sábado, abril 30, 2011

Viagem de Páscoa - Terceira Parte - Voltando pra casa.

E chegou domingo. Um feriadão que parecia tão grande, estava chegando ao fim, e a sensação é de que passou tudo rápido demais.
Pegamos estrada logo depois do almoço. Não queríamos chegar muito tarde em Porto Alegre, mesmo porque todo mundo acordaria cedo no dia seguinte, inclusive eu. Meu vôo estava marcado para as 9:40 da manhã.

A volta de Uruguaiana para Porto Alegre foi bem mais rápida, e mais tranquila do que a ida. Pegamos engarrafamento na bendita BR 290 de novo, mas nada comparado com a ida. Chegamos em casa lá pras 11 e alguma coisa da noite.

Segunda-feira, 6 da manhã toca o despertador do celular.. Minha vontade era de dormir até meio-dia, mas nem pensei muito, levantei e fui acabar de arrumar as coisas. Foi quando eu descobri que o aeroporto estava fechado. Havia me esquecido de uma coisa muito comum no sul, principalmente nessa época do ano: neblina. Ela é linda pra quem sai de casa de manhã de carro ou a pé, mas pra quem precisa voar é um desastre. Logo pensei: 'mifu, vai atrasar tudo.' Mas, já peguei o aeroporto de Congonhas muvucado, então imaginei que estaria mais ou menos a mesma coisa. Mas me enganei redondamente. Quando cheguei naquele aeroporto, fiquei com cara de paisagem tentando entender o que estava acontecendo. Aquilo estava pior do que Rua 25 de Março em véspera de natal. Fila? Era um amontoado de gente, nem dava pra saber onde começava, muito menos onde terminava. Bom, eram 10 pras 9 da manhã, e meu vôo, segundo o painel, estava confirmado pras 9:40. Aí vem a pior parte: tentar achar um funcionário da Gol no meio daquela zona, com uma mala enorme pesando 19 quilos. Anda dali, atropela alguns pés lá, e achei uma funcionária perdida lá no meio. Ela me indicou uma fila. Cheguei lá e fiquei com a pulga atrás da orelha. Resolvi ir atrás de outra funcionária, e fui mandada pra fila do check in automático, aquele das maquininhas. O tempo foi passando, e eu só olhando pro painel desesperada, quando chega a minha vez. Digito o código localizador e... tchanan! 'Serviço encerrado para este vôo''. Como assim? Quase tive um treco lá, chamei uma outra funcionária e expliquei a situação. Ela me mandou seguí-la. Só que ela ia correndo no meio da multidão, e eu lá, tentando acompanhá-la com aquela maldita mala enorme de 19 quilos! Lá vou eu atropelando meio mundo, pede licença daqui, pede licença dali, até que finalmente ela me bota na frente da fila. Despachei a mala e saí correndo pra sala de embarque. Nessas alturas do campeonato achei que minha mala iria se perder no meio daquela zona, mas sinceramente, já estava preparada psicologicamente para o não recebimento da coitada em Cumbica. Minha maior preocupação era entrar no avião. E consegui! E descobri que o vôo era pinga-pinga, ou seja, o destino final era Belo Horizonte, mas tinha escala em Florianópolis, e claro, Cumbica.

Passado o stress, aproveitei o tempo lindo que estava fazendo, e tirei várias fotos. É difícil pegar um tempo tão lindo assim, e não poderia desperdiçar essa chance.











Depois de um vôo agradável, cheguei em Guarulhos. Já estava pensando que a mala tinha ido pra China, ou pra qualquer outro lugar, mas para a minha surpresa ela foi uma das primeiras a aparecer na esteira. Eu quase nem acreditei!

E para me surpreender mais uma vez, o trânsito estava bom! Cheguei rapidinho em Congonhas, e, apesar da fila do táxi estar enorme, e de pegar um taxista pra lá de rabugento, cheguei em casa rapidinho!

Bom, depois disso tudo fica a lição: Nunca se esquecer da neblina. E tentar não pegar vôos de Porto Alegre ou de qualquer lugar do RS e SC de manhã cedo. E a constatação de que infelizmente o Brasil vai pagar um king kong na copa do mundo. Nossos aeroportos definitivamente não tem estrutura necessária, e pelo que estou vendo, não vão ter até lá nem ferrando. Uma pena.

quarta-feira, abril 27, 2011

Viagem de Páscoa - Segunda Parte - Uruguaiana e Argentina

Acordei no dia seguinte totalmente renovada. Raramente quando deito às dez da noite pego no sono rápido. Se eu durmo logo, acordo às duas da manhã e fico a noite inteira com o olhão aberto esperando o sono voltar. Mas eu estava tão cansada que não teve frescura: deitei às 10 da noite e fui diretão até às 8 da manhã. Que coisa boa!

