quarta-feira, dezembro 29, 2010

Que venha 2011!

Mais um ano está chegando ao fim. A sensação que eu tenho é de que cada ano que passa, o tempo vai acelerando. 2010 eu nem vi passar direito, e provavelmente 2011 passará rapidinho..
Ao contário dos anos passados, este será um reveillon em casa. Não planejei nada, e acabei ficando no mofo. Mesmo assim, tenho ótimas expectativas pro ano novo. Começarei janeiro recebendo visita de minha grande amiga do Acre. Sem contar os planos de viagem pro carnaval, que se tudo der certo será divertidíssimo.E por aí vai.
Não posso reclamar de 2010. Fazendo um balanço geral, foi um ano proveitoso. Viajei bastante, conheci gente nova, saí, me diverti. Faltaram algumas coisas, claro, mas perfeição não existe. Nós, como seres humanos, sempre estamos esperando mais, sempre querendo mais. E acho que é isso que nos mantém vivos. O que seria de nós sem os planos, sem a vontade de fazer algo diferente?
Então, que venha 2011! Feliz ano novo pra todos!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

domingo, dezembro 19, 2010

Preserve a mata nativa de sua fazenda, e ganhe uma desapropriação de presente.

Eu não sei porque eu me espanto ainda com certas decisões, mas não consigo não me revoltar. Às vezes eu penso que a melhor coisa é ser ignorante, pelo menos sofre menos.

Hoje ao pegar o Estadão pra ler, me deparo com essa manchete bizarríssima: Fazenda é desapropriada por cumprir a lei. Sim, isso mesmo.
Aliás, a reportagem já começa da maneira mais tosca possível. De acordo com um membro do Movimento Sem Escrú.. ooops, Terra, '"Floresta, a senhora fala, é o mato", corrige Divino Rodrigues, um dos sem-terra acampados nas bordas de uma floresta de 142 km².' Daí dá pra ver a mentalidade da maioria desses pessoal. Eles não querem terra pra plantar, e sim pra badernar. Ou então pra vender pra grandes madeireiras, que provavelmente estão de olho ali na floresta totalmente preservada, com cifrões saindo dos olhos.

E o festival de absurdos continua:

A Mandaguari segue o que diz a lei, que mandou preservar a vegetação nativa em 80% do território das propriedades rurais instaladas no bioma Amazônia. Mas seguir a regra ambiental estabelecida em 2001, raridade entre os produtores da região, pesou contra no laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Não consigo tirar da cabeça que o INCRA serve aos interesses das madeireiras ilegais. Caso não sirva, são burros mesmo. Sempre achei que para trabalhar lá, o mínimo que deveria ser esperado era conhecer as leis ambientais né? Ou estou sendo muito ingênua?
Afinal de contas, se a lei diz que 80% deve de mata nativa deve ser preservado, e os donos da fazenda em questão preservam, ao meu ver eles deveriam é ser valorizados não é? Ah, esqueci, estou no Brasil.

A Fazenda Mandaguari foi desapropriada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, após vistoria relâmpago nas terras. Depois de anos de disputa na Justiça, os donos têm até os primeiros dias de janeiro para retirar quase 5 mil cabeças de gado do local e entregar as terras - pastos e florestas - ao futuro assentamento. Um experimento arriscado para a preservação do meio ambiente.

Esse parágrafo foi o que mais me chamou atenção. Então os carinhas do INCRA chegam lá, dão uma olhadinha por cima e de repente plin! Vamos desapropriar. Nem vou comentar sobre o Lula, pois recuso-me a falar o que estou pensando do nosso 'ilustríssimo Presidente' neste momento.

Engraçado é que o festival de extração ilegal de madeira no interior da Amazônia continua praticamente sem ser incomodado. Por isso que não consigo tirar da cabeça que em breve os sem terra darão um jeito de colaborar para que os grandões acabem com o resto de mata nativa que existe ali.

