sexta-feira, novembro 26, 2010

A cultura da violência.

Qualquer pessoa que esteja no Planeta Terra neste momento está acompanhando, em maior ou menor grau, a guerra urbana que se instalou no Rio de Janeiro. A mídia está fazendo um mega-carnaval em cima disso, twitteiros toscos soltam suas 'pérolas', dentre elas que 'traficante também sustenta família' [político corrupto também sustenta, alguém aí duvida?], de que favelado é tudo coitadinho, de que bandidos são vítimas da sociedade, bla bla bla bla bla bla bla. Fora os pseudo-intelectuais, psicólogos de buteco e sociólogos viajões que, trancafiados em suas salas com ar-condicionado, soltam suas falácias de que, violência no Brasil é por causa da desigualdade social. Eu discordo. Totalmente. Se desigualdade social fosse motivo para violência, a Índia seria o país mais violento do mundo. No entanto, a Índia é um país relativamente calmo. Com exceção da divisa com o Paquistão, por motivos históricos, já vi muito brasileiro que mora lá dizer que se sente mais seguro nas grandes cidades indianas do que em qualquer metrópole brasileira.
Nossa violência urbana é cultural. É óbvio que não vou negar que desigualdade social gera violência em certo grau, mas a participação dela é mínima. Eu diria que as origens de tudo isso que está acontecendo agora pode-se resumir em: corrupção e impunidade. Somos um país culturalmente corrupto. E isso inclui todas as esferas da nossa sociedade, todas as classes sociais. Desde o desembargador, até o favelado pé de chinelo. Somos uma sociedade do infeliz 'jeitinho brasileiro'. Já ouvi muita gente aí dizendo que 'político rouba, mas se eu tivesse lá em cima, faria a mesma coisa'. Daí dá pra ter uma vaga idéia do motivo de nosso país estar essa zona.
Tudo começa com a corrupção. É por causa dela que temos uma educação pública lixo, saúde pública uma piada de extremo mau gosto, segurança zero. E é por causa dela que temos a imensa desigualdade social que assola esse país. Cadê o dinheiro que era pra ser investido em saúde? É desviado. E o dinheiro pra educação? Deve ter parado na cueca de algum grandão por aí. A segurança então, dispensa comentários. São Paulo, o Estado mais rico do país, é o que paga o pior salário para seus policiais. A Previdência Social diz a lenda que vive capenga. Mas é claro, quando não é servidor desviando milhões, é gente recebendo pensão indevidamente. Aí não vai sobrar dinheiro nunca.
Como os bandidos conseguem armamento de guerra? Armas não tem vida própria, e muito menos passam pela fronteira sem ninguém ver. Alguém é corrompido para que elas entrem. Assim como alugém é corrompido para que drogas entrem. E assim a vida vai seguindo.
Enquanto o dinheiro dos nossos impostos, que deveria ser usado pra custear serviços públicos de qualidade, é desviado, a população vive a míngua. Pessoas que dependem dos serviços públicos ficam a ver navios. Favelas crescem, pois ninguém tem culhão pra mexer naquele vespeiro, e o crime organizado se une pra acabar com o Estado de vez. E pior, existe uma corrente glamourizando favelas, como se fosse 'chique' ser favelado. Desculpem-me, mas favela é um lixo, é um antro de bandidagem e condições péssimas de habitação. Nenhum ser humano deveria morar em uma favela. Glamourizar isso é o cúmulo da estupidez dos pseudo-intelectuais por aí.

Além da corrupção, temos outro aliado: a impunidade. Não é preciso divagar muito sobre isso, basta ver os noticiários. Governadores que foram pegos com a boca na botija foram 'presos' e logo logo liberados. Sarney que o diga. Está lá firme e forte. Ou seja, ninguém é pego, ninguém é punido. E fica tudo por isso mesmo.

