segunda-feira, setembro 27, 2010

Produtos saindo de linha...

Uma coisa que eu nunca entendi direito é o fato de empresas tirarem certos produtos de linha, sendo que esses têm uma vendagem ótima. Um exemplo disso é o demaquilante bifásico da Natura. Ele beirava a perfeição, tirava toda a maquiagem, principalmente na área dos olhos, que na minha opinião é a mais difícil de limpar. Um belo dia fui pedir outro, pois o meu estava no fim e fiquei decepcionadíssima ao ver que o produto tinha misteriosamente saído de linha. No lugar, colocaram uns lencinhos super caros, e que nem era tão bom assim. Nem uma satisfação, nada. Poxa, acho que o mínimo que a Natura deveria era ao menos explicar o porquê disso. Até hoje várias consumidoras reclamam, pedem para o produto voltar a ser fabricado, e a Natura nem tchum.
A Avon é outra que deu suas viajadas. O demaquilante bifásico deles era ótimo também. Até que tiraram de linha e colocaram outros dois. Um líquido que parecia que tinha pimenta ao passar nos olhos, e um creme que borra mais do que tira a maquiagem.
O Boticário também deu sua pisada na bola. Até meados de 2005, seu desodorante era ótimo. O roll on vinha em uma embalagem de se não me engano 100 ml, e a durabilidade nas axilas era ótima, mesmo nos dias mais quentes. Aí, de repente, diminuíram o tamanho da embalagem, mudaram a fórmula, mas o preço obviamente continuou o mesmo. Por fim, tiraram aquele desodorante de linha alegando baixa vendagem. Claro, mudaram a fórmula, o que consequentemente deixava a gente fedendo que nem um gambá, é óbvio que ia vender pouco!
Acho isso um saco. Aliás, essa moda de redução de embalagem é outro grande absurdo que a maioria das empresas fazem. Diminuem tudo: leite em pó, papel higiênico, achocolatado, etc. Mas o preço continua o mesmo. Argh!

E vocês, já se sentiram 'órfãos' de algum produto que gostavam muito e saiu de linha?

sexta-feira, setembro 24, 2010

A via sacra da antena e da internet capenga.

Há uns dias havia postado aqui sobre a vontade de comprar uma TV pra colocar no meu quarto. Pois bem, acabei comprando naquela semana mesmo, uma AOC de 19" que ficou uma graça no meu móvel. Ela está aqui olhando pra mim, e eu olhando pra ela, pelo simples motivo de não ter antena. Foi-se o tempo em que comprávamos uma TV que vinha com a antena, mas nos dias de hoje, com a popularização da TV a cabo e antenas externas, já não é mais bem assim.
Aí começa a via-sacra. Um amigo veio aqui com um conversor digital emprestado e uma antena interna pra testar. Como eu já imaginava, ficou uma bosta. Só dava sinal fraco. Só pra rir pluguei a antena na TV, e obviamente o resultado foi um desastre. Um festival de chuviscos e fantasmas, o que me fez lembrar dos meus tempos de anteninha com bombril na ponta. Levei a TV pra sala, e parti pra antena do condomínio.. Que bosta. Até lá em casa nossa antena externa funcionava melhor. Eis que, resolvi plugar a antena do condomínio no conversor digital. BINGO! Pegou todos os canais, imagem perfeitíssima, show de bola! Só que teria um problema: um conversor digital está no mínimo 300 paus [chutando bem por baixo]. TVs de LCD que vem com conversor interno são as de 32" pra cima, e no meu quarto não tem espaço pra uma TV desse tamanho. Que merda. Aí minha mãe resolveu que deveríamos colocar um ponto extra da NET. Iríamos pagar 19,90 a mais por mês, o que não é uma quantia tão exorbitante assim. Ligamos lá, marcamos a instalação. E hoje chegou o grande dia... da decepção. Não tem como instalar um ponto extra no meu quarto, porque a extensão de telefone que sai aqui está atrás do móvel embutido. Fizeram um baita serviço de porco. E como o cabo da net tem que passar pela extensão do telefone... mifu. Aí, já que os técnicos estavam aqui, pedimos pra aumentar o cabo do modem, pois quando compramos nossos móveis planejados, montaram de um jeito em que o modem teve que ficar no chão. Aí começou o pesadelo: eles trocaram o cabo, colocamos o modem em cima do móvel e.. a internet simplesmente não conectou mais! Não entendi até agora o que aconteceu, pois reiniciei o modem, computador, roteador umas quinhentas vezes e nada. Os caras foram embora e minha internet ainda não estava funcionando, o que me deixou com uma raiva enorme, pois como é que um treco que até 10 minutos atrás estava funcionando normalmente, simplesmente para?!
Tirei o cabo do roteador e liguei no notebook direto. Conectou. Até que pela última tentativa desliguei tudo da parede pela quintilhonésima vez, e esperei meia hora. Dessa vez conectou. Coisa bizarríssima!
Só sei que a internet agora está funcionando, mas a TV.. Continua aqui, desligada, olhando pra mim e perguntando 'Quando você vai me ligar?'...