Levantei, troquei de roupa, e fui conhecer o lugar onde estava hospedada. Era um sítio, na área rural de Uruguaiana, e tinha de tudo. Porco, pato, galinha, vaca. Aliás, acordei exatamente com o barulho de uma vaca mugindo. Um barato! Fiz a festa nas fotos dos bichinhos simpáticos e do lugar.

Oi, tudo bom?

Essa aí foi a vaca que me acordou com os mugidos.. rs

Mel, uma das cachorrinhas de lá, muito simpática!

Javali filhote

Javalis simpáticos [ou não rs]

Ainda estava calor, mas não aquele calor horrendo do dia anterior. E a previsão era pra temporal e esfriar depois..

Almoçamos, e a tarde fomos conhecer Uruguaiana propriamente dita. Como era sexta-feira Santa, praticamente tudo estava fechado, mas achamos uma sorveteria aberta, e sentamos lá pra boiar um pouco.



Achei a cidade simpática. Ficamos um tempo rodando por lá, fomos na casa de familiares do Léo, e voltamos pra casa, pois o temporal estava armando. Chegamos a tempo. A chuva começou era 7 e pouca da noite, e a luz acabou às 8. Jantamos a luz de velas. E ficamos horas esperando.. esperando.. Até que já era quase meia-noite e nada da luz voltar, o jeito foi ir dormir mesmo.. Nem vi a hora que voltou, mas pelo visto demorou bastante...

Quando acordei, abri a janela e vi aquele céu azul maravilhoso, esqueci totalmente da luz que foi embora no dia anterior.



Estava um dia ótimo para ir à Argentina. A cidade que faz divisa com Uruguaiana é Paso de Los Libres. Nunca tinha ouvido falar até então. A cidade em si não achei bonita, e acabei nem tirando fotos. Mas tirei fotos da ponte, claro! E com aquele céu lindo, as fotos ficaram melhores ainda!












E o que tinha de bom lá? Bom, na verdade não vi muita coisa. Lá é bom comprar produto de limpeza, mas imagina eu trazendo toneladas de detergente e derivados no avião.. Seria bizarro demais. Mas fiquei feliz por conseguir comprar 3 caixinhas de chá verde com 20 saquinhos cada por 10 reais. Legal né? E valeu pra conhecer, claro! Veja que coisa poética, fui pra Uruguai e Argentina em 2 dias...

Em breve, mais um capítulo da viagem de Páscoa.

terça-feira, abril 26, 2011

Viagem de Páscoa - Primeira parte - Estrada!

Cheguei! Depois de 4 dias maravilhosos, em um lugar tudo de bom, com pessoas extremamente agradáveis, e de uma peregrinação para conseguir pegar meu vôo estou de volta à minha querida Sampa. Sobre a peregrinação para pegar o vôo terá um post específico. Vamos à viagem propriamente dita.

Fazia muito tempo que eu não ficava tantas horas em estrada. Não que eu esteja reclamando, pois na verdade eu amo isso. Desde que eu não dirija. Folgada eu né? Mas a verdade é que, além da minha CNH estar vencida há décadas, e de não dirigir há décadas também, tenho um pequeno problema: balanço de veículo na estrada equivale a um berço sendo ninado pela mãe, ou seja: me dá sono. E eu durmo que nem uma criancinha. Então imagina eu lá, dirigindo e de repente apago.. Não é uma boa idéia. O que eu gosto mesmo é de viajar observando a estrada e dormir. Tá aí minha paixão por viajar de ônibus, que quase ninguém entende.