Enquanto não atacarmos a verdadeira raíz do problema, ou seja, a corrupção e a impunidade, nada vai mudar. Continuaremos a ter serviços públicos de péssima qualidade, continuaremos a mercê da bandidagem, do tráfico, da pirataria, da violência. Podem fuzilar todos os favelados do Brasil. Pode bombardear. Pode pedir pra Deus, Jesus, ou qualquer outra entidade religiosa. Continuaremos na fossa.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Quando a ignorância impera...

Uma das coisas que mais me chamou a atenção quando estive em Toronto, foi a presença de artistas nas estações de metrô. Todo dia quando saltava no terminal e seguia para o metrô, passava por alguém tocando alguma coisa. Era algo interessantíssimo, e pelo que eu pude perceber, bem aceito pela sociedade. Quando fui pra Londres, também tive a oportunidade de apreciar esses artistas de rua, tanto nas estações, como na rua propriamente dita. Por ser uma cidade que tem gente do mundo todo, tínhamos a oportunidade de escutar vários ritmos, e assistir a diferentes danças em determinadas partes da cidade. Em Oxford, no calçadão, também tinham vários artistas de rua. Eu achava um barato. Era gente tocando gaita de fole, estátuas humanas, danças, e etc. Tudo isso tornava nossos passeios, ou até mesmo nossa rápida passagem pela rua mais agradável.
Aqui no Brasil infelizmente não temos essa cultura. Talvez a única rua que poderíamos apreciar um pouco de arte de rua era na Avenida Paulista. Era. Porque agora, numa atitude pra lá de autoritária e ditatorial, estão proibindo artistas de rua de fazer suas apresentações, como infelizmente pude ler aqui. A alegação é pior ainda: dizem que os artistas estão exercendo uma atividade comercial, por isso estão proibidos de se apresentarem nas ruas sem autorização. Mas peraí. Ninguém é obrigado a pagar nada para vê-los. O ato de colocar uma caixinha no chão para arrecadar algum dinheiro não nos obriga a nada. Além do que, arte pelo que eu saiba é uma atitude lícita. Ninguém está vendendo produtos contrabandeados, nem drogas. Aliás, a prefeitura em vez de se preocupar com artistas de rua, que tornam nossa vida mais alegre, deveria é fiscalizar com rigor os vendedores ambulantes de pirataria aqui na Domingos de Moraes. Aquilo sim é uma vergonha, o povo vende CDS e DVDS piratas, e outras mercadorias de procedência duvidosa na maior cara de pau, e ninguém faz NADA. Passa polícia tranquilamente pra cima e pra baixo.. E eles continuam ali.
Deixem os artistas em paz! Vão atrás de quem realmente comete crimes!

segunda-feira, novembro 22, 2010

Comemoração de aniversário.

Como é bom comemorar nosso aniversário com pessoas queridas. Por sorte esse ano meu aniversário caiu num sábado, assim praticamente todo mundo pode ir. Porque é um saco ser feriado na data do aniversário. Se cai segunda ou sexta, todo mundo viaja. Muita gente curte ter feriado no niver, mas eu sinceramente detesto.

Dessa vez fui no Morrison Rock Bar. Já tinha ouvido falar bem, mas nunca tinha ido. E acertei em cheio. O lugar é show de bola! Funcionários educados, banda boa, ambiente gostoso. Tá aí um ótimo lugar pra comemorar, ou até mesmo pra curtir um bom Rock. Fica a dica!





domingo, novembro 14, 2010

Sábado divertidíssimo!

Finalmente chegou o grande dia! 13/11, dia do show do Nenhum de Nós. Depois de uma via sacra pra comprar os ingressos e algum tempo esperando, chegou a hora de curtir o show de uma banda que eu curto muito, e além disso, marcou a minha adolescência praticamente inteira.