segunda-feira, setembro 20, 2010

Consumação mínima: pagar ou não pagar?

Até pouco tempo atrás, era comum ser cobrado um determinado valor de consumação mínima em bares e casas noturnas. De repente, baixaram uma lei proibindo a cobrança da mesma, pois segundo Código de Defesa do Consumidor, é considerado prática abusiva. E o que aconteceu? As casas noturnas simplesmente passaram a cobrar o mesmo preço que antes poderia ser consumido como entrada, e o que era consumido passou a ser cobrado a parte. Conclusão: o consumidor acabou se ferrando. Agora, uma decisão judicial derrubou a lei que proíbe as casas noturnas de cobrar consumação no Estado de São Paulo. E a polêmica continua: é justo ou não cobrar consumação?
Eu particularmente acho que isso seria resolvido com uma maneira muito simples: deixar nós, consumidores, escolher entre pagar ou não a dita cuja.
É óbvio que sempre acabamos consumindo alguma coisa. É praticamente impossível sairmos pra dançar sem tomar algo, nem que seja uma garrafinha de água mineral. Em alguns lugares aqui em São Paulo existe exatamente essa escolha: a pessoa na entrada opta por pagar um valor mais baixo, e pagar separado o que consome, ou pagar um valor mais alto, que pode ser inteiramente consumido. Aí vai da escolha de cada um: se vc vai pra balada pra encher a cara, pegue a consumação, se quer tomar apenas uma latinha de cerveja, refri ou água, pague o preço mais barato.
Eu sou contra impor a consumação mínima. Mas sou a favor da escolha. Afinal, é o consumidor que tem que saber o que é melhor pra ele, e não o dono do lugar.

domingo, setembro 19, 2010

Scorpions!

Finalmente chegou o grande dia! Dia 18 de setembro, tão esperado desde que comprei o ingresso. O que posso dizer?
Foi um dos melhores shows que eu já fui até hoje. Scorpions foi uma das bandas cujas músicas fez parte de praticamente toda minha vida. Desde a infância, passando pela adolescência e até a vida adulta. Nunca imaginei que iria vê-los ao vivo algum dia, mas ainda bem que tive a oportunidade. E foi única, pois infelizmente a banda está encerrando suas atividades.
Só sei de uma coisa: os caras não são bons. Eles são excelentes. A voz de Klaus Meine é exatamente a mesma. O cara canta muito! Digo isso pois é comum ao vivo a voz mudar um pouco, mesmo porque música de estúdio é sempre trabalhada. Mas a voz dele é magnífica ao vivo. A banda toda manda muito bem! E também interagem com a platéia o tempo todo, o que torna o show mais atrativo ainda. As músicas escolhidas foram as mais agitadas, contrariando muita gente que sempre falou que 'Scorpions só toca balada'. As baladas deles são ótimas, mas as 'rock n' roll' são tão ótimas quanto.

Quando fomos comprar os ingressos, escolhemos ficar na platéia, pois na pista é muita muvuca, e não enxergamos nada. Ainda mais eu que sou baixinha, só vejo cabeças, cabelos e braços. Lá na pudemos ver o palco, eles pequeninininhos, e os telões. Só sei que pulei muito, e cantei muito também!

Pequenininhos...



