quarta-feira, setembro 30, 2009

Mais uma bizarrice do youtube!

Eu nem vou comentar isso.. Vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões:



Agora fica a pergunta: O que leva alguém a ser tão tosco? ahahahahahaha!!!!! #FAIL total!!!


* Vídeo visto pela primeira vez nesse blog aqui, via Twitter.

O Brasil e seus paradoxos

Conseguir emprego no Brasil pode ser uma via sacra, principalmente pra quem tem mais de 40 anos. Muitas das vagas querem que você tenha milhões de anos de experiência profissional, mas que seja novinho, afinal, quem tem 40 anos pra maioria dos empregadores, já está velho. E isso é um verdadeiro paradoxo, pois é exigido cada vez mais cursos, visto que faculdade não te garante mais nada. Mas esses cursos demandam tempo. Mas ao mesmo tempo que deve-se ter mil especializações, deve-se ter pouca idade. Como se não bastasse isso, existem outros pequenos probleminhas:

Se estamos respondendo algum processo, seja ele qual for, não arranjamos emprego, e nem podemos assumir cargo ou emprego público.

Se estamos com o nome do SPC ou SERASA, mesmo que indevidamente, (as operadoras de telefonia são mestres em mandar nomes pros serviços de proteção de crédito indevidamente) não conseguimos emprego nem com macumba braba.

Agora me diz por que nossos digníssimos políticos podem se candidatar, e assumir cargos estando respondendo processos ou condenados?

Photobucket

terça-feira, setembro 29, 2009

Pode uma lei obrigar alguém a amar?

Hoje, assistindo ao Jornal Hoje, me deparei com a notícia de um projeto de lei querendo obrigar pais a darem atenção aos filhos. Realmente é um assunto delicado. Sou totalmente a favor do pai pagar pensão alimentícia aos filhos, e claro que sou contra homens que saem por aí fazendo filho a torto e a direito e depois bye bye.
Mas por outro lado... pode uma lei obrigar alguém a amar? Uma coisa é obrigar alguém a reconhecer o filho, pagar uma pensão, e pelo menos fazer com que a criança tenha um nome na certidão. Isso é o suficiente? Provavelmente não. Mas daí a mandar pra cadeia uma pessoa por não amar, não dar atenção, ou não querer saber, aí já acho demais.

Coincidentemente, esse tipo de lei sem sentido aparece bem em época que se começa a falar de eleições. Ao invés de ser proposto uma reforma séria no nosso Código Penal, pra lá de ultrapassado, ou pelo menos começarem a pensar em uma reforma no nosso sistema carcerário, que é claramente uma mega violação de qualquer direito humano, e obviamente não recupera ninguém. Mas é claro que nisso ninguém mexe. (#ironicmodeON) É muito trabalho, e nossos políticos já trabalham demais, eles estão muito cansados. Preferem em vez em quando mandarem projetos de lei sem sentido, e pior, pra lotar mais ainda nossas já super lotadas cadeias. (#ironicmodeOFF)

Nenhuma lei do mundo vai obrigar pessoas a amarem outras, mesmo que estas sejam seus filhos. Infelizmente essa é a realidade. Deveria ser assim? Não. O ideal é que pais tenham filhos, e os criem com dignidade, mas não é isso que vemos por aí. Enquanto as pessoas não tiverem consciência de se prevenir, ao invés de saírem por aí fazendo filhos a torto e a direito, infelizmente vai continuar assim. E isso vale tanto para mulheres quanto para homens. Pode-se fazer leis e mais leis. Mas nenhuma delas remediará a inconsequência das pessoas.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Punição correta ou exagero?

Punição a aluno que pichou escola logo após mutirão de pintura gera polêmica em cidade do Rio Grande do Sul

Bom, eu vi o vídeo ontem no Jornal Hoje, e sinceramente? Não vi nada demais. Eu achei corretíssima a atitude da professora sim. É de cedo que se aprende limites. É claro que limites se aprende em casa, mas infelizmente hoje em dia não é bem isso que vemos. O que vemos é exatamente isso: pais defendendo os filhos até embaixo d'água, e não os ensinando a ter limites. É uma pena, pois se os pais não dão, a vida vai dar lá na frente, e geralmente da pior maneira possível.

Não tem nada mais desanimador do que uma comunidade fazer um trabalho desses, pintar toda a escola, deixar tudo limpinho, pro guri simplesmente chegar lá e pichar tudo. Nada mais justo do que ele limpar!

