o fim de semana bem. Que venha o show do Jota Quest hoje :D

quinta-feira, agosto 19, 2010

Campanha de doação de medula óssea em São Paulo.

Fico feliz em saber que, mesmo meu blog não sendo um dos mais famosos na dita 'blogosfera', consigo divulgar mensagens que julgo importantes. Há dois dias atrás, recebi um email do Antônio Cruz pedindo para eu divulgar a campanha de doação de medula óssea que o Colégio Módulo estará realizando sábado, dia 21. É com grande satisfação que divulgo este evento, e quantos mais eu puder:

COLÉGIO MÓDULO PROMOVE CAMPANHA DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA, EM PARCERIA COM A AMEO

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação de medula óssea, o Colégio Módulo receberá uma equipe da Associação da Medula Óssea (AMEO) e do Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo para a realização de cadastro de doadores voluntários. A ação acontecerá no dia 21 de agosto (sábado), das 09h00 às 16h00, no pátio da escola, localizada na Rua Tito, 1175 – Lapa.

Para se cadastrar, basta estar bem de saúde, ter entre 18 e 54 anos e comparecer ao colégio, com o documento de identidade e CPF, além de informar dois números de telefone para contato.

Aliás, ao contrário do que muita gente pensa, ao se cadastrar ninguém tira a medula na hora. É feita somente uma coleta de sangue, como num exame de sangue comum! Portanto, não é preciso ter medo. A doação somente é feita ao encontrar um paciente cuja compatibilidade seja igual ao doador. Simples assim!


Então, quem for de São Paulo capital e puder, dê uma passada lá e cadastre-se. Para mais informações sobre doação de medula óssea, visitem o site da AMEO.

segunda-feira, agosto 16, 2010

A via sacra de tentar abrir vidros de alimentos.

Uma das coisas que eu não consigo me conformar é a dificuldade de abrir potes de certos alimentos. Pepino, palmito e azeitona são os top de linha. Conseguir abrir um pote de azeitona é uma via sacra, e pior, é toda vez. Abre uma vez, beleza. Fecha... e começa o martírio, pra abrir de novo só com faca. Um horror. Os vidros de requeijão (os que vem em vidro mesmo, pois agora diminuiram a quantidade e colocaram naqueles copos ridículos de plástico) também são outros. Muitos vem com aquele treco de plástico pra facilitar, mas não adianta, tem que futucar com a faca, e lá vai melequeira na pia. Eu não entendo o porquê das empresas não colocarem no mercado embalagens que abrem com mais facilidade. Eu ainda consigo abrir mesmo me esguelando toda, mas fico pensando em quem tem problemas nas articulações, como reumatismo por exemplo.. Não deve conseguir abrir um vidro de azeitona nem por decreto!
Um dia desses comprei um pote de salsichinhas em conserva. Várias vezes já tinha comprado salsichas da mesma marca, e abria o potinho de plástico numa boa. Mas dessa vez acho que a tampa veio colada com super-bonder, ou algo mais potente ainda, pois não consegui abrir de jeito nenhum! A sorte é que eu havia guardado o pote anterior. E como não me dou por vencida, viva a faca:



Consegui passar tudo pro outro pote. Agora, vamos combinar.. É ridículo ter que rasgar a embalagem com uma faca pelo simples fato de não conseguir abrir a dita cuja!

Empresas alimentícias, por favor.. Façam embalagens mais fáceis de abrir. A gente agradeceria imensamente. E pra quem diz que isso não é possível, eu desminto, pois a Hemmer conseguiu. Os vidros de suas conservas são super fáceis de abrir. E conserva direitinho.