Enfim, a viagem pra Uruguaiana levou quase 14 horas. Nem eu, que adoro estradda, esperava que fosse demorar tanto tempo assim, mas eu adorei! Mesmo porque não conhecia nada do Rio Grande do Sul, e fui intercalando dormidas com observadas pelas estradas gaúchas. Para quem não conhece nada do Rio Grande do Sul, aqui vai um mapa para situar melhor:

Foto retirada daqui

Saímos de Porto Alegre às 6:30 da manhã. Pra isso acontecer, tivemos que acordar às 5. E pra minha surpresa, pegamos um engarrafamento monstro na BR 290. Eu, crescida em Santa Catarina, acostumada a cada feriadão todo mundo ir pra praia, constatei que no Rio Grande do Sul é diferente, o povo vai mesmo é pro interior. Principalmente pra comprar coisas no Uruguai. Mas enfim, entre dormidas e twitadas [quando o celular pegava, pois a cobertura da TIM nesta BR é uma m***] passamos pelo engarrafamento e fomos seguindo... Seguindo.. Paramos pra comer algo e ir ao banheiro.. E seguimos.. A Mônica já estava quase tendo um treco, pois nunca tinha demorado tanto pra chegar em Uruguaiana. E ainda decidimos antes de chegar na cidade propriamente dita, ir à Artigas, cidade no Uruguai. Bom, muito bom!

Depois de quase 10 horas viajando, finalmente chegamos na fronteira do Brasil com o Uruguai.



Não consegui tirar foto da placa de divisa de países, mas do portal consegui! Nessas alturas já estava com a bexiga cheia. Estacionamos, e fomos procurar um banheiro. Entramos numa lanchonete bem simples, e achamos um. E quando eu entro, dou de cara com... Cortinas no lugar de portas!



Eu achei um barato! E paguei um mico. Eu, tagarela, fui falando.. ''Que legal tirar foto disso!!!''. E quando acabo de guardar a máquina na bolsa, uma das cortinas se abrem, e sai uma mulher do banheiro. Ui! Bom, não sei se era brasileira ou uruguaia, mas como estava longe de casa, deixei pra lá.

Enfim, saímos do banheiro simpático, e a Mônica comprou um refri de Pomelo. Nunca tinha tomado, aliás, nem sabia que essa fruta existia. E não é que é gostoso? Mas ao contrário das Tubaínas Funada, não trouxe estoque.



Depois de tomar o refri, entramos em um Free Shop para umas comprinhas básicas. Trouxe rímel, base, toalhinhas demaquilantes... Uma maravilha! Logo depois entramos no carro de novo e voltamos pra estrada. E tivemos a oportunidade de presentar esse magnífico presente da natureza:



Um entardecer de tirar o fôlego! Valeu a pena passarmos tantas horas na estrada. Chegamos no nosso destino podres, loucos por banho e cama. Jantamos, tomamos banho e fomos dormir, para aproveitar bastante o dia seguinte.

Em breve a segunda parte da viagem de Páscoa.

quarta-feira, abril 20, 2011

Feliz Páscoa!

Estou de malas prontas para ir a Uruguaiana passar o feriado de Páscoa. Postarei quando voltar. Então, deixo aqui votos de Feliz Páscoa pra todos os leitores deste blog. Até a volta!

segunda-feira, abril 18, 2011

Virada Cultural.

E lá veio mais uma Virada Cultural. Evento este que, já faz parte do calendário oficial da cidade. Por mais que tenha gente que fale mal, eu curto. Curto porque acho que é um evento diferente de praticamente tudo que já inventaram até hoje. Tem atrações pra todos os gostos, o que torna o evento mais interessante ainda.

Esse ano me empolguei pra ir em duas: Sepultura com a orquestra, e RPM. Sepultura com a orquestra, por ser algo inusitado, e interessante. E RPM por ser uma banda que marcou minha pré-adolescência, e nunca esperava que pudesse ter a oportunidade de vê-los ao vivo.

Fomos eu e a Clarissa pro show do Sepultura, que foi meia-noite de sábado pra domingo. Chegamos lá às 23 horas, e a primeira surpresa foi: tinham cadeiras pra platéia. Fiquei com cara de paisagem, mas pensei.. Provavelmente é por causa da orquestra. Achei duas cadeiras sobrando lá e sentamos, o que foi uma ótima idéia. É claro que num show do Sepultura as pessoas não ficam sentadas, mas pelo menos as cadeiras nos protegeram dos 'bate cabeça'. Enquanto fora das cadeiras o povo tava tudo abrindo roda pra se estapear e tacar a cabeça um no outro, estávamos no meio das cadeiras, pulando com segurança. O show foi ótimo! Sempre acreditei na junção de rock com música clássica, e com Sepultura não poderia ser diferente. A parte engraçada foram umas mulheres que estavam sentadas na nossa frente. Dava pra ver nitidamente que elas estavam boiando demais. Uma delas vira volta olhava pra mim com uma cara de ''socorro!'' ahahahahaha! Mas o que eu mais achei legal foi uma menininha, de seus 5 anos acredito eu, provavelmente filha de uma delas. A garotinha estava tão feliz, curtindo o show! Divertidíssimo!

