sexta-feira, maio 29, 2015

Decisão.

Aí você acorda decidida!
Depois de 3 dias pensando, refletindo, tendo crises de ansiedade, você decide que quer conversar. Quer expor tudo que está sentindo numa boa. Quer descarregar esse peso do coração e da garganta. .
Você reflete por dias seguidos, pensa no melhor jeito, abaixa a guarda, e tenta manter a calma.

E...

Essa semana a pessoa não vai aparecer na sua casa.

É, acho que não foi dessa vez.


sexta-feira, maio 15, 2015

:)

Num desses dias, ao voltar pra casa, encontrei a Mariza.

Ela trabalha em outro departamento aqui na Poli-Elétrica, e de vez em quando nos encontramos no ponto do ônibus e vamos até o metrô trocando ideias.

Ela havia me dito que o marido dela estava viajando, e que eles já tinham se falado várias vezes pelo celular.

'Somos casados há anos, quando ele está em São Paulo, quase não nos falamos durante o dia, mas quando ele viaja é estranho, parece que falta um pedaço, aí acabamos que nos falamos direto.''

Eu achei tão bonitinho...

:)

quinta-feira, maio 14, 2015

Quando não conseguimos nos expressar com palavras faladas.


Ontem, me deparei com esse post no Facebook.
Pra ser sincera, nem sei se foi Freud mesmo que falou isso, afinal, o que mais acontece na internet são frases atribuídas falsamente à várias pessoas (Clarice Lispector que o diga), mas enfim.

Nem é sobre isso que eu quero falar.
É sobre mim mesma.
Eu costumo me expressar melhor na escrita do que na fala.
Me faltam palavras.. Eu fico pensando numa maneira de falar sem magoar a outra pessoa, e não consigo achar nada.
Além do quê, me falta autocontrole necessário pra conversar sobre assuntos que me incomodam.
Gostaria de poder conseguir falar sem começar a chorar, ou me descabelar.
A verdade é que eu me sinto constrangida em incomodar os outros com meus problemas. Desde que eu me entendo por gente sou assim.
Então, me calo. E somente sinto. E quando o sentimento é demais, eu choro. Choro em casa, choro no metrô. Choro em qualquer lugar. Só não na frente de quem eu conheço. Ou talvez, de quem deveria.
E escrevo.

Escrevo pra colocar pra fora tudo que me incomoda. Escrevo e-mails, escrevo num caderno.
Escrevo aqui, de vez em nunca.

Mas o quê que me incomoda tanto?
Atitudes tão pequenas, mas que por trás mostram que, talvez, você não é aquilo que você achava que era.
Eu sempre fui muito aberta com as pessoas nas quais eu amo e confio. Seja namorado ou amigos.
Se eu saio com fulano eu falo, se eu saio com ciclana eu falo, se eu estou no celular no whatsapp, não fico tentando esconder nada, afinal, eu não tenho nada a esconder.
Eu odeio coisas escondidas. Às vezes não é nada de mais. Mas, ao disfarçar estar falando com alguém, acaba fazendo com que a gente comece a refletir sobre tais comportamentos, e se questionar o porquê.
''Ah, mas você está sofrendo à toa, não é nada disso que você está pensando.''
OK, mas se não há nada de errado, por que esconder então?
Por que não agir naturalmente?
Por quê, por quê, por quê?

Posso estar sendo infantil, babaca, besta, seja lá o que for.
Mas eu gosto de tudo em pratos limpos.
Sem segredinhos e coisinhas escondidas.
Por mais bobas que sejam.
Isso me incomoda, me magoa, me diminui.


Bom, consegui colocar isso pra fora aqui.
Agora só me falta coragem pra falar isso.
Sem chorar. E sem me sentir a pior pessoa do mundo.

É, eu sou complicada mesmo...