sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Dois pesos e duas medidas?

Muita gente acompanhou o caso Sean Goldman, muitos torcendo para ele ficar no Brasil, e outros torcendo para ele voltar aos Estados Unidos e viver com seu pai. A mídia ficou em polvorosa por meses, cheia de notícias pra lá de melosas, com direito a pianinhos tristes de fundo. E por fim, a justiça deu o veredito: Sean deveria voltar a viver com seu pai. Decisão na qual eu concordei plenamente, afinal, se o garoto tem pai, nada mais justo a criança viver com ele.

Mas existe outro caso polêmico envolvendo sequestro internacional de crianças que a mídia não está dando bola. Passou uma única reportagem no Fantástico e ficou por isso mesmo. E o caso é bem parecido, com a diferença de que, ambos os pais são brasileiros, e o pai, que mora no Brasil, quer que a filha retorne ao país, pois ele quer criá-la. Na verdade eu acho esse caso mais grave, pois a mãe se utilizou de documentos falsos para tirar a filha ilegalmente do país, afastando assim a menina do convívio de seu pai. E o pior de tudo é que, existe uma grande possibilidade da justiça dos Estados Unidos não permitir a volta da criança ao Brasil alegando que ela já está adaptada lá. E pra piorar a situação, a mãe casou-se com um americano que quer adotar a menina.

Mas peraí! Se for alegar isso, então Sean também não deveria ter voltado aos Estados Unidos! Ele morava no Brasil desde os 4 anos, estava adaptado à vida por aqui. O padrasto também queria adotá-lo e criá-lo. No entanto, a justiça foi feita, e ele voltou daonde não deveria ter saído! Então por que agora essa palhaçada? Só por que o pai é brasileiro? Dois pesos e duas medidas? Que coisa feia Estados Unidos! Vocês que se dizem tão cumpridores das leis e dos 'bons costumes' poderiam dar o exemplo, e devolver essa criança ao pai, que luta durante anos pelo direito de criar sua filha. E essa mãe deveria ser exemplarmente punida por ter saído do Brasil com documentos falsos! Não importa se o casamento era uma merda, se os dois não se davam bem. O que importa é que uma criança foi privada do convívio com seu pai por puro capricho da mãe, que num momento totalmente egoísta, infringiu a lei. Isso é um caso de sequestro. Assim como Bruna Bianchi sequestrou Sean, Michelly sequestrou Bruna. Mas pelo andar da carruagem, o final da segunda história será bem diferente do da primeira..

Sinceramente, não dá pra ter fé na justiça de nenhum país quando leio coisas desse tipo...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Intromissão do Estado na vida do cidadão. Qual o limite?

Às vezes eu me pergunto até que ponto o Estado deve se meter na vida do cidadão. São tantas decisões, proibições, como se fosse uma babá tratando de nós.
Há tempos, a ANVISA sismou que farmácias não podiam mais vender medicamentos que não precisam de prescrição médica fora do balcão. O que antes era algo super fácil, ou seja, entrávamos numa farmácia, pegávamos nosso medicamento, pagávamos e íamos embora, agora temos que enfrentar fila, esperar um tempão até sermos atendidos. Estive na Inglaterra e no Canadá e lá, medicamentos que não necessitam de prescrição são vendidos tranquilamente até em supermercados. Canadenses e Ingleses não são tratados como se fossem oligofrênicos. E sabe o que é mais curioso? Somos proibidos de comprar remédios para dor de cabeça por conta própria, mas quando precisamos comprar antibióticos, ou outros remédios que necessitam de prescrição, não conseguimos comprar a quantidade exata de medicamento. Se precisamos de 5 comprimidos, somos obrigados a comprar uma caixa com 10, pois a venda fracionada 'não pegou' no Brasil. Acredito que isso incentiva muito mais a auto-medicação do que comprar uma Dipirona.
Outra tosqueira foi a proibição de bronzeamento artificial. Não sei como anda isso nos dias de hoje, se derrubaram ou não a proibição, mas isso foi ridículo, quem é o Estado pra dizer se eu quero ou não me bronzear? Agora, baixar a carga tributária dos bloqueadores solares para baratear os preços ninguém quer. É muito mais fácil proibir bronzeamento artificial, mesmo sendo comprovado que grande parte das pessoas que adquirem câncer de pele se expõem mesmo ao sol, esse astro poderoso que o governo não pode proibir de aparecer no céu.
Mas o que mais me chamou a atenção foram pais sendo acusados de negligência, serem ameaçados de perder a guarda de seus filhos, simplesmente pelo fato de ensiná-las em casa. Um detalhe que chama muito a atenção: eles tem uma formação mais sólida do que crianças educadas em nossas escolas, tanto que passaram no teste que foi aplicado. Então, porque raios o governo não aceita esse tipo de educação? É notório que nossa educação tem descido ladeira abaixo. Com raras exceções, ela deixa muito a desejar, seja em escolas particulares, e em públicas. Então, não vejo problema nenhum em pais decidirem que seus filhos estudem em casa.
Ah, o problema é a socialização. Até entendo que frequentar aulas de patins pode não ser considerado uma socialização total. Mas se formos pensar que, nossas escolas estão virando um antro de bullying, e ninguém toma providências. Além do que, escolas estão cada vez mais se tornando ilhas de violência. Que socialização é essa que tanto falam?
Eu queria que o governo tivesse tanta disposição para punir pais irresponsáveis que colocam filhos no mundo sem nenhum preparo, e os deixam jogados na rua pedindo esmola, não matriculam na escola, e muito menos os educam em casa. Mas não, é muito mais fácil perseguir pessoas que realmente se preocupam com seus filhos, e que os educa exemplarmente em casa. Tudo em nome do 'bem estar dos menores'. Ah tá, conta a do papai noel agora. Tá na hora de mudar essa lei. Tá na hora de mudar essa mentalidade do Estado paizão protetor.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

