terça-feira, junho 29, 2010

Patriotismo de 4 em 4 anos.

É muito comum quando chega Copa do Mundo ouvirmos falar a palavra patriotismo várias vezes por dia. Temos que ser patriotas e torcer pela nossa seleção! Aí que eu me pergunto: O que é ser patriota?
É parar um país inteiro de quatro em quatro anos? Parar banco, hospital, loja, e etc. Pra torcer pra uma seleção, que se ganhar, acabou tudo, beleza, e a vida volta a ser a mesma coisa que era antes, ou seja, não muda nada.

Não tenho nada contra Copa do Mundo em si. Mesmo não sendo fã de futebol, assisto a alguns jogos, inclusive os da seleção. Acho legal reunir os amigos aqui em casa, assistir ao jogo e comer cachorro-quente depois. Mas eu encaro isso como diversão. Se o Brasil ganhar, beleza! Mas se perder, não vou ficar em depressão e nem chorando pelos cantos como se fosse o fim do mundo.

Agora, o que eu não suporto é esse fanatismo, essa coisa de endeusar a seleção. Não consigo pensar nisso como patriotismo.

Estamos em ano eleitoral. Como em todos os anos, existem várias aberrações se candidatando. Ao contrário da Copa, se elegermos as pessoas erradas, aí sim vamos nos ferrar, e nossa vida pode mudar, pra pior. Que tal usar o mesmo empenho para torcer pela seleção de futebol na hora de escolher seu candidato? Claro que está difícil escolher um candidato decente, mas isso é assunto pra outro post...

Aliás, ano eleitoral é um circo. Todo mundo está sabendo sobre as enchentes que arrasaram com Alagoas e Pernambuco. Teve até Lula andando na lama. Por acaso alguém aqui lembra da barragem que estourou no Piauí ano passado, e causou uma grande destruição também? Falaram tão pouco... Como será que estão aquelas pessoas hoje? Pois é... Em Santa Catarina o dinheiro prometido não chegou até hoje. Lembrem-se disso ao votar.

sexta-feira, junho 25, 2010

Troca de celulares defeituosos nas lojas. Será que pega?

Foi com imensa satisfação que eu li a notícia sobre a justiça determinar que celulares defeituosos deverão ser trocados na hora. Se a lei vai pegar ou não, só o tempo dirá, mas achei fantástica pelo menos a iniciativa ser tomada. E achei que demorou. Além disso, acho que isso deve se estender por todos os eletrodomésticos.

Acredito que grande parte das pessoas já tiveram o desprazer de comprar um aparelho, seja celular ou não, com defeito. E ao chegar na loja onde comprou, a decepção: 'agora não é mais com a gente, é com o fabricante'. E como ninguém quer sair perdendo, sejam as lojas, ou sejam os fabricantes, quem se ferra é o elo mais fraco da cadeia, o consumidor. Eu posso dizer que tive sorte uma vez. Uma televisão que compramos pifou no mesmo dia! As lojas Colombo nem discutiu, foi lá e nos entregou uma televisão novinha. Mas isso é uma exceção raríssima. Geralmente temos que nos ferrar entre idas e vindas das assistências, e pior, somos tratados como se estivéssemos pedindo um imenso favor. E o mais absurdo disso tudo é que o nosso código de defesa do consumidor acata. E essa decisão da justiça abre precedentes para que possamos sofrer menos. Pelo menos tentar...

Se a gente compra um aparelho novo, e o mesmo estraga rápido demais, é óbvio que ele tem defeito de fabricação. Não acho justo pagar por algo novo, e ter que levar pra consertar. O consumidor não pode pagar o pato por causa de má vontade de lojistas e assistências técnicas.

Vamos ver se essa determinação da justiça vai dar certo. Sinceramente torço para que sim, e que isso seja estendido a qualquer tipo de eletrodoméstico. Sonhar é bom né...

terça-feira, junho 22, 2010

Música: um dos principais combustíveis da minha vida

Há uns dias atrás, tive o prazer de ler esse post no blog da Zandali, e havia prometido a ela escrever um post musical também.

Na verdade já estava querendo escrever sobre isso faz tempo, mas faltava aquela inspiração divina, e de alguma forma o post dela me inspirou.