No Brasil é assim. Cumpra a lei, e se ferre. Pague seus impostos e tenha em troca serviços horrorosos. Preserve, e se ferre, pois vão taxar sua fazenda de improdutiva, e de repente vc se verá sem sua terra, e pior, verá a mesma tomada por um bando de oportunistas que a destruirão sem dó nem piedade. Acho que esse deve ser o país em que mais pune quem é honesto. Sinceramente, ao ler essa reportagem, tive vontade de vomitar. Não posso me conformar com tamanha imbecilidade, tamanha falta de justiça, tamanha falta de escrúpulos. Mas infelizmente, não vejo luz no fim do túnel. Estamos condenados a sermos o 'eterno país do futuro', futuro que nunca chega.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Pelos confins de São Paulo

Pouca gente sabe, mas a capital paulista não tem só prédios e asfalto. Existe um pedacinho [pedação eu diria] da cidade que é mato puro. Tem sítios, índios, vacas, cabras e galinhas passeando, dentre outras coisas. Esse lugar encontra-se lá no fim da Zona Sul da cidade. Em Parelheiros e Engenheiro Marsilac. Eu, doida que sou, sempre tive mó curiosidade de conhecer lá. E minha curiosidade aguçou quando achei um thread no SkyscraperCity. Infelizmente não achei o tópico nos meus favoritos, deve ter ficado no outro computador, mas enfim, era exatamente sobre aquelas bandas. Uns caras malucos pegaram o carro e resolveram conhecer o que eu chamo de 'fim do mundo'. Até que achei o Roberto, outro maluco que nem eu, que topou em me levar lá. Bom, muito bom. Domingo passado viajamos rumo ao fim do mundo. Num calor desgraçado. Mas foi divertidíssimo!
E olhem só o que encontrei pelo caminho: vaquinhas simpáticas!










Tá isso não é uma vaquinha, mas achei curiosíssimo! ahahaha!!

Continuamos seguindo viagem, até que chegamos nessa ferrovia doida:



Tinham uns trens parados lá, e eu fui tirar fotos. Até que escuto uns BZZZZZZ, e quando olho, do meu lado tinha uma ultra-mega-hiper pilha de açúcar, e toneladas de abelhas. Não entendi o porquê de alguém jogar tanto açúcar ali, mas acabei mesmo assim tirando uma foto e saindo correndo, antes que elas me percebessem ali e resolvessem praticar uma carnificina. Momento esse que foi registrado pelo meu amigão! [Que profetizou semanas antes que iria fazer isso, e acabou tirando a foto sem querer ahahahaha tosco demais!]

Run Lola Run (ha)

Tá, mas consegui tirar uma foto pelo menos:



Depois de visitarmos os trens, seguimos para o fim do mundo pela Estrada da Ponte Alta.


E pelo caminho fui registrando o matão total. Isso tudo em plena São Paulo capital!

É isso aí, tem um igrejão ali no meio do mato!



Galinha fujona! Só saiu o rabo.


Casa sinistra!



Fim da linha. A partir dali não dá pra seguir em frente, uma pena.

Na volta acabamos errando de caminho [o que não é muito difícil, pq as 'ruas' são todas iguais], e acabei podendo registrar a placa da divisa do município de São Paulo com Itanhaém. Adooooro placas, principalmente de divisas:



É inacreditável que São Paulo ainda tenha esse lugar preservado. Não sei até quando ficará assim, mas é fantástico. E ainda tem bastante coisa pra ver por ali, quem sabe um dia eu volte e registre mais coisas curiosas dessa cidade que é um mundo.