Além do que, quem expos o garoto nem foi a professora propriamente dita, e sim um aluno da mesma sala, que filmou com o celular e colocou na net. Isso ninguém fala. A professora somente fez a sua parte, isto é, o puniu por ter feito algo errado. Ela não o agrediu, não utilizou de palavras de baixo calão, não bateu. Sinceramente, se sentir ofendido por causa de um 'bobo da corte', ah, conta outra vai. Sem comentários!

Está na hora de pararmos de passar a mão na cabeça de alunos como se eles fossem santos, e os professores carrascos. Uma coisa é agredir. Outra é punir. E o caso acima com certeza foi uma punição mais do que merecida.

terça-feira, setembro 22, 2009

Quero caixinhas de leite menores!

Hoje em dia, com o aumento do número de pessoas morando sozinhas, as indústrias abriram o olho pra um novo tipo de consumo: de comida para quem mora sozinho. Quando eu era criança, era difícil achar embalagens menores de diversos produtos, mesmo porque naquela época era normal as pessoas saírem de casa casadas, e logo terem filhos, não compensando tais embalagens. Mas hoje em dia isso mudou. Cada vez mais pessoas moram sozinhas, e prezam pela praticidade. Pode-se achar tudo em embalagens menores hoje em dia, mas existe algo que ainda não foi adaptado, pelo menos nunca vi aqui no Brasil para vender: caixinhas com menos de um litro de leite. Uma coisa que me chamou atenção quando estive tanto no Canadá, quanto na Inglaterra é poder comprar mini caixinhas de leite. Existem caixas, ou garrafinhas com até 250 ml de leite, o que é uma boa pra quem toma pouco, mas gosta em vez em quando de um achocolatado, como é o meu caso. Eu não tomo leite. Mas, esporadicamente, gosto de achocolatado, e pra isso, obviamente preciso do leite. Aí é que vem o problema. Só tem caixas de um litro de leite, que mesmo sendo longa vida, após aberto, tem sua vida diminuída pela metade, caso não seja consumido logo. E isso já me fez jogar alguns litros de leite fora por causa disso. Claro, eu tento ao máximo acabar com a caixa de leite rápido, mas tem hora que não tenho vontade de tomar, e aí como eu faço? Tem vezes que acabo abrindo mão do meu Nescau esporádico pra evitar jogar o leite fora. Aí vem a pergunta: qual o motivo de não ter caixinhas com menos de um litro de leite para vender? Se tem tantas coisas em embalagens mini, seria interessante se tivesse o bendito do leite também!

sexta-feira, setembro 18, 2009

Números e mais números...

Finalmente o Brasil resolveu dar um passo a frente em matéria de identificação civil, e está lançando o Registro Único. Hoje em dia nosso sistema de identificação é uma zona. Nossa carteira de identidade é tão ridícula, que qualquer Zé Mané da esquina falsifica. Isso sem contar que não temos nada integrado. Uma pessoa pode tirar RGs em vários estados brasileiros, e todos eles serão válidos, pois cada estado tem seu banco de dados individual. E é claro que pra fraudes isso é um prato cheio.

Outro agravante é o fato de termos trocentos tipos de documentos diferentes. Temos o Registro Geral - que em cada estado é diferente. Temos o Cadastro de Pessoas Físicas, que na minha opinião é o mais importante, pois sem ele não fazemos praticamente nada no Brasil. Temos Carteira de Trabalho, Carteira Nacional de Habilitação, dentre outros trocentos números. E haja cérebro pra decorar tudo isso.

Na minha humilde opinião, deveríamos ter um número só. Nasceu? Já na certidão ganha o número. Morreu? Ao registrar o óbito, automaticamente seria dado baixa no número. Acredito que essa seria a maneira mais prática de se evitar fraudes, principalmente em matéria de pensões recebidas indevidamente, uso de documentos de pessoas falecidas para obter vantagens, dentre outros problemas a mais.