Mas, vamos começar do começo, óbvio. Chegamos no pouco antes das 21h. Sempre estou acostumada a chegar mais cedo em lugares de shows, pra poder curtir o local com calma, tomar algo, e pegar um lugar bom. Só que o lugar só abrir às 22h. O legal é que no ingresso nem tinha horário nem nada, ficamos flutuando total. Como o local fica em um lugar onde não tem bulhufas nenhuma por perto pra passar um tempo, paramos ali em frente e ficamos boiando. Fiquei com pena de um casal que tava sentado ali sozinho. Uns minutos depois que chegamos, começou a chegar vários carros, e nada de pelo menos liberar o estacionamento.

Boiação total.


Até que viram que não ia dar muito certo aquele monte de carro parado em frente ao portão, e resolveram abrir o estacionamento às 21:45h. Ótimo. Eu estava com minha bexiga cheia e sonhando com um banheiro, ainda bem que ele era próximo à entrada. Xixi feito, hora de conhecer o local. Quem vê por fora pensa que é uma espelunca, pois aquele muro é meio bizarro. Mas lá dentro é outra história, o local é show de bola. E grande! Isso que é ótimo, pois não fica socadão de gente. A decoração também é interessante, de fogueira a cachoeira artificial. Aliás, a fogueira foi bem-vinda, pois tava frio. A única desvantagem foi o cheiro de defumado em que ficamos no final do evento, mas nada que um bom banho e uma boa lavada nas roupas não resolva o problema...










O tempo foi passando, e nada de banda nenhuma entrar. Já haviam me falado que shows lá começam bem tarde, mas nem levei muito a sério. Até que resolvemos beber algo. O problema era: tava um friozão ferrado, e tomar cerveja naquele frio não era muito convidativo. Tinha vinho, mas daqueles bem podreira em garrafa de plástico, e como eu tenho amor à vida, preferi não arriscar. Resolvemos encarar uma batida. Eu, de maracujá, o Vander e a Clarissa, de côco. Chegamos lá pra pegar, e o cara fala que não tinha de côco. Nisso, o cara do lado com uma voz de desespero falou 'tem sim cara! tá maluco? Tem de garrafa'. Nisso, veio o dito cujo com uma garrafa de batida com aquele rótulo duvidoso, que devia custar no máximo R$ 1,99 no mercado. A cena hilária foi a cara do coitado com aquela garrafa na mão como se quisesse dizer 'pelo amor de Deus, toma logo isso pra desencalhar'. Resolvemos todos pegar batida de maracujá mesmo. Pior que aquela batida tava uma m***. Tomei metade e joguei o resto fora.
O tempo foi passando, e lá pra meia noite anunciaram a banda de abertura. Casa do Rock. No começo achei que ia ser uma banda qualquer, mas confesso que mordi a língua. Que banda BOA! Realmente, foi uma das melhores bandas covers que vi em até hoje. Os caras mandam muito bem, todos eles. Pulei, cantei, dancei. Showzaço!



Acabou o show, e lá vem mais um tempo boiando esperando a atração da noite: Nenhum de Nós. Apesar de podre de cansada, estava empolgada, fazia muito tempo que não ia em um show deles. Fui em alguns quando morava em Blumenau, mas aqui em Sampa não tinha ido ainda. O show começou era quase 3 da manhã! E que showzaço! Os caras mandam muito bem, cantei tanto, no fim nem voz e forças tinha mais pra cantar, mas dava um jeito de sair alguma coisa. E foi assim até quando terminou, às 4:30 da manhã. O mais legal de tudo é que eu consegui ficar bem lá na frente, e vi o show inteiro. As duas únicas vezes que lembro em ficar lá na frente em shows foi no comecinho da década de 90 nos shows do Ultraje a Rigor e Barão Vermelho. Todos os outros fiquei no meio do povão, pulando que nem uma doida pra ver o palco. É bom poder ver o show inteiro sem ser esmigalhada. \o/












Cheguei em casa era lá pras 6 e pouca da manhã. Coisa boa relembrar os bons tempos de baladas. E agora aprendi a lição: Show no Kazebre sei que podemos chegar lá pra perto da meia noite. Pelo menos a gente não fica tão podre no final da festa. Quero repetir a dose!