Música sempre foi um dos combustíveis da minha vida. Alguns outros posso dizer que são Coca-Cola e café. E etc... De certa forma acredito que herdei essa paixão por música do meu pai, pois ele adorava música, e bem alto de preferência. Aliás, a primeira música que escutei em toda minha vida foi Rick Wakeman - Guinevere:



Infelizmente não lembro disso, pois tinha somente 2 dias de nascida, mas quem conta a história é minha mãe.
Cresci ao som de The Who, The Doors, Janis Joplin, Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, dentre outras tantas ótimas bandas e cantores. Além disso, também cresci escutando música clássica. Lembro que aos 4 anos ficava no meu quarto escutando a rádio União FM de Blumenau que tocava clássicas e lentas no nosso rádio Transglobe. Aliás, esse rádio era fantástico, quando eu era adolescente, curtia escutar rádios estrangeiras, pegava rádio de vários lugares do mundo.



O tempo foi passando, e na adolescência começaram as doideras por bandas. A primeira banda que posso dizer que fui muito fã mesmo, daquelas de colecionar tudo e mais um pouco foi o A-ha. Tive vários discos deles, e escutei muito, mas muito mesmo. E alto. Muito alto. Minha mãe queria me estrangular, pois não aguentava mais. E pra piorar, eu sempre tive a mania de fissurar numa música, isto é, escutá-la até a exaustão - confesso que tenho essa mania até hoje, mas óbvio que não explodindo as caixas de som como quando jovem. Esse foi um dos discos que posso dizer que mais escutei:



O tempo foi passando, e por fim acabei me tornando fã de outra banda: Guns and Roses. No começo minha mãe não queria comprar o disco Appettite for Destruction, mas de tanto eu torrar a paciência, ela acabou cedendo e comprando. Acho que ela deve se arrepender até hoje, pois eu praticamente torturei todo mundo lá em casa com o mesmo disco por um bom tempo.. :P

De A-ha a Guns n' Roses.. Mudança radical não?

Na adolescência também vieram os shows. Na década de 80 Blumenau tinha muitos shows, de várias bandas nacionais. O primeiro que eu fui foi o do Roupa Nova, sempre adorei as músicas deles! Tinha 12 anos. Lembro da novela Roque Santeiro, era fissurada pela música ''Dona''. Aliás, as músicas do Roupa Nova me fazem voltar no tempo de um jeito, que eu lembro até a posição dos objetos dentro de casa.. Depois veio Titãs, Paralamas, Ultraje a Rigor - que pra nossa decepção não tocou a música que queríamos (em Chapecó có có có), dentre outras. Posso dizer que fiquei muito frustrada por não poder ter ido ao show do Guns n' Roses no Rock in Rio.. Quem manda morar em cidade pequena e longe, é óbvio que minha mãe nunca deixaria mesmo ehehehe... Mas eu gravei em fita VHS e assistia todos os dias!

No natal de 1987, ganhei meu primeiro rádio-gravador. Um Sânio, que veio a ser meu companheiro por alguns bons anos. E com ele, veio uma mania que levou anos pra parar: gravar músicas do rádio em fitas. Junto com o gravador, ganhei 3 fitinhas VAT, que tenho até hoje, e pasmem! elas tocam ainda! E a primeira música de todas que eu gravei da rádio foi: Desireless - Voyage Voyage. Depois dela vieram zilhões de músicas, e as fitinhas estão aqui, todas guardadinhas até hoje.

Meu querido radinho Sanyo. Companheiro de tantos anos.

Os anos foram passando, e fui deixando um pouco de lado essa fissura por bandas.. Era década de 90, e a dance music começou a explodir, e coincidiu com a época em que eu estava começando a sair a noite. Nessa época o CD começou a se popularizar, mas os CD players eram caros, o que fazia com que muita gente fosse ao Paraguai comprá-los por um precinho mais camarada. E foi assim que no natal de 1992, ganhei finalmente meu primeiro som com CD player! Mas como os CDs eram caros, a mania de gravar música do rádio ainda persistia. Cheguei a alugar alguns na época pra gravar em fitas. E foram anos gravando muita dance music e outras músicas da rádio, o que era uma aventura, mas isso é assunto pra outro post.

E hoje? Bem, hoje escuto vários estilos musicais. Mas confesso que não escuto muitas bandas novas. Algumas canções recentes me agradam, mas eu gosto mesmo das músicas que marcaram minha infância e adolescência. E claro, as que marcaram momentos legais, sejam elas novas ou velhas. Também gosto de descobrir bandas de outros países, e graças à internet temos esse privilégio. Afinal de contas, onde mais eu acharia música islandesa, finlandesa, sueca, e etc, se não fosse na internet? Também escuto as fitas ainda.. Afinal de contas, muitas músicas ali não sei o nome nem quem canta, e não encontrei na internet.. Quem sabe um dia encontrarei.

*Post escrito ao som de RPM - Juvenilia*

segunda-feira, junho 21, 2010

Mudança e velharias.

