domingo, outubro 29, 2006

Sumi novamente. Mas dessa vez foi por um bom motivo. Minha amiga Clarissa veio passar uns dias aqui, e nos divertimos horrores.

Começando pela semana passada. Ela ficou um tempo na casa da prima dela, que mora em Curitiba. Sexta passada fui pra lá, e no dia seguinte fomos para Ponta Grossa visitar o Pablo, amigo dela. Ponta Grossa tem algo bem peculiar: O monumento Cocozão. Tem até comunidade no orkut, quem quiser conferir, a comunidade é essa.
É claro que a gente queria conhecer o famoso Cocozão de Ponta Grossa, e fomos lá no sábado mesmo. Cara, aquilo é muito bizonho. Confiram vocês mesmo:

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Agora vem a parte mais tosca. Descobri, depois que já tinha voltado pra Blumenau, que isso aí era pra ser uma araucária. Isso mesmo, uma ARAUCÁRIA. Acho que quem fez isso nunca viu uma araucária na vida.

Comparem o por do sol com uma bela araucária:

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Agora, um por do sol com o Cocozão de fundo:

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Sinceramente, eu ri muito quando me falaram isso.

Enfim, nossa tarde no Cocozão foi proveitosa. Sentamos lá e ficamos boiando a tarde inteira. Eu sou a turista mais bizonha. Adoro ir em lugares nada convencionais. Acho que eles são mais interessantes.

Essa foi a parte mais engraçada da nossa viagem. Viemos pra Blumenau na segunda feira, e ficamos a semana inteira passeando - aqui, em Floripa, e até em Pomerode. Pomerode é uma cidade aqui do lado, pra quem não conhece. A cidade mais alemã do Brasil, e um ovo. Mas, como ela queria conhecer, fomos lá.

Agora minha vida volta ao normal. Tenho que voltar a estudar, escrever as toneladas de cartas que estão paradas, emails, por aí vai!

See Ya!!

Photobucket - Video and Image Hosting Antares - You Belong to Me

quarta-feira, outubro 18, 2006

Hoje estava com preguiça de cozinhar, então peguei uma daquelas tortas prontas da Sadia (acho que era, não lembro direito a marca hahaha) pra assar. Qual não foi minha surpresa ao ver escrito na embalagem: "Agora com 500g. *Peso anterior: 700g. Redução 200g/28,5%". Mas o preço reduzido que é bom nada.
Comecei a lembrar de tudo que já sofreu redução na quantidade. Desde Nescau, até papel higiênico. E PH, diga-se de passagem tá cada vez pior. Cada vez mais lixa, e mais caro. E com menos papel no rolo. Os papéis higiênicos que vêm em maior quantidade no rolo tá num preço que sinceramente não compensa. Eu não tenho coragem de pagar 7 reais pra um papel que vou limpar a bunda e jogar fora.
Estamos cada vez mais ferrados. Tudo bem que lucro é essencial na sociedade onde vivemos, mas poxa, acho que o mínimo de respeito com o consumidor deve-se existir. Diminuir a quantidade e deixar o mesmo preço é uma p** de uma sacanagem. E pra variar, a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco, que é o povo. Aliás, acho que o povo nasceu pra se ferrar mesmo...


Photobucket - Video and Image Hosting Ethnic Beats - Alla Fiera Dell'est

quarta-feira, outubro 11, 2006

Desde criança sempre tive cachorros. Cresci com uma fêmea da raça Pastor Alemão, a Bianca, que era uma cachorra extremamente sociável. Ela aceitou na boa quando pegamos a Pink, minha poodle que viveu com a gente durante 15 anos.
Todos os outros cachorros que tivemos depois dela sempre se deram bem. Até que eu peguei a Sendi. Essa é completamente anti social. Não aceita nem os filhotes dela, imagina outro cachorro.
Hoje quando voltava pra casa, debaixo de um temporal ferrado, e tentando não molhar pelo menos a cabeça embaixo da sombrinha, pq o resto já estava tudo molhado, um cachorro do nada me vê e começa a me seguir. Não faço nem idéia daonde saiu aquele animalzinho simpático, só sei que eu fiz de tudo pra ele parar de me seguir, sem sucesso.
Fiquei tão triste em não poder pegar aquele cachorrinho, ele era tão bonitinho, e me parecia tão dócil. Ele veio me seguindo até a porta da minha casa, e infelizmente tive que espantá-lo, pois se a Sendi escapasse pela porta ao abrir, não sei o que seria do coitado.
Só que esse cachorrinho é brasileiro e não desiste nunca. Está até agora sentado na porta da minha casa, esperando eu abrir. Aiii que pecado! Photobucket - Video and Image Hosting
Dei um pouco de ração pra ele, e amanhã se ele estiver aqui ainda, vou convencer minha mãe de levá-lo ao veterinário, com certeza lá ele arranjará alguém pra doar. Ahh, mas eu queria poder ficar com ele.. Photobucket - Video and Image Hosting

Fui!