domingo, novembro 07, 2010

O caso Mayara e a imbecilidade alheia

A internet anda em polvorosa por causa da estudante de Direito Mayara Petruso. Ela caiu na besteira de escrever algumas merdas no twitter, provavelmente imaginando que não daria no que deu. Na verdade Mayara foi azarada. De mil merdas que escrevem lá - e algumas bem pesadas, diga-se de passagem - a dela se sobressaiu no meio da fossa.
Não vou defender o que ela disse. Não odeio nordestinos, muito menos quero matá-los afogados. E nem acredito que Mayara queria fazê-lo. É claro que devemos ter cuidado com o que postamos na internet, mas acredito que a moça num momento de raiva, resolveu externar algo que ela deveria ter deixado guardado consigo. Afinal, ela como estudante de Direito deveria saber que tudo que ela escreve pode ser usado contra ela. Regra básica que foi quebrada. Mas o problema da internet é exatamente esse: em um momento de besteira, sua vida vira de cabeça pra baixo. E aquilo que foi escrito provavelmente sem pensar, fica perpetuado. Se Mayara tivesse dito isso numa roda de amigos, provavelmente alguns discordariam, discutiriam, e acabaria por isso mesmo. Mas na internet, as coisas tomam uma proporção muito maior do que deveria tomar.
O que me deixa mais p* da vida nessa história é essa crucificação. Rapidinho já fizeram comunidade no Orkut pra difamá-la. Os tópicos daquela comunidade são de dar vergonha a qualquer pessoa. Pra começar, quem perdeu tempo criando essa comunidade provou ser uma pessoa muito, mas muito pior que ela. Segundo, não entendo o que aquelas pessoas ganham em divulgar nome, telefone, endereço da pessoa em questão. Em outra comunidade no orkut, que se diz defensora dos Direitos Humanos, abriram um tópico pra xingá-la mais ainda. Pessoas que se dizem defensoras de tais direitos queriam 'uma noite no quarto com ela, mas não pra f***', provavelmente pra espancá-la. Se por acaso alguém a achar na rua e meter a mão nas fuças dela, o povo vai aplaudir. Como se isso fosse bonito. Como se avacalhar uma pessoa na internet fosse acabar com todo preconceito que existe na face da terra.
Todos temos direito de errar. Ela errou. E já pagou por isso. As pessoas deviam pensar um pouco antes de atirar cem pedras em cima dos outros, pois ninguém sabe o dia de amanhã. Um dia pode ser você, que em um momento de idiotice, esteja lá no lugar dela levando as mesmas pedras. Afinal, quem nunca falou merda, que atire a primeira. Somos humanos. Simples assim.

terça-feira, novembro 02, 2010

Novas aquisições.. Camisetas!

Ontem finalmente consegui doar sangue. Depois de um tempão gripada, com a garganta podre, recuperei a saúde e fui à Pró-Sangue. Maravilha!

Depois de doar, comer o tradicional lanchinho, fui à Galeria do Rock. Fazia tempo que não ia lá, na verdade fui pra comprar uma coisa, mas como ainda não tava a venda, aproveitei pra dar umas voltas. Até que passei em frente a uma loja, e vi uma camiseta do Pitfall! A loja era a SantaHell. Não resisti! Tive que entrar pra olhar aquelas camisetas fantásticas. E claro que tive que sair com alguma coisa. Acabei não comprando a do Pitfall [vai ficar pra metade desse mês], mas trouxe uma do Pac Man e outra cheia de fitas. Um barato! Na verdade eu comprei e saí correndo, antes que eu levasse a loja inteira.





Não vejo a hora de inaugurá-las. E em breve comprarei a do Pitfall!

E pra finalizar, ó o que eu vi na saída da Galeria. Esse curso deve ser bem interessante... Eu imagino quem foi o viajão que digitou o cartaz:



Vai um cursõ gratuitõ aí? ahahahahaha!