O local onde ficava a platéia era bem elevado, o que foi ótimo. Aliás, o Credicard Hall lá dentro é um lugar bacana, mas a organização...
Chegamos às 21 horas, sendo que o show estava marcado pras 22:00. E ainda não tinham aberto a casa pro pessoal entrar. Resultado: juntou uma mega muvuca, e ninguém sabia onde a fila começava, muito menos onde terminava. Nem os funcionários da casa sabiam informar direito onde era a entrada da pista nem da platéia. Descobrimos perguntando pras pessoas que estavam lá. A entrada pra platéia não era fila, e sim um aglomerado de gente. A casa abriu às 21:20. Enfim, acho que o Credicard Hall deveria organizar melhor as filas, e abrir mais cedo, pois ninguém merece chegar lá e estar aquela muvucada toda e nem sabermos onde fica a fila certa. Além do que, ninguém está fazendo um favor ali, estamos pagando, e caro, pra assistir a um show, e temos o direito de um atendimento mais organizado.

Mas o show compensou a desorganização da casa! E agora fica aquela 'depressão pós-show'. A mesma sensação de 'quero mais' que senti quando fui no show do U2 em 2006.. Agora é esperar o show do Bon Jovi em outubro. Esse será no Morumbi, lá as filas costumam ser mais organizadas. Que venha Bon Jovi!

quarta-feira, setembro 15, 2010

Imbecilidade humana

Quando a gente pensa que já viu de tudo, lá vem mais uma 'moda' ridícula: Colocar vodca no olho. Até agora não entendi como é que pingar vodca no olho possa fazer a pessoa ficar mais bêbada. É algo que foge completamente de qualquer compreensão. Agora, o que mais me revolta é que o maluco da reportagem em questão provavelmente precisará de um transplante de córnea. Na minha opinião, um ser desses deveria ir lá pro fim da fila, e receber a córnea caso não ache nenhuma pessoa compatível antes. Mas como moramos no Brasil e a pessoa em si é de família de grana, não duvido nada que misteriosamente ele passe na frente do Zé da esquina, e receba a córnea.
Eu, como doadora de órgãos, fico pensativa e preocupada em saber que talvez minhas córneas possam ser doadas para gente que fica com o olho cagado por causa de uma atitude tão imbecil como essa. É ridículo demais!
E pra finalizar, a pessoa em questão ainda critica que se publique esse tipo de coisa na internet. Ora bolas, pra que existe cérebro? Não é só para fazer volume na cabeça - apesar de que acredito que pra muitas pessoas é exatamente pra isso que ele é usado. Eu não fiquei com nenhuma vontade de meter vodca no meu olho pelo simples fato de assistir a um vídeo ridículo desses [que nem consegui assistir até o final diga-se de passagem].
Deprimente!

segunda-feira, setembro 13, 2010

Qual TV comprar?

Estou pensando em me dar ao luxo de comprar uma TV para o meu quarto. Ainda não decidi 100%, mas estou amadurecendo a idéia.
Sou do tempo em que a gente escolhia a TV pelas polegadas. Tivemos duas de 20'' [sendo que uma durou de 1978 até 1996] e uma de 16'' que meu pai comprou na década de 80 pra eu jogar Atari. Quando nos mudamos pra São Paulo, compramos uma de 20'' de tubo mesmo comum, visto que não fazemos questão de full HD e essas viajadas todas. Mesmo porque TV a cabo tem estado um lixo ultimamente, raramente assisto, vejo mais noticiários e o MTV Debate - diga-se de passagem, o único programa que eu faço questão de ligar a TV pra assistir. Então por que uma Televisão no meu quarto? Bem, em vez em quando ocorrem uns 'conflitos de horário'. Minha mãe quer assistir uma coisa, e eu outra. Aí pensei que seria interessante ter uma aqui com um DVD Player, onde eu poderei assistir os noticiários e ao MTV Debate, e também os DVDs que eu tenho, visto que não curto assistir vídeos nem filmes no computador. E pra isso não é preciso um ponto extra de TV a cabo [vergonhosamente cobrado a mais], basta puxar a antena de TV VHF/UHF do prédio mesmo.
Por mim compraria uma de tubo comum, mas como meu quarto é entulhado, o melhor mesmo seria uma fininha pra colocar na parede, e deixar o chão livre. E aí que vem a dúvida.. São tantos modelos.. É plasma, é LCD, Full HD, com conversor digital integrado, sem conversor integrado bla bla bla. Sem contar a infinidade de marcas. Aí fico horas olhando em sites, e boiando bastante. Ê dúvida cruel.
Já o DVD player já sei qual comprar. Quero aquele xing-ling bem vagaba, que é o que lê tudo! Comprei um Phillips todo cheio de frescura, e que jurava ler tudo, mas é enganação pura. Conheço gente que comprou aqueles DVDs sem marca Made in China que se por o dedo lá dentro é capaz de ler nossas digitais. Não sou fã de produtos Made in China, apesar de que muitas vezes não temos como fugir deles, mas nesse caso abrirei uma exceção.
Então... Voltando ao assunto da TV.. Alguém aí pode me dar uma dica de qual é a melhor marca? Plasma é bom? LCD? Ficaria agradecida...

quinta-feira, setembro 09, 2010

Para refletir...