domingo, agosto 15, 2010

Festival do Chocolate

Sexta fui ao Festival do Chocolate de Ribeirão Pires. Já é a terceira vez que eu vou nesse festival, e posso dizer que me diverti muito nos anos anteriores. E nesse ano não foi diferente. Além de comer um delicioso pastel, me deliciei nos espetinhos de morango com cobertura de brigadeiro. Ô coisa gostosa. E de quebra, curti o show do Capital Inicial, banda que curto bastante. Já fui em vários shows deles quando eu morava em Santa Catarina. Ano passado eles também se apresentaram no Festival, mas infelizmente não pude ir..
Por ser uma banda que já vi várias vezes, já tinha uma idéia do que esperava, mas confesso que o palco me impressionou bastante. Já fui em muitos shows nacionais, mas pela primeira vez vi um palco tão bem elaborado como esse. E o mais legal é que tinha bastante gente, mas não tava extremamente muvucado como nos outros shows, então eu consegui ver o palco, e não só o telão. Pulei um monte, cantei muito - o que deixou minha garganta em frangalhos coitadinha-. Posso dizer que queimei algumas calorias dos chocolates que comi, o que é ótimo! Fiquei com vontade de ir em outro show deles. Vamos ver quando. Aliás, além do palco estar ótimo, o clima também estava, um ventinho gelado que não deixava a gente ficar suando que nem porcos.. Muuuuito bom! A única coisa chata foi o atraso de uma hora e pouco. Mas tudo bem, todos os shows atrasam né...
E sábado que vem tem mais.. Dessa vez será Jota Quest. Será o primeiro show deles que eu vou, espero que dê pra pular bastante também.

-> Só pra não deixar passar em branco, esse findi está exatamente como eu gosto: frio e nublado ehehehehehe!! <-

quinta-feira, agosto 12, 2010

Leite e lembranças...

Estava lendo notícias na net, e parei no site do DFTV. Lá tinha uma reportagem sobre os diferentes tipos de leite. Eu nem sabia que ainda vendiam leite em saquinhos, talvez por não curtir muito leite [na verdade eu detesto], então nem prestei mais atenção. Há anos compramos leite longa-vida desnatado [o único que eu consigo tomar com achocolatado, puro nem pensar], pela praticidade. Primeiro que o cheiro do leite fervendo me dá vontade de vomitar, e segundo que ferver leite é uma das tarefas mais ingratas que existe. Você pode ficar meia hora olhando fixamente pra ele, mas no momento que vc pisca, boceja, espirra, ou simplesmente olha pro lado, o maldito sobe e faz aquela c*gada no fogão. E ao ver essa reportagem, foi exatamente disso que eu lembrei.
Eu sou da era pré-leite longa-vida. Só existiam leites de saquinhos, e quando surgiram os de caixinha eram muito caros ainda. Então, meus pais compravam o bendito leite em saquinho, e ao abrir, fervíamos o dito cujo. Dizia minha mãe que era pra aumentar a durabilidade, pois aqueles saquinhos e nada eram a mesma coisa, ou seja, não conservavam bulhufas nenhuma. E praticamente todo dia era a mesma tragédia. Um segundo de distração, e lá vai o leite transbordando e inundando o pobre do fogão.
Depois de tanto limpar fogão borrado, minha mãe cansou e comprou uma daquelas leiteiras com apito. Nossos problemas finalmente acabaram! Quando o leite ferve, o treco apita e ficava tudo lindo! Podíamos nos distrair, conversar, boiar.. Só que tinha um porém: aquele apito era uma desgraça, e pior, mesmo depois de desligar ainda ficava apitando. E o mais engraçado é que naquela época foi uma febre as tais leiteiras com apito, todo mundo tinha, e sem zueira, a rua inteira apitava. Sabíamos quando alguém estava fervendo leite, e obviamente os vizinhos sabiam quando nós estávamos fervendo também!
Enfim, pelas minhas vagas lembranças, a leiteira foi aposentada logo, pois aquele 'piiiiiiiiiiiiiiiiiii' era triste. Ainda bem que logo depois os leites em caixinha começaram a ser mais divulgados, e o preço caiu. Ufa! E viva o leite longa-vida!

domingo, agosto 08, 2010

Doação de medula óssea é coisa séria.

Quando a gente decide ser doador voluntário de medula óssea, temos que estar cientes de que poderemos ser chamados a qualquer momento para exames de compatibilidade. Manter o cadastro atualizado é importantíssimo, mas infelizmente tem gente que não leva isso a sério, o que é muito triste. O que poderia ser uma chance pra pessoas portadoras de doenças no sangue torna-se um sonho pra lá de distante, pois muitos vão lá, se cadastram, e simplesmente se esquecem de atualizar os dados em caso de mudança de endereço ou telefone. Ou pior ainda, acham uma pessoa compatível mas ela desiste por medo.
Se for pra ficar com medo, melhor que nem se cadastre. Deve ser frustrante pro paciente saber que alguém compatível apareceu, mas deu pra trás. Aliás, não entendo o medo, visto que é um procedimento simples, e de rápida recuperação. Se for doação por aférese o máximo que ocorrerá será sintomas parecidos com uma gripe, nada sério. Se for por punção na bacia, o máximo que vai acontecer é ficar com a área dolorida por alguns dias. Afinal de contas, o que é pior, uma punção na bacia e ficar com uma dorzinha incômoda por um tempinho e logo estar 100%, ou estar preso em uma cama de hospital sem poder fazer nada a não ser esperar por um doador compatível?
Vamos colocar a mão na consciência. Ser doador voluntário de medula óssea é coisa séria. Pensem bem antes de se cadastrar, e caso decidam, não se esqueçam de manter o cadastro atualizado. A vida de alguém um dia poderá ser salva por isso.