E pra finalizar.. Que tal fazermos uma visita ao Sítio TheZouro? :D

Isso também é São Paulo!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Mais uma do 'jeitinho brasileiro'

Há uns dias, postei sobre o maldito jeitinho brasileiro, e como isso colabora para perpetuar muitos problemas que temos em nosso país. Infelizmente, duas reportagens durante essa semana acabaram confirmando isso.
Uma, sobre o golpe da pedra na caixa. Isso é mais velho do que andar pra frente, lembro dos áureos tempos de Paraguai, muita gente comprou pedra em vez de vídeo-cassetes, e eletrônicos em geral. E pior, continua acontecendo hoje em dia. Por que? Porque tem muita gente querendo levar vantagem, e supostamente comprar computador que vale 3000 reais no mercado por 500. E sinceramente, não tenho pena desse povo não, tem mais que se ferrar mesmo pra deixar de ser idiota.
Agora, o que mais me deixou de cara foi isso aqui. Agências de viagens duvidosas pagam cambistas pra comprar ingressos de shows concorridos, pra depois vender bem mais caro para fãs idiotas que não conseguem comprar por meios, digamos, honestos. Pra mim pior do que esses cambistas e essas agências, é exatamente quem compra. Porque são eles que sustentam essas pessoas. E não adianta justificar que é fã, pra mim existe uma enorme diferença entre ser fã de uma banda, e ser fanático descerebrado. O que mais me chamou atenção no link sobre as agências foi a fala da gerente da tal Drika Tour:

'Na tarde desta quinta-feira, a gerente da Drika Tour, Andreza Araújo, procurou o site do GLOBO para informar que apenas terceiriza a venda dos ingressos. E disse que as entradas oferecidas em seus pacotes são obtidos com a empresa VIP Ingressos - segundo ela, uma agência que atua "fora dos parâmetros da lei".'

Simmm isso mesmo! Ela sabe que os ingressos são comprados da maneira mais desonesta possível, mas isso não tem problema. E é exatamente ESSA mentalidade que eu tenho nojo. Esse jeitinho brasileiro é escroto, nojento, e faz com o que o Brasil seja motivo de piada em qualquer lugar sério do mundo. E pra variar, quem é honesto se ferra. Quem ficou horas na fila pra conseguir ingresso, não conseguiu, porque agências de turismo desonestas pagam pra pessoas comprarem ingressos e depois revender pelo dobro do preço. E pior, tem quem compre. Isso me desanima de ir em shows internacionais no Brasil. Ah sim, gosto de U2, mas decidi não ir no show. Recuso-me a compactuar com essa prática. Pelo menos a minha parte eu faço. Pena que a maioria ache que não tem problema comprar ingresso mais caro e alimentar esse comércio ridículo. Lamentável essa mentalidade. Mentalidade igual a de quem compra peça de desmanche de carros, mas depois reclama quando roubam o seu. Pimenta no fiofó do vizinho é refresco né...

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Pelo direito de morrer com dignidade.

A única certeza que demos nessa vida é de que iremos morrer um dia. Mas apesar dessa certeza, praticamente ninguém pensa nisso. Só que chega uma hora que não tem mais jeito, temos que ir, querendo ou não.
É inquestionável que os avanços da medicina nos proporcionaram condições de tratar certas doenças, e nos dar qualidade de vida. Mas existe uma grande diferença entre tratar alguém que tem grandes chances de viver bem, e prolongar desnecessariamente o sofrimento de pacientes que não tem mais chance de praticamente nada. Em certas ocasiões, acho muito mais digno a natureza seguir seu curso. Mesmo porque acredito que todos devem ter direito não somente a viver com dignidade, mas também a ter uma morte digna.
Não acho que manter uma pessoa vegetando através de aparelhos seja a favor da vida. Isso pra mim é mais uma demonstração de egoísmo. Egoísmo este que causa um sofrimento enorme para todo mundo.
É por isso que sou totalmente a favor da ortotanásia [que é totalmente diferente da eutanásia, apesar de muita gente confundir]. Ortotanásia nada mais é do que dar o direito daquela pessoa que já está quase no fim de sua vida de deixar a natureza fazer a sua parte. Nada de tratamentos invasivos. Nada de tubos, agulhas, e etc. Somente tratamentos paliativos, para aliviar a dor. E ainda bem que pelo menos dessa vez nossa justiça funcionou e derrubou a liminar que impedia a prática da ortotanásia no Brasil.
Todos nós deveríamos ter o direito de viver, e morrer com dignidade. E fico feliz em saber que a medicina está revendo seus conceitos, e aos poucos abandonando a mentalidade de 'a vida a qualquer custo'. Acredito que todos saem ganhando com isso.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Tudo tem o seu preço. Às vezes mais do que deveria.