Mas tudo bem. Já demos um passo importante com o Registro Único. Finalmente teremos um documento de identificação decente. Já não era hora!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Mais uma na multidão

Uma das coisas que eu mais curti quando me mudei pra São Paulo, foi a sensação de ser uma anônima. Mais uma na multidão. Muitos criticam aqui pelo fato dos vizinhos não estarem nem aí pra gente. Na verdade, Sampa é uma cidade muito corrida, e acredito que grande parte das pessoas tem mais o que fazer do que ficar bisbilhotando a vida alheia.
Moro há um ano e dois meses nesse prédio. São quatro apartamentos por andar, e só vi o cara que mora ao lado umas 3 vezes no máximo. Os da frente estão vagos. A moça que morava em frente, acho que a vi também umas 2 vezes antes dela se mudar. Meu relacionamento com os moradores do prédio se resume aos educados ''bom dia, boa tarde, boa noite'', e em vez em quando umas palavras a mais. Algumas pessoa que moram em cidades menores acham isso horrendo, uma frieza total, mas sinceramente? Eu amo!
Eu vim de um lugar onde os vizinhos sabiam até quantas vezes eu respirava por dia. Era um inferno. Chegava em casa, nem tinha saído do carro direito, e lá vinha a vizinha fofoqueira contar todos os mínimos detalhes de todo mundo que eu nem fazia questão de saber. E não adiantava cortar. No dia seguinte a infeliz vinha de novo. Aquela rua era uma fofocarada infernal, acho que aquele povo não trabalhava, ou sei lá o que fazia da vida. E tinha também uma mala sem alça que se achava a dona da minha casa, e aparecia sempre quando achava que deveria aparecer, sem nem perguntar se nós estávamos afim de receber visitas. Isso sem contar no povo vigiando a gente. Depois que meu pai faleceu então, estava me sentindo num Big Brother. Até o fato de eu e minha mãe comprarmos uma garrafa de vinho num supermercado da cidade já era motivo pra fofoca. Enfim, um ânus bem borrado.
É óbvio que eu gosto de sair, curtir meus amigos, ver gente, conhecer pessoas. Mas tudo na vida tem limites, e minha privacidade eu defendo com unhas e dentes.
Quando me mudei pra cá me senti no paraíso. Não faço questão de vizinho 'amiguinho', não faço questão de visitas surpresa, não faço questão de ser vigiada por aí por um bando de fofoqueiros que não tem o que fazer. Aqui tenho meus amigos, mas na rua sou mais uma na multidão. No prédio onde eu moro sou mais uma no meio de tantos condônminos. Pra mim essa é uma sensação muito boa!

terça-feira, setembro 08, 2009

Até onde vai a estupidez humana

Uma mulher é presa no Sudão.

Ela roubou? Não!
Ela assaltou? Não!
Ela matou alguém? Não!

Ela... estava usando calça comprida!

Siiiiiiim, isso mesmo que vocês leram. No Sudão, mulher que usa calça comprida é considerado indecente e merece chicotada ou prisão.



Aí eu me pergunto. Até onde vai a ignorância humana? Em nome de 'Deus', usam suas crenças religiosas deturpadas para cometer essas atrocidades. Em nome de 'Deus' se mata, degola, explode, mutilam as pessoas, fazem lavagem cerebral, dentre outras coisas a mais. Não tenho nada contra nenhuma religião. Mas se as pessoas se preocupassem mais em exercer a fé propriamente dita em vez de deturparem as coisas, muitos problemas seriam evitados. Mas o ser humano nunca aprende, e acho que nunca aprenderá...

Deprimente!

sexta-feira, setembro 04, 2009

Vale a pena ser professor no Brasil?

Cada dia que passa fico mais estarrecida em ver como aumentou o número de agressões de alunos para com professores por aqui. E pior, muitas vezes com o aval dos próprios pais! Isso é o que mais me impressiona.. Como no caso dessa reportagem aqui. O aluno entrega a prova em branco, o professor chama a atenção e leva um soco. Como se não bastasse isso, o colega do professor que o acompanhou na delegacia também foi agredito. Pelo aluno? Não! Pelo pai do aluno! Eu imagino a belíssima educação que esse adolescente tem em casa com um pai desses.

Notícias sobre agressões de alunos e pais de alunos a professores pipocam toda hora na internet e na televisão. E eu me pergunto: o que está sendo feito para melhorar a relação aluno-professor?

Acredito que uma parte do problema vem de casa. Hoje em dia pais não tem mais paciência de educar filhos. Os de classe alta/média jogam os filhos no colégio com a premissa de que estão pagando pra isso. Os de classe baixa tem um filho atrás do outro, e usa escola como depósito de crianças. Ninguém mais dá limites. Parece que muitos pais querem compensar o fato de trabalharem muito dando tudo pra eles e esquecendo de dizer não. E o resultado disso são crianças sem limites, que acham que se em casa podem tudo, na escola também.