Não há nada de errado com a política no Brasil. O que há de errado é o comportamento da sociedade brasileira. Da mesma forma que existe o corrupto, existe o corruptor. Políticos nada mais são do que reflexos de uma sociedade, que se quer mudanças, terá que analisar o seu próprio modo de se portar e de conduzir o que tem por hábito.

(desconheço o autor - se alguém souber, por favor, me avise para dar os devidos créditos)

terça-feira, setembro 07, 2010

Cem coisas ao meu respeito

A um tempo atrás, eu li no blog da Ruby um post muito interessante no qual ela citava 100 coisas ao seu respeito. Achei legal a idéia, e resolvi também escrever 100 coisas ao meu respeito. Divirtam-se:

001 – Falo com objetos [Meu computador que o diga]
002 – Tenho 3 gatos
003 – Já tive cães de estimação
004 – Tocava piano quando era mais nova, hoje não lembro de mais nada
005 – Ainda escuto fitas K7 em vez em quando
006 – Adoro ler antes de dormir
007 – Operei as amídalas quando tinha 11 anos
009 – Curto vários tipos musicais – de Rock a eletrônica
010 – Já li o livro ‘O Cemitério’ de Stephen King 5 vezes em Português e 2 em inglês
011 – Detesto calor
012 – Amo dias nublados e frios
013 – Não tenho muita paciência com pessoas enroladas
014 – Quando estou com fome fico chata pra caramba, nem eu me aguento
015 – Adoro viajar
016 – Pinto os cabelos desde os 15 anos
017 – Grande parte dos meus melhores amigos atuais conheci pela internet
018 – Comecei minha ‘vida virtual’ no Chat do UOL
019 – Detestei a nova reforma ortográfica
020 – Acho péssima a obrigatoriedade do voto
021 – Quando sismo com uma música sou capaz de escutá-la por horas seguidas
022 – Não compro mais CDs
023 – Passava trotes telefônicos quando era pirralha
024 – Não consigo ver graça em seriados americanos em que todo mundo acha graça.
025 – Já fui ao Acre
026 – Sou viciada em Coca-Cola
027 – Sou ex-fumante
028 – Já sofri um acidente de carro
029 – Sou pontual
030 – Nasci em Nilópolis/RJ, mas nunca morei lá
031 – Morei em Blumenau/SC até os 31 anos
032 – Já fui à Inglaterra
033 – Já fui ao Canadá
035 – Quero conhecer a Islândia um dia
036 – Detesto acordar cedo
038 – Não consigo pegar no sono antes da meia noite
039 – Não gosto de abacaxi
040 – Escrevi em diários durante anos
041 – Já fui colecionadora de Flyers [Tenho a coleção guardada até hoje]
043 – Amo morar em São Paulo
044 – Como um pacote de Halls em minutos
045 – Sou doadora de sangue e de medula óssea
046 – Não dirijo
047 – Adoro jogar Egg Buddies no Facebook
048 – Quando viajo de ônibus durmo a viagem praticamente inteira
049 – Eu mesma faço minhas unhas semanalmente
050 – Meus esmaltes favoritos são os de tonalidade rosa e azul
051 – Adoro sushi
052 – Acho a justiça brasileira uma piada de mau gosto
053 – Acho a mesma coisa da política brasileira
054 – Não me vejo morando fora do Brasil pra sempre [apesar de tudo]
055 – Nunca andei de navio
056 – Tenho ossos fortes
056 – Uso óculos
057 - Detesto visita surpresa
058 – Comecei a escrever em blogs em 2002
059 – Sou filha única
060 – Meu primeiro email foi no base mail: millenia@base.com.br
061 – Não sou consumista compulsiva
062 – Não vejo novelas
063 – Gosto de assistir ao MTV Debate
064 – Adoro músicas velhas
065 – Não quero ter filhos
066 – Sou rápida pra me arrumar
067 - Já passei mal ao comer no Mac Donalds
068 – Gosto de feijão preto
069 – Acho Natal uma data que perdeu o sentido faz tempo
070 – Tenho saudades do ICQ
071 – Não troco de celular a 4 anos
072 – Colei algumas vezes quando estava na escola
073 – Detesto papo politicamente correto
074 – Sou contra indultos de dia dos pais, mães, e etc. para presos
075 – Não jogo lixo no chão
076 – Acho a Paris Hilton feia [bonito é o dinheiro que ela tem]
077 – Gosto de sair pra dançar
078 – Não suporto axé, funk e pagode
079 – Não digo adeus duas vezes
080 – Adoro fotografias
081 - Não tenho muito jeito com crianças
082 – Sou uma pessoa muito prática
083 – Cantei uma vez em Karaokê, e não pretendo cantar novamente
084 – Tenho tendinite
085 – Amo ar-condicionado [pena que não posso ter um]
086 – Não sou de ficar puxando papo com vizinhos
087 – Adoro tomar banho de rio
088 – Adoro o sorvete de milho verde de Miguel Pereira [região serrana do RJ]
089 – Não gostei do novo sabor do sorvete de creme da Kibon
090 – Jogo Farmville no Facebook :P
091 – Me formei em Psicologia, mas não trabalho na área
092 – Já fui muito ao cinema quando mais nova, hoje quase não vou mais
093 – Já alisei os cabelos
094 – Não gosto de me bronzear
095 – Acho horário de verão uma verdadeira merda
096 – Já desperdicei meu tempo com pessoas que não mereciam
097 – Não suporto telemarketing
098 – Gosto de observar as pessoas na rua
099 – Não gosto de futebol
100 – Adoro internet