Esse fim de semana estive em Sorocaba ajudando meu avô na mudança. Ele morava sozinho em uma casa enorme, e ainda bem que vendeu aquele elefante branco e comprou uma casa bem menor, e muito boa! Achei a casa bem simpática. O problema é a mudança. Eu não sou fã de mudança, principalmente por ter passado por duas em um ano, e sinceramente espero que eu possa viver nesse apartamento por uns bons anos sem precisar sair daqui.
Mas voltando à mudança em si. Nem preciso dizer que estava tudo uma mega zona, mas até que eu e minha mãe conseguimos dar um jeito e deixar a casa pelo menos habitável.

Se por um lado mudança é um porre, por outro é divertido. Pois só em uma mudança descobrimos o quanto de tralha nós temos, e achamos algumas pérolas interessantes. Ainda mais meu avô que guarda tanta coisa, como por exemplo, essa revista que tem a minha idade:



E esse telefone de disco! Esse não é um dos mais velhos, mas mesmo assim, só por ser de disco já pode ser considerado pré histórico. Lembro como era um terror discar nisso aí, principalmente porque muitas vezes a gente não se dava conta que tínhamos discado o número errado. E da-lhe engano!



Além de quase me afogar no meio de tanta poeira e velharia, 'matei saudades' de assistir TV com.. ANTENA! Gente, nem lembrava mais como era isso, pois tenho TV a cabo desde 1995. E olhe só, a gente despreza tanto as coisas simples, mas na hora do aperto, a simplicidade é que salva. Graças à anteninha salvadora consegui assistir ao jogo do Brasil. Tudo bem que TV aberta é uma merda.. Acabei descobrindo que estou muito mal acostumada. Por isso que me esfolo toda, mas pago minha TV a cabo, mesmo que não assista tanto, mas pelo menos tem mais opções. Gente, fala sério, alguém ainda ri das merdas que o Faustão fala? Não dá, aquilo é deprimente! Mas tudo bem, assisti ao jogo do Brasil contra os Ogro... oooops, Costa do Marfim...

Anteninha salvadora

Agora, o mais engraçado disso tudo é que, por estar desacostumada com a bendita antena, vivia tacando a cabeça na dita cuja! ahahahahaha, era hilário! Como a gente se desacostuma hein...

Enfim, foi um findi cansativo, mas também divertido..

quarta-feira, junho 16, 2010

Adoráveis bugigangas

Fuxicando pela internet afora, dei de cara com o site O Segredo do Vitório. Como eu adoro bugigangas, e é o que esse site mais vende, fiquei doida! Claro que a vontade era de levar a loja inteira, mas como costumo andar com o pé no chão quanto a minha atual situação financeira, comecei com um singelo porta-trecos em forma de.. FITA! Gente, eu achei uma graçaaaa, e realmente não resisti:



Pra nós, mulheres, que adoramos levar tudo e mais um pouco dentro na bolsa, nada melhor que esses porta-trecos. Assim podemos levar tudo quanto é miudeza, e melhor, se precisarmos tirar da bolsa pra passar pelas portas detectoras de metal, é muito mais prático do que ficar procurando moedas perdidas dentro da bolsa...

Pretendo comprar mais coisa nesse site.. Tudo é questão de tempo. Aliás, eu recomendo, aceitam várias formas de pagamento e cumprem os prazos. Show de bola! Fica a dica.

sábado, junho 12, 2010

Cada vez mais restrições - Parte 2 -

Há alguns dias atrás, postei sobre a tentativa de uma lei que impedia pessoas de usarem celulares dentro das agências bancárias.

Pois bem, agora a paranóia tomou conta de vez. Um shopping daqui de São Paulo simplesmente quer colocar detector de metais, e pior, controlar os carros que entram no estabelecimento.
Tá... Até entendo a preocupação, pois o mesmo shopping já foi assaltado duas vezes. Só que colocar detector de metal em um lugar desses, de grande circulação de pessoas é um tiro no pé.
Primeiro: sabemos bem que quem será revistado serão pessoas vestidas de jeito mais simples.
Segundo? DUVIDO que alguém que chegue em um carro top de linha será revistado. Vai sobrar pra quem tem Ka, Corsa, Gol e etc.
E é óbvio que os bandidos sabem exatamente disso! A prova é que os que assaltaram a loja da Rolex no shopping estavam de terno e gravata. Bandidos hoje em dia se vestem bem, dirigem carros caros, e estão acima de qualquer suspeita.

Enfim, o buraco é bem mais embaixo. O que falta é investimento em segurança como um todo. Sempre vou bater nessa tecla. Não adianta detector de metal, não adianta proibir de usar celular em banco, não adianta restringir cada vez mais. Enquanto não existir uma política séria de segurança pública, essas medidas serão apenas paliativos que falharão logo depois de serem colocadas em prática.

quarta-feira, junho 09, 2010

Revolução Capilar.