Não é novidade nenhuma que o custo de vida no Brasil é muito alto, principalmente comparando com países vizinhos. E é claro que os shows internacionais não poderiam fugir a regra. E hoje no Estadão, saiu uma série de reportagens exatamente sobre isso. Como pode ser tão caro os preços para atrações internacionais no Brasil, e principalmente em São Paulo. Tudo bem que temos uma carga tributária de arrombar os orifícios, dentre outros custos a mais. Mas mesmo assim, não posso acreditar que temos ingressos tão mais caros e pros mesmos shows do que na Argentina. Vejam bem, não estou nem comparando com países Europeus nem com os Estados Unidos, cujas realidades são totalmente diferentes que as nossas. A comparação está sendo feita com países daqui da América do Sul, com praticamente os mesmos problemas que o Brasil.

E o Estadão nos fez esse favor [se é que pode ser chamado assim]: calculou tudo que poderíamos comprar caso fôssemos em todos os shows que tiveram ano passado, pagando a entrada mais cara, como podemos ver aqui. O que mais me chamou a atenção é que, pelo preço do ingresso mais caro pro show do U2 [1000 reais, isso mesmo, MIL reais], dava pra ir pra Buenos Aires, e bancar estadia + passagem. Com a vantagem que teríamos um dia pra passear. A diferença é de alguns poucos reais:



Isso é ou não um abuso? O que a Argentina tem de tão especial assim pra conseguir fazer shows mais baratos do que aqui?

Enfim, não sei como é o esquema de compras de ingressos na Argentina, mas no Brasil é uma bosta. E bem fedorenta. Os sites são uma coisa bizarra. Vivem dando pau, os servidores não aguentam. Teleatendimento, nem vou comentar, todo mundo que lê meu blog sabe do meu 'amor' por esse tipo de serviço... E aqui em São Paulo ainda tem um agravante: as casas de show são fora de mão. Então, seria mais fácil comprar pela internet certo? Ótimo. Mas pela internet temos a famigerada taxa de conveniência, que eu acho simplesmente estúpido. Primeiro porque não vejo nenhuma conveniência em comprar pelo site, e depois ter que se deslocar até onde judas perdeu as botas pra retirar os ingressos. Segundo, acho um absurdo ter uma porcentagem fixa pra todas as faixas de preço. Mas segundo o diretor da Time For Fun, 'paga quem quer, é só ir lá [mesmo que seja láááá no fim do mundo] comprar o ingresso. Super simples! Afinal, ninguém trabalha, ninguém estuda, ninguém tem mais nada pra fazer. Fenomenal.
Outra p*taria é essa tal de ter pré-venda de quem tem cartão X. Pré-venda pra quem é membro do fã clube oficial eu até entendo, e apoio. Sempre achei que os fãs das bandas devem sim ter prioridade, beleza! Com o show do Iron Maiden foi exatamente assim: um dia de pré-venda para quem era membro do fã clube oficial, e a partir do dia seguinte, venda para o público em geral. Ótimo. Mas pra outros não é assim. Geralmente abrem pré-venda pra quem é cliente de cartão X, Y ou Z. Coisa totalmente sem sentido.
E pra finalizar, a maldita área VIP. Já falei sobre isso aqui, e continuo afirmando que é de uma palhaçada sem tamanho.
Aliás, eu vou morrer sem entender o porquê comprar ingressos aqui é tão difícil. E porque os preços subiram tanto? Não era assim há uns anos. Frustrante!