Depois do show voltamos pra casa, pra dormir e ter pique pro dia seguinte. Havíamos decidido assistir ao show da Blitz também, então queríamos estar bem descansadas pra pular bastante.

Chegou o dia seguinte, um sol desgraçado de torrante, e lá fomos pra estação da Luz nos encontrar com o resto do pessoal. Chegamos na praça Júlio Prestes debaixo daquele sol senegalesco, às 16 horas. O show da Blitz atrasou quase meia hora, e a gente lá, tostando... Mas valeu a pena esperar. Foi muito massa relembrar aquelas músicas, e dançar. Acabou Blitz, e a expectativa pro RPM estava enorme. O sol já tinha baixado, e um vento delicioso tomou lugar. Às 18:20 começou. Todo mundo empolgado e... Tinha que acontecer uma cagadinha. Aliás, cagadinha não, cagadona. Dois maloqueiros drogados roubaram a câmera da Cla. Isso na terceira música, o que acabou com o clima de empolgação entre a gente, e de tabela fez com que perdêssemos a vontade de curtir o show. Conclusão: além de miar o show, ficamos sem as fotos de sábado, e domingo. Eu tinha levado a minha câmera, mas acabei nem usando. Mas tudo bem, fica a lição: eventos gratuitos de rua, nada de qualquer objeto. Pois acho um desaforo perder as coisas pra bancar vício de cracudo. Aliás, mais desaforo ainda é ter de deixar as coisas em casa por causa de maloqueiros. Mas, moramos no Brasil, e infelizmente, dependendo do lugar, são eles quem dão o tom.

Infelizmente o final da nossa festa não foi como desejado. Esperei muito por esse show, mas não tinha como curtir depois disso. Não vou deixar de ir na Virada Cultural, o evento em si é maravilhoso. Mas, ano que vem será sem foto nenhuma. Mesmo porque esse ano teve foto, mas acabamos ficando sem do mesmo jeito. Uma pena.

segunda-feira, abril 11, 2011

Internar ou não? .

Depois do massacre que aconteceu na escola carioca, todo mundo quer uma explicação. Sociólogos, Psicólogos, e estudiosos em geral tentam explicar pra sociedade o que poderia ter levado o atirador a cometer um ato tão insano. Além das explicações, surgem tentativas desesperadas de tentar evitar que isso ocorra novamente. Uns defendem detector de metais nas escolas, outros defendem porte de arma para professores, e outros são a favor de acabar com as armas de vez.

O massacre nessa escola expõe um lado mais perverso: a negligência que doentes mentais sofrem. Além de serem discriminados, de não terem suas doenças levadas a sério, conseguir tratamento psiquiátrico na rede pública de saúde é muito difícil. Pra não dizer impossível. Muito se fala da luta antimanicomial, que acho válido. O problema é que se antes internavam-se pessoas em hospitais psiquiátricos que mais eram depósito de gente, hoje simplesmente não se interna mais ninguém. Ou seja, de um extremo, partiu-se para outro, e em nenhum dos casos pode ser considerado ideal. O tratamento ambulatorial funciona para doentes mentais leves. Um paciente com esquizofrenia paranóide em pleno surto tem de ser internado. Para o bem dele, e da sociedade.

O caso da escola no Realengo é extremo. Mas existem outros casos que saíram na mídia e não tiveram a mesma repercussão, mas merecem ser lembrados. Um, o caso do desgner que foi atingido por um taco de baseball enquanto estava em uma livraria em plena Avenida Paulista. O que mais me deixou triste nessa história é que a morte desse rapaz poderia ter sido evitada, se o cara que cometeu esse ato tivesse sido internado antes. Ele já tinha aprontado uma vez, com o mesmo taco de baseball. Num momento de surto, quebrou a vidraça da mesma loja. E o que aconteceu? Nada! Nem um laudo, nem uma ação. Simplesmente soltaram o cara na rua alegando 'ser só uma vitrine'. Até que ele surtou de novo, voltou lá, e matou uma pessoa. Aí sim o internaram em um manicômio judiciário. O outro, Marcelo José de Araújo entrou em um hipermercado, pegou uma faca que estava a venda, e simplesmente saiu esfaqueando todo mundo que encontrava pela frente. Hoje, meses depois, saiu o laudo atestando: Marcelo é esquizofrênico e deve ser internado.