Quando eu era criança, meus cabelos eram lindos. Levemente ondulados, uma fofura!



Aí ele foi crescendo, e ficou um cacheado muito bonito:



Aí veio a adolescência, com toda aquela explosão hormonal, e claro que os cabelos mudaram. O que eram cachinhos lindos viraram um emaranhado de bruxa. E pra piorar, eram os anos 80, cuja moda era cabelos poodle, totalmente desfiados e cheios. Mesmo adorando os anos 80, sempre odiei essa moda de cabelos, achava uma coisa horrível! Aí eu ia no cabeleireiro, e ele cortava de um jeito que deixava meu cabelo mais podre ainda. Foi um período traumatizante, e obviamente não terá foto aqui.. :P

O tempo passou, os anos 90 chegaram, e eu resolvi desencanar do meu cabelo e deixá-lo crescer. Nesse meio tempo foram surgindo tratamentos e shampoos específicos para cabelos cacheados, o que facilitou, e muito minha vida. Foram alguns bons anos sem cortá-lo, somente tirando as pontas, até que ele chegou nesse tamanho:



O tempo passou, e eu enjoei da minha cara. Resolvi fazer alisamento definitivo. E o cabelo que tava qse batendo na bunda de tão grande, ficou desse tamanho:



Tudo muito lindo, tudo muito belo, mas tinha um problema: era caro, e em 5 meses a raíz ficava uma maraviiiiiiiiiilha... Foram 3 anos direto alisando, até que eu enjoei definitivamente da minha cara. E hoje, falei pro meu cabeleireiro: ''corta tudo''. Nunca na minha vida achei que teria cabelo curtinho. E quer saber? Estou adorando! Mesmo porque nunca tive saco de ficar horas secando, escovando, passando chapinha. Nesse ponto sou adepta da praticidade, e foi atrás disso que fui hoje.



Adeus secador e chapinha! Agora estou livre novamente.. Yuhu!

sábado, junho 05, 2010

Museu do Computador.

Há tempos estava com vontade de visitar o Museu do Computador, mas como ele é itinerante, não havia chegado aqui em São Paulo ainda.
Até que um belo dia, estava almoçando com a TV ligada no SPTV, eis que eu escuto de longe falarem ''museu do computador''. OPA! Na hora corri pra pegar um papel e anotar o endereço. E hoje, fui com a galera lá visitar o dito cujo. Nossa, eu adorei! O curador do museu, José Carlos Valle, é super atencioso, e adora explicar, contar histórias. Ficamos um tempão conversando antes de irmos embora.
E o mais legal é ver como as coisas evoluíram rápido em tão pouco tempo. E claro, tive que tirar várias fotos! Eis algumas:



Isso é um HD! Sim! E cabia só 25k. Gente, nem consigo imaginar usando isso! E se for parar pra pensar, meu primeiro computador não tinha nem um giga.. era seicentos e poucos k, o que hoje não dá pra nada. Só de mp3 tenho uns 30 gigas mais ou menos no meu HD...



Esse é um CP-500. Uma vizinha tinha um computador desses, lá na década de 80, e na época era um poder. Usava aqueles disquetes enormes.. Uma bomba!



Alguém se imagina carregando um trombolho desses aí pra cima e pra baixo? Pois é, esse pode ser considerado o primeiro computador portátil que surgiu.. Pesava somente 10,5 kilos.. levinho levinho!! :P

Enfim, quem quiser conhecer, o museu ficara por 3 meses na Rua das Andradas, número 237, perto da estação Luz de metrô. Vale a pena, é uma boa viajada no tempo!

Pra quem quiser ter uma prévia, aqui vai a reportagem que passou no SPTV:

quinta-feira, junho 03, 2010

Música pra animar o feriado





Bruce Dickinson - Born in 58


Born in a mining town in '58.
When black and white TV was up to date.
And men where still around.
Who fought for freedom. Stood their ground and died.
That I could be alive and see the damage,
that we've managed since.
In this septred isle. Is nothing sacred.
Just a one square mile.

[CHORUS:]

Justice and Liberty. You can buy, but you don't get free.
In a world of steel and glass. We bury our past.

On and On. We slept till dawn. When we awoke, we hardly spoke.

My grandfather taught me how to fight.
Old fashioned stuff like wrong and right.
But all around I see his morals buried in a mess
Of money troubles, Born in a mining town in '58.
When black and white TV was up to date.
And men where still around.
Who fought for freedom, stood their ground and died.

[CHORUS.]

On and On. We slept till dawn.
When we awoke, it was, all the same.