Photobucket - Video and Image Hosting Billy Ocean - Caribbean Queen

domingo, outubro 08, 2006

Eu sei que provavelmente ninguém mais aguenta ouvir falar sobre o vôo da Gol que caiu, mas nas minhas andanças pelo orkut, me deparei com esse texto. Achei ele muito interessante e resolvi postar aqui. Gostaria de ter o link daonde foi tirado, mas infelizmente não tenho.

Que fique para reflexão :)


O MAIOR DESASTRE AÉREO

David Lerer

A queda do Boeing da Gol durou dois minutos e meio. A Aeronáutica concluiu que a asa esquerda do avião menor, o Legacy, cortou um pedaço da asa direita do Boeing, e que este caiu na selva em espiral da altura de 37 mil pés.
Dois minutos e meio. Imaginem o terror dos 154 inocentes encerrados no gigantesco ataúde de aço em queda livre. Fico me indagando quantos segundos sofreram a antevisão da morte certa, antes de perderem os sentidos com a despressurização e a falta de oxigênio. Horror. Não há palavras para descrever.
Além da dor dos familiares e da impotente compaixão diante do irremediável, cai-se agora no capitulo das responsabilidades. E aí entra o "money, money, money" linguagem que os americanos entendem bem e gostam, quando é a favor deles. Dessa vez é contra, e muito, e eles estão correndo atrás do prejuízo.
O avião. Um Boeing 737-800 igual ao que foi derrubado custa de 66 a 75 milhões de dólares, dependendo do kit conforto que tiver dentro.
As vidas. Vidas não tem preço, mas de qualquer maneira 154 famílias terão de ser indenizadas. Haverá uma batalha jurídica de proporções monumentais. O seguro da ExcelAire, companhia americana de táxi aéreo dona do Legacy e empregadora dos pilotos envolvidos no acidente, não cobre falha humana.
Os dois pilotos americanos tiveram seus passaportes apreendidos pela Aeronáutica. Na prática estão detidos para averiguações, o que é perfeitamente justo. É o mínimo, aliás. E aí estão acontecendo coisas surpreendentes.

Para os jovens que não tiveram tempo de aprender o que nós mais velhos queríamos dizer com "imperialismo americano", temos aí uma exposição a vivo e em cores. O triste episódio é uma aula magna sobre como os arrogantes vizinhos do Norte nos enxergam e como se comportam em momentos de crise, principalmente quando se trata de defender o sagrado direito de suas empresas e cidadãos fazerem o que bem entenderem no país dos outros e saírem ilesos.
Radares da Amazônia. O jornalista do New York Times que estava a bordo do Legacy, e que tem tanta autoridade técnica quanto eu ou você, desqualificou o sistema de controle aéreo brasileiro em entrevista fartamente divulgada mundo afora. No dia seguinte outra reportagem levanta duvidas sobre o bom funcionamento do transponder (receptor-transmissor do avião que dá o sinal para a torre de controle) do jato fabricado pela brasileira Embraer. No terceiro dia o advogado dos pilotos afirma que os pilotos entraram em contato sim, mas a torre não respondeu.
O advogado ex-ministro. Da maneira como eles enxergam o Brasil, um bom advogado tem de ser um ex-ministro da Justiça, capaz de fazer amigos e influenciar pessoas, como o dr. José Carlos Dias. O proprietário da ExcelAire, Bob Sherry, declarou: 'Se houver qualquer pessoa por lá (no Brasil) que tenha influencia política ou qualquer outra forma (grifo meu) de trazer nosso pessoal de volta, nós agradecemos'. Para bom entendedor...
Até mesmo a secretária de Estado Condoleezza Rice está sendo mobilizada para retirar os dois do Brasil o mais rápido possível, e com isso prejudicar as investigações.
Como disse um indignado oficial da Força Aérea Brasileira, "se fosse um avião brasileiro atingindo um avião comercial norte-americano, o piloto já estaria preso na Base Guantanamo, sendo tratado como terrorista".

Meu amigo Abelardo Gomes de Abreu, morador antigo e estimado de São Sebastião, foi há dois meses representar o Brasil num campeonato de remo nos Estados Unidos e teve de se despir no aeroporto para ser revistado dos pés à cabeça.
Ou seja, um turista brasileiro nos Estados Unidos é tratado como suspeito. Ao passo que dois super-suspeitos americanos do maior desastre aéreo no Brasil devem ser tratados como turistas. "mperialismo americano", crianças, é isso.
Na dolorosa tragédia de oito dias atrás o único que talvez se saia bem é o Legacy produzido na vizinha São José dos Campos. Vai vender, e como. Afinal, um aviãozinho daqueles derrubar um Boeing e só danificar a pontinha da asa, é porque é muito bom.