quinta-feira, agosto 05, 2010

E o Google Wave não deu certo..

Já tinha até me esquecido da existência do Google Wave, quando me deparei com esse link: Google anuncia fim do Wave, serviço que prometia 'matar' o e-mail. Na verdade em vez dele matar o email, ele matou foi minha paciência. As poucas vezes que usei era uma lerdeza, e uma boiação total. Sinceramente nada daquilo fazia sentido pra mim.
Até hoje não entendi o real motivo, e todo o fru fru em torno dele. Pra mim era algo super lerdo e sem muita utilidade. Enfim, a idéia pode ter sido interessante, mas não deu certo. Já vai tarde.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Viajando pelo Brasil: o pesadelo da falta de infra-estrutura.

Viajar pelo Brasil é uma aventura. Se você quiser ir de ônibus ou de carro, corre o risco de se arrebentar em algum acidente nas nossas estradas 'maravilhosas'. Óbvio que há exceções, as estradas paulistas são ótimas, em SC algumas se salvam, e no RS acredito que algumas se salvam também. Viajei pelo interior do Paraná há uns anos atrás, e não pude me queixar. Mas é só. O resto é um festival de buracos, lama e bandidagem que não poupa ninguém.
Ah, mas temos avião! Ótimo! Se funcionasse. Mas não, nosso transporte aéreo é uma porcaria. Basta dar uma pequena sobrecarregada de passageiros, e tudo desanda, como aconteceu com a Gol nesse fim de semana. A desculpa foi: tripulantes ultrapassaram o limite de carga horária, então não puderam ir trabalhar. Tudo bem, é óbvio que os profissionais merecem seu descanso, e é necessário existir uma regulamentação a respeito, quanto a isso não se discute. O que se discute é a falta de planejamento. Acho que qualquer asno com meio neurônio funcionando perceberia que as férias escolares estão acabando, e que o número de passageiros iria aumentar. E o que foi feito? Venderam mais passagens do que deveria, afinal, dinheiro não se nega, e o passageiro que se f*** de verde e amarelo. E tudo se repete: gente perdendo compromissos importantes, enterros de familiares, viagens programadas, e etc.
Como se não bastasse essa zona toda, nossos aeroportos estão sucateados. A estrutura é praticamente a mesma da época em que só ricos e estrangeiros viajavam de avião. O tempo passou, e hoje em dia qualquer um parcela em 300 vezes uma passagem e voa. Mas os aeroportos não absorvem a demanda. E aí bagunça tudo. Congonhas é uma vergonha. O aeroporto de Cumbica não fica muito atrás, uma zona. Fora os outros pelo país afora. Lembro quando eu fui a Porto Seguro, o aeroporto era um barracão com uns ventiladores de teto quase caindo na cabeça da gente. Ar-condicionado? Imagina! Isso foi há alguns anos atrás. Sinceramente espero que tenha melhorado um pouco.
Não tem como não pensar que a Copa do Mundo será aqui em 2014, e as Olimpíadas serão aqui em 2016. Com que infra-estrutura vamos receber esses eventos? Não adianta falar que na África do Sul deu certo - o que é mentira, muita coisa foi escondida -. Mesmo que tenha dado um pouco certo, olhem o tamanho da África do Sul, e o tamanho do Brasil. Agora imaginem, um dia de chuva em São Paulo. O aeroporto internacional lá na pqp, sem nenhuma ligação ferroviária. Muitos gringos e pessoas de várias partes do Brasil chegando. E tudo preso no trânsito. Que coisa maravilhosa! Vergonha total!
Sinceramente, eu tento ser otimista, mas cada vez que vejo notícias como essa da Gol, eu volto a realidade.. Será que devo acreditar? Espero que o mico não seja tão grande...