Por outro lado, o governo não faz a sua parte. Grande parte das escolas públicas encontram-se sucateadas, com profissionais extremamente mal pagos, sem material, sem infra-estrutura, sem nada. As dinâmicas das aulas são chatas, não por má vontade do professor, que muitas vezes faz das tripas coração para tentar dar uma aula mais atraente. Mas por falta de estrutura total. No mundo de hoje, com tanta tecnologia, e com as mudanças na sociedade é difícil acreditar que na maioria das escolas, suas aulas se resumem a ''cuspe e giz''. Isso quando existe sala de aula. Em algumas cidades do interior do norte e nordeste do país, alunos tem que assistir aulas em baixo de árvores. Um horror total! Isso com certeza não prende a atenção dos alunos, o que faz com que eles percam o interesse na escola.

As escolas particulares conseguem se sair melhor, por causa de suas mensalidades caras, e por investir mais na infra-estrutura. Mas aí vem o outro lado da moeda. Muitos professores reclamam de ter que ouvir a máxima ''eu estou pagando seu salário, então cala a boca'' dentre outras idiotices. Chamar atenção de aluno? Deus me livre! Aí acontece que nem aconteceu com o professor citado no início da reportagem: leva um soco na cara do aluno, e quase apanha do pai também.

As escolas particulares expulsam o aluno. As públicas simplesmente transferem os alunos. Resumindo: somente transferem o problema, ou se livram dele, e não resolve nada.

A consequência disso tudo é óbvia: cada vez menos pessoas querem seguir carreira no ensino. Já há um déficit de professores de Matemática, Biologia, Química, Geografia. Ninguém mais quer dar aula. Muitos por medo. Muitos pelos salários baixos. E assim, nossa educação vai cada vez mais indo pro brejo. Será que um dia isso vai mudar?

Fica a pergunta no ar...

O Poder Virtual

Frequento a internet exatamente desde novembro de 1996. E desde aquela época até hoje, o tal poder virtual é algo que continua com tudo.

Mas o que seria exatamente o poder virtual? No Chat do UOL não existia muito disso, mas quando passei a frequentar o IRC, percebi que certas funções geravam status. E pior, isso subia a cabeça de certas pessoas. Ser operador de um canal grande era motivo de todo mundo ficar lambendo o fiofó da pessoa. Ser IRCOP então nossa!! Era um tal de se achar Deus que era impressionante! E pior que os caras levavam isso a sério. Com direito a ameaças de banir caso não fizessem o que eles queriam, dentre outras coisas ridículas por aí. Muitas vezes o cara na vida real era o maior banana, mas chegava no IRC com seu status de OP ou IRCOP, virava o rei!

O tempo foi passando, o IRC foi caindo em desuso, e surgiu o orkut. Aí o tal poder virtual passou pros donos de comunidades. Ser dono de uma comunidade grande era motivo de orgulho. Além disso, quanto mais amigos, mais status. Aí vinham aberrações como abrir o orkut e dar de cara com um monte de gente que nunca vi na minha vida querendo ser meu amiguinho. Só pra dizer que tinha mil amigos.

Agora, a onda da vez é o Twitter. E mais uma onda de poder virtual chegou: a quantidade de followers. Eu entrei no Twitter por pura curiosidade, isso uns dois anos depois de um amigo meu ficar falando pra eu entrar porque era legal. Por fim entrei. Tem dias que nem posto, fico só observando o pessoal que eu sigo. É um tal de ''Faltam tantos pra 10 mil seguidores!! me ajuuudemmm''. Gente, qual é o intuito disso? Só pra dizer que tem trocentos seguidores (muitos deles estão nem aí pro que vc escreve). Uma coisa é você indicar pessoas que vc acha interessante como uma dica, outra coisa é ficar desesperado caçando seguidores por aí. Eu sempre achei essa atitude tão sem noção!

Há uns meses atrás, um amigo veio falar comigo no msn dizendo que havia ressucitado a Rede Sul, a rede de IRC que mais frequentei no passado, e me convidou pra entrar. Achei a idéia interessante e acabei topando. E fiquei surpresa ao constatar que.. As brigas por poder continuavam as mesmas!!! Impressionante!!!

Por fim, as manias da internet passam.. mas o poder virtual continua sendo bem sedutor.. Vamos ver qual será a nova moda daqui a pouco..