As redes sociais e as relações de consumo.

Semana passada saiu uma reportagem muito interessante no Estadão, sobre as reclamações de clientes insatisfeitos nas redes sociais. Há tempos pessoas se utilizam de sites como Reclame Aqui, Twitter dentre outros para reclamar de problemas com várias empresas, dos mais diversos setores.
Mas o assunto mesmo veio a tona com a instatisfação do consumidor Oswaldo Borrelli, que publicou um vídeo no Youtube desabafando sobre o problema com a geladeira novinha que havia comprado. Sob o título 'Não é uma Brastemp', Borrelli narra toda a via-sacra pelos péssimos atendimentos que teve. E surtiu efeito. Rapidinho problema foi resolvido. E a Brastemp reconheceu o erro. Esperamos que, a partir de agora, ela melhore os canais de atendimento ao cliente.
O que eu vejo por parte de muitas empresas, principalmente as já consolidadas no mercado, ou seja, fundadas há anos, é que muitas ficam perdidas, e não sabem lidar direito com as redes sociais. Elas ainda não entederam o impacto que essas redes podem causar em sua imagem. Tanto positivamente, quanto negativamente.
Redes sociais vieram para ficar, e não adianta fugir. Se antes o cliente escrevia uma carta, ou reclamava somente com os amigos sobre tal produto ou serviço, agora ele desabafa no Twitter, e em menos de uma hora, pessoas que, ou se sentiram lesadas pela mesma empresa, ou se colocam no lugar do consumidor frustrado, retwita, e esse tweet passa pelo mundo inteiro.
Vivemos na era da tecnologia, e das soluções rápidas. O consumidor já não está mais aceitando ser tratado como se estivesse pedindo um favor. Ele quer solução para o seu problema, e rápido. Algumas empresas já estão percebendo isso, e estão se aliando às redes sociais. Ponto pra elas. Problemas sempre existirão, afinal, perfeição não existe. Mas uma empresa que reconhece, trata o consumidor com o devido respeito, e principalmente o resolve, já ganha pontos, e muitos. Todos tem a ganhar com isso.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

A ANATEL serve pra quê mesmo?

Você quer contratar um serviço de internet e dividir com amigos vizinhos pra diminuir as despesas? Cuidado! A ANATEL está de olho em você!

[/ironia mode ON] Claro, a ANATEL com toda a sua eficiência está muito ocupada em procurar vizinhos que compartilham uma rede Wireless. Agora eu entendo o porquê dela não estar nem aí pras grandes empresas de telefonia que avacalham com o consumidor. Cobranças erradas? Corte indevido de serviços? Velocidade horrorosa nas conexões 3G? Portabilidade que não deu certo? Ah, que nada, a ANATEL está muito ocupada com pessoas e 2 ou 3 vizinhos que compartilham uma conexão sem fio. Isso é muito mais perigoso, é muito mais horrível do que os desserviços prestados pelas operadoras de telefonia, seja fixa ou móvel.
Parabéns ANATEL! Obrigada por se preocupar com a população! Afinal de contas, compartilhar uma rede Wireless com 3 amigos coloca em risco toda uma cidade, portanto, isso deve ser combatido até a exaustão. Quanto às grandes operadoras.. Ah, aí o problema é dos consumidores não é? Quem mandou eles contratarem os serviços? Lindão. [/ironia Mode OFF]