David Lerer é médico e ex-deputado federal


Photobucket - Video and Image Hosting Paul Carrack - Don't Shed A tear

sexta-feira, outubro 06, 2006

E a Oktoberfest desse ano começou. Já fui mais empolgada pra essa festa, quando era mais nova, talvez exatamente por isso, ser mais nova. Continuo festeira como sempre, apesar de não ter saído com frequência. Primeiro por que a grana anda curta, e segundo, falta de compania. Confesso que estou curiosa pra ver como está a Oktober esse ano, principalmente pq a PROEB não existe mais, e assim agora é Parque Vila Germânica. Demoliram tudo quando eu ainda estava no Canadá, e construíram um complexo muito legal por lá (pelo menos por fora).

Pra mim, a Oktober já foi bem melhor. Eu sinto muita falta dos eventos paralelos que tinham há alguns anos atrás. O Skol Rock foi uma ótima idéia, pena que durou somente 3 anos. As pessoas dizem que isso estraga a tradição da festa. Eu acho que não estraga nada, principalmente pq os shows eram em locais completamente diferentes da festa propriamente dita. Mas enfim, a mentalidade provinciana blumenauense venceu, e tiraram o festival. Hoje, o terreno aonde eram realizados os shows virou reduto de drogados e prostitutas. Sem contar que o rio Itajaí Açu comeu metade do mesmo. Infelizmente, lá se foi um lugar ótimo para realizar shows ao ar livre na cidade.

Esse ano, estão querendo colocar uma tenda eletrônica na festa. Bom, eu sou suspeita pra falar, pq eu curto eletrônica, portanto vou curtir se realmente tiver. O que acontece é que já veio um monte de gente reclamando. Dizendo que não tem nada a ver com a festa em si, e que vai fazer barulho (???).. Dentre outras coisas. Mas peraí? Barulho, as bandas também fazem, e diga-se de passagem, o que é mais tosco: uma pequena tenda eletrônica na festa lá afastado, ou bandinhas alemãs tocando funk? Isso sim deveria ser proibido. Bandas deveriam tocar música alemã. Mas não é isso que ocorre, já vi bandinhas tocando até pagode. Terrível.

Sou completamente a favor da volta dos eventos paralelos que tinham antes. Público tem, e o povo vai. Mas infelizmente não vejo luz no fim do túnel.

Ponto positivo: finalmente abriram a Oktoberfest pras cervejarias locais venderem chopp. Antigamente era um monopólio, só Brahma e Antarctica podiam vender. Depois passaram pra Kaiser. Agora, podemos saborear chopp artesanal, fabricado aqui em Blumenau e em cidades vizinhas, todos eles ótimos, diga-se de passagem. Ponto pros organizadores.

Bom, seja lá como está sendo, amanhã irei conferir a festa. Vamos ver como está o novo lugar, espero que esteja legal. Além do que, sairei um pouco de casa, pois ultimamente meus fins de semana têm sido um tédio mortal...

Aproveitem vocês o findi!

Fui!

Photobucket - Video and Image Hosting Paradise Lost - Smalltown Boy

domingo, outubro 01, 2006

Ninguém vai antes da hora.
Essa frase pode ser clichê até dizer chega, mas é a mais pura realidade.
Desde que perdi minha amiga em janeiro, vítima de leucemia, passei a ver a morte de uma maneira digamos.. mais "familiar", se é que pode ser chamada assim. Até então, nunca tinha perdido ninguém tão próximo, e a morte, apesar de ser a única certeza da vida da gente, era algo distante para mim.
Confesso que até hoje é esquisito ver fotos dela, ver alguns objetos dela que ficaram aqui em casa. Acho que pra mim ela continua viva. Em algum lugar por aí..

O acidente com o avião da Gol que ocorreu na sexta feira chocou o Brasil inteiro, inclusive a mim. Antigamente, quando ocorria algo assim, ficávamos chocados, mas era algo que ficava distante. O máximo que aparecia eram cenas do acidente (chocantes, óbvio), e reportagens nas revistas e jornais, mas nada além disso. Aliás, não tão antigamente assim, basta voltarmos 10 anos, quando houve o acidente com a TAM. Hoje em dia, com toda tecnologia de internet, com orkut, fotologs, blogs, e etc, parece que essas pessoas, mesmo que nunca tivéssemos contato com elas, são próximas. Ontem, no orkut, achei vários perfis das vítimas desse vôo. Pessoas recém casadas, pessoas que tinham filhos, que viajavam a negócios, a lazer, dentre outras coisas. Elas se foram, mas as páginas estão lá. Conhecemos seus gostos, suas ambições, suas vontades, seus cônjuges, filhos, família, etc. Confesso que senti uma tristeza profunda em ver todas aquelas vidas interrompidas de uma maneira tão trágica, e fiquei mais triste ainda em tentar imaginar a dor de seus familiares. É, infelizmente a hora chega pra alguns de uma maneira mais trágica do que pra outros. Histórias de pessoas que perderam o vôo, de pessoas que transferiram, que viajaram antes, ou depois aparecem toda hora. A verdade nua e crua é que, realmente, ninguém vai antes da hora. O difícil é se conformar com isso. Que essas famílias consigam superar essa dor, por mais difícil que seja.

See Ya!


Photobucket - Video and Image Hosting The Outfield - Voices of Babilon