quarta-feira, setembro 01, 2010

Uma época sem cadeirinhas...

Ao ler sobre a nova lei das cadeirinhas para transporte de crianças, não tenho como não lembrar da minha infância.
Naquela época não existia muita coisa a respeito de segurança, principalmente quando o assunto eram carros. Fuscas e Brasílias faziam a festa pelas ruas. Cinto de segurança? Se nem na frente eram usados, imagina no banco de trás.
Andei no banco de trás até os 12 anos de idade. Quando comecei a andar no banco da frente, meu pai me obrigada a usar o cinto, hábito adquiri ao longo desses anos. Antes de existir lei, já andava de cinto. Isso no banco da frente, porque no de trás...
Eu ia leve e solta. Era super comum ir deitada no banco de trás do nosso fusquinha com meus cadernos, adorava pintar e escrever. E minha mãe era doida no volante, o que fazia com que os lápis caíssem toda hora no chão. Somando isso ao calçamento de paralelepípedo predominante na época, era só lápis caindo. Sobre isso tenho uma lembrança engraçada que até hoje eu caio na risada.
Estava eu, toda feliz desenhando, minha mãe dirigindo nosso fusquinha e conversando com uma amiga. Nisso, um dos lápis caiu e rolou pra baixo do banco de carona, e quando eu estiquei o braço pra pegar minha mãe fez uma curva, o que fez com que eu literalmente caísse de cabeça pra baixo e ficasse quicando com a cabeça e com as pernas pra cima. Fiquei um tempo assim até conseguir levantar e voltar pro banco, sem o lapis, e desenhar com os que tinham restado. Eu devia ter uns 5 anos. A cena deve ter sido tosca demais, pior que eu lembro disso e fico imaginando, não tem como não rir. Provavelmente perdi alguns neurônios nessa brincadeira, mas como tenho a cabeça dura, estou aqui firme e forte.
Também lembro da Belina da tia de uma amiga. Muitas vezes ela vinha buscar a gente na escola, e ia toda a criançada entulhada no bagageiro, que era enooooooooooorme!
Lembranças divertidas. Mas agora é todo mundo na cadeirinha.. Pela ''segurança das crianças''. Pequeno detalhe: no busão, no táxi, no metrô não há cadeirinhas. Pois é. E se eu quiser dar carona pra esposa to meu tio e meu priminho de 4 anos? Vou me arriscar levar uma multa? Óbvio que não, agora o guri não sai mais de carro a não ser no carro dos pais.

Para pensar....