quarta-feira, janeiro 27, 2010

Lembranças de um tempo feliz.

Eu adoro o SkyscraperCity. Sou capaz de ficar horas vasculhando centenas de fotos de várias cidades, principalmente as que eu já visitei, e/ou que tenho vontade de visitar. Um dia desses, estava de saco cheio de jogar Farmville no Facebook, não tinha ninguém de interessante no MSN, a TV só estava passando coisas chatas, e eu não estava a fim de ler. Então resolvi colocar no Google nomes de cidades do interior de São Paulo. Achei vários tópicos de fotos de Presidente Prudente e região. Fiquei muitas horas vendo aquelas fotos, relembrando da época em que eu ia pra lá,e morrendo de saudades dos ótimos tempos que eu passei durante essas viagens. Eu tenho muitas saudades dessa época. Principalmente dos primórdios, lá pra meados de 2001. Conheci muitas pessoas show de bola no IRC, e ia pra lá sempre. O mais legal dessas viagens é que nós juntávamos uma galera, e sempre nos divertíamos, mesmo que não fizéssemos nada de especial. Não tem como não sentir saudades daquela época, e desse pessoal.


Às vezes não tínhamos o que fazer, então o que inventávamos? Amigos nossos que tinham carro buscavam a gente e íamos passear por aí pra tirar fotos de tudo que via pela frente:

Grande amiga Thais. Infelizmente não está mais entre nós.

Eis que garimpando mais ainda, achei fotos de Presidente Epitácio.
Comecei a ver as fotos, e bateu mais saudades ainda de quando eu ia lá tomar banho no Rio Paraná!





No meio das fotos, achei essa aqui:

Foto retirada daqui

Esta foto me lembrou de uma situação muito engraçada. Tínhamos combinado de passar o dia lá em Presidente Epitácio tomando banho de rio. Nada melhor pra refrescar quando se está um calor desgraçado do que um bom banho de rio – confesso que curto mais do que mar. Pegamos nossas coisas, compramos uns salgadinhos, refris, e fomos rumo a Epitácio. Passamos um dia muito agradável por lá, mas como é normal durante o verão, de tarde começou a fechar o tempo e a trovejar. Saímos todos do rio, e acabamos indo parar nesse restaurante da foto. Estávamos no tal lugar