sexta-feira, novembro 24, 2006

Voltei novamente!
Passei uma semana maravilhosa em Sampa, revi meus amigos (pena que não consegui ver todos), festei no sábado, e fiz piquenique no Parque do Ibirapuera domingo. Meu aniversário foi na segunda, mas comemorei sábado e domingo.

Nem voltei e já estou com saudades de lá. Não vejo a hora de ir pra ficar de vez. Mas eu espero mais um pouco.. esperei tantos anos, então não custa esperar mais um pouquinho.

Hoje, ao ver o Jornal do almoço, me deparei com uma notícia no mínimo bizarra. Em Florianópolis, vizinhos de uma escola estavam reclamando do barulho que crianças faziam na hora do recreio. Saiu até no Terra. Realmente, catarinenses, em grande número são bem provincianos. Não vou cair na besteira de generalizar, é óbvio que existem muitos que são mente aberta e pessoas ótimas. Mas a quantidade de provincianismo aqui as vezes me assusta, e cada dia que passa eu vejo mais ainda que aqui não é o meu lugar.
Lá onde meu tio mora em São Paulo, é do lado de um grande colégio. Na hora do recreio, é uma barulheira, isso contando com o trânsito, e com a faculdade que tem em frente ao prédio. Sinceramente, nunca ouvi falar de nenhuma reclamação (se houvesse, com certeza sairia em noticiário nacional, como saiu essa de hoje). Q q tem de errado crianças fazerem barulho durante o recreio? Isso que o recreio não costuma durar muito tempo, será que incomoda tanto assim? Ah, não sei, eu duvido mesmo.
Há uns anos atrás, aqui em Blumenau, um infeliz que mora perto de uma Igreja Luterana - uma das maiores da cidade - reclamou do sino que tocava por algums poucos minutos duas vezes por dia. E pasmem, o cara ganhou a causa. Não sei quem é mais retardado, o cara que abriu uma ação dessas, ou o juiz que acatou com o pedido... A Igreja tava ali bem antes da anta amargurada se mudar pra lá, não seria ele que deveria se adaptar a isso? Afinal, quando ele se mudou praquela localidade, com certeza já sabia que existia uma igreja, e que o sino tocava duas vezes ao dia.
Eu queria saber se essa gente morasse em uma cidade grande. Será que iriam ordenar o fechamento dos aeroportos por causa dos barulhos dos aviões? Olha, eu não duvido nada.. E viva o provincianismo catarinense...

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domingo, novembro 05, 2006

Esse texto é enorme, mas eu achei ele fantástico!
Aliás, fala ser não é verdade. Banheiro público já é uma bosta, feminino então vix maria.. :P


Minha mãe ficava histérica com os banheiros públicos, quando pequena me
levava ao banheiro, me ensinava a limpar a tampa do vaso com papel
higiênico e cobrir cuidadosamente com tiras de papel em toda a borda.
Finalmente me instruía: "Nunca, NUNCA se sente em um banheiro publico".

Logo me mostrava "A posição" que consiste em se equilibrar sobre o vaso em
uma posição de sentar sem que o corpo entre em contato com o vaso.
Isso foi há muito tempo, mas ainda hoje em nossa idade adulta, "a posição" é
dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando.
Além do que é muito perigoso, pois a bacia pode quebrar e ser
fatal.........oh, até isso temos que enfrentar.

Quando você "tem que ir" a um banheiro público, sempre encontra uma fila
de mulheres que te faz pensar que as cuecas do Brad Pitt estão à venda pela
metade do preço.
E assim espera pacientemente e sorri amavelmente às outras mulheres que também
estão discretamente cruzando as pernas.

Finalmente é a sua vez, você olha cada cubículo por baixo da porta pra ver
se não há pernas. Todos estão ocupados, mas finalmente uma porta se abre e
você entra quase jogando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que
o trinco não funciona, mas não importa...

Você pendura a bolsa no gancho que tem atrás da porta e, se não tem
gancho, você a pendura no pescoço mesmo, enquanto se equilibra, sem contar
que a alça da bolsa quase corta a sua nuca, porque está cheia de porcarias
que você foi jogando dentro, das quais não usa a maioria, mas as tem aí,
para o caso de "e se eu precisar?"

Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco só lhe queda a opção de
segurá-la com uma mão, enquanto com a outra você abaixa a calcinha e fica
"em posição"... Alívio... Ahhhhhh... Mais alívio, aí é quando suas pernas
começam a relaxar e você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o
vaso e nem cobrir com papel, nessa hora você quase tem um treco de tão
aliviada, ai dá uma desequilibrada e erra a mira.
Pronto, o suficiente pra ficar molhada até as meias, e é óbvio que dá pra notar.

Para afastar o pensamento dessa desgraça, você procura o rolo de papel
higiênico... Maaaas.. Hehehe, o rolo tá vazio!
E as suas pernas continuam querendo relaxar.
Ai você lembra de um pedacinho de papel que tá na bolsa, meio usado porque você
já limpou o nariz com ele, mas vai ter que servir, você amassa ele pra absorver
o máximo possível, mas ele é muito pequeno, e ainda tá sujo de meleca.