Ou seja, para essas pessoas conseguirem tratamento, primeiro precisam matar alguém. Não seria mais digno oferecer tratamento antes? Ninguém surta do nada, elas vão dando sinal de que algo está errado. A negligência para com essas pessoas causa um sofrimento enorme tanto para os doentes e suas famílias, quanto para as vítimas.

É claro que é praticamente impossível evitar com 100% de certeza crimes desse tipo. Mas pode-se minimizar. Internar qualquer um em depósito de gente não. Internação para doentes psiquiátricos graves, com direito a tratamento sim. Radicalismo não leva nada a lugar nenhum.

terça-feira, abril 05, 2011

A coragem de uma cidadã.

Tenho que tirar o meu chapéu, e admirar a coragem dessa mulher em denunciar policiais militares por execução.
Admiro muito essa cidadã, e confesso que eu não sei se teria a coragem que ela teve. Denunciar seja lá o que for no Brasil é quase que uma sentença de morte, e juntando com a impunidade que assola nossa sociedade, faz com que praticamente todos se calem. E infelizmente, isso acaba perpetuando esses episódios. É um ciclo vicioso que esta mulher pelo menos tentou quebrar. Apesar de muitas vezes ser cética quanto à nossa justiça, ainda mantenho uma pequena esperança de que isso foi um começo... Não podemos aceitar execuções como se fosse uma coisa normal. O cara que morreu era ladrão? Não importa. A polícia não pode agir como bandido. Morrer durante um confronto é aceitável, mas matar uma pessoa rendida além de ser um crime horrendo, é de uma baita covardia.
Muitos reclamam, e eu também me revolto, pelo fato da polícia prender, e a lei soltar. Concordo que nossas leis são falhas, e precisam de mudanças urgentes. Que tal aprendermos a votar no Legislativo? Infelizmente ninguém leva a sério na hora de eleger nossos legisladores - Tiririca está aí pra provar isso. Não é apoiando policiais criminosos que a violência vai diminuir, e sim aprendendo a votar, e participando do processo legislativo.

domingo, abril 03, 2011

Mais um fim de semana divertido!

Ontem foi aniverário da minha amiga Cida, e ela resolveu comemorar no Memphis Rock Bar. É claro que fomos todos lá, pular mais um pouquinho. A proposta do local é um misto de músicas da década de 70, 80 e 90 [incluindo dances]
Chegamos lá, e de cara já voltei no tempo. Explico: há muitos, mas muitos anos mesmo não ia em uma balada onde a entrada se pagava... ao chegar no estabelecimento! Lembro dos meus tempos de Rivage era assim: pagava na entrada, e o que consumia pagava lá dentro. Na hora de ir embora era só pegar as coisas e se mandar. Mas depois com a invenção de comandas, consumação, etc, praticamente todas as baladas que eu fui, pagava-se na saída. Achei que nem havia balada assim ainda... Vivendo e se surpreendendo!
Cheguei lá, achei o pessoal, e olha só, estava tocando altas músicas dos anos 90, da minha época áurea de baladas. E sabe o que era mais engraçado? O pessoal tudo dançando nas bordas da pista, e o centro vazio! Lembrei das baladas que eu ia, era sempre assim ahahaha! Senti-me com 16 anos! Divertidíssimo!
Aliás, o DJ era uma atração a parte. Ele conseguia misturar os sons de uma maneira muito engraçada, começava com Capital Inicial, depois ia pra Billy Idol, depois pra Gloria Gaynor, depois pra Rolling Stones, e... de repente entra a banda e manda ver um Lionel Ritchie! Uma verdadeira salada musical! Eu me rachava de rir, e como curto praticamente tudo isso nem me importei, só curtia numa boa. Enfim, o lugar é um misto de bar com danceteria, e dá pra se divertir bastante! Eu recomendo! Foi uma comemoração pra lá de animada.
Depois de pularmos a noite toda, nada como um Black Dog pra finalizar a noite com chave de ouro.
Agora a contagem regressiva é pra Virada Cultural. Estou empolgada pra ver RPM hihihi!