Nisso alguém empurra a porta e, como o trinco não funciona, você recebe
uma baita portada na cabeça.

Aí você grita "tem genteeeeee" enquanto continua empurrando a porta com a
mão livre e o pedacinho de papel que você tinha na mão cai exatamente em uma
pequena poça que tinha no chão e você não sabe se é água ou xixi...
Ehehe ai você vai de costas e desequilibra, caindo sentada no vaso.

Você se levanta rapidamente, mas já é tarde, seu traseiro já entrou em
contato com todos os germes e formas de vida do vaso porque VOCÊ não o
cobriu com papel higiênico, que de qualquer maneira não havia, mesmo se você
tivesse tido tempo de fazer isso.

Sem contar o golpe na cabeça, o quase corte na nuca pela alça da bolsa, a
espirrada de xixi nas pernas e nas meias, que ainda estão molhadas...
A lembrança de sua mãe que estaria terrivelmente envergonhada de você, porque
o traseiro dela nunca sequer tocou o assento de um banheiro público, porque,
francamente, "você não sabe que tipo de doença poderia pegar ai".

Mas a aventura não termina ai...
Agora a descarga do banheiro, que tá tão desregulada que jorra água como se
fosse uma fonte e manda tudo pro esgoto com tanta força que você tem que se
segurar no porta-papel (quando tem) com medo de que aquele negócio te leve
junto e te mande pra China.
Ai é finalmente quanto você se rende, está ensopada pela água que saiu da
privada como uma fonte.
Você está exausta. Tenta se limpar com uns papeizinhos de chiclete Trident que
estavam na bolsa e depois sai discretamente para a pia.
Você não sabe muito bem como funcionam as torneiras automáticas também, e
então dá uma limpadinha nas mãos com saliva mesmo e seca com toalha de
papel.
E sai passando pela fila de mulheres que ainda estão esperando com as pernas
cruzadas e nesse momento você é incapaz de sorrir cortesmente.

Uma alma caridosa no fim da fila te diz que você tá com um pedaço de papel
higiênico do tamanho do rio Amazonas grudado no sapato!
Você puxa o papel do sapato e joga na mão da mulher que disse que tava grudado e
lhe diz suavemente: "Toma! Você vai precisar!" e sai.

Nesse momento, seu namorado ou marido que entrou, usou e saiu do banheiro
masculino e teve tempo de sobra pra ler " Guerra e Paz" enquanto esperava,
te pergunta: "Porque demorou tanto?"
É nessa hora que você dá um chute no saco dele e o manda pra puta que o pariu!



Isto é dedicado a todas as mulheres de todas as partes do mundo que já
tiveram que usar um banheiro público.


E finalmente explica a vocês, homens, por que nós demoramos tanto.*



Desconheço a autoria...


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sábado, novembro 04, 2006

Rapaz é morto por engano ao tentar salvar o pai

Bruno Ribeiro de Macedo, 19 anos, foi morto na tarde desta sexta-feira por policiais do 3º BPM (Méier) na esquina da rua Viúva Cláudio com João Mário Belo, na favela do Jacarezinho. O rapaz, que trabalhava como entregador de pizza, tentava socorrer o pai, João Rodrigues Ribeiro, 77 anos, que estava enfartando. Bruno foi com um amigo numa moto até a entrada da favela para conseguir um táxi e levar o pai ao hospital. Depois de abordar um taxista, quando já entrava na favela, foi baleado pelos policiais identificados como Dias e Cruz, morrendo na hora.
(reportagem completa no link)


Vamos ver até quando esse caso vai na mídia. Um rapaz, que morava numa favela, pobre, trablhador, tentando salvar o pai que estava enfartando é alvejado por policiais simplesmente pq esses mesmos acharam que ele era um bandido. Fico aqui imaginando a dor dessa mãe, perder o marido e o filho de uma maneira estúpida dessas. Mas, como moramos no país da hipocrisia, infelizmente esse caso será esquecido.

Há uns meses atrás, alguns rapazes da alta sociedade do Rio morreram estupidamente num acidente, provocado pelo motorista, que dirigia bêbado e em alta velocidade. O caso passou na mídia exaustivamente, chegando ao cúmulo de aparecer no fantástico até o ritual de cremação de alguns dos que morreram naquele acidente.

Não estou menosprezando a dor dos pais desses jovens, afinal, perder um ente querido dessa forma deve ser uma dor indiscritível. Somente não consigo entender a inversão de valores da nossa sociedade. Rico fazendo coisa errada morre: coitadinhos, ganham matéria no fantástico, seu enterro é filmado e bla bla bla. Pobre morre tentando socorrer o pai simplesmente pq é um favelado. E não houve nenhum estardalhaço na mídia. Logo logo esse rapaz será esquecido. Resta a mãe, na sua dor e indignação pela impunidade que reina nesse país. Aliás, alguém sabe que fim deu aquele caso da chacina em Nova Iguaçu ano passado? Pois é.. evaporou da mídia também.

Que mundo merda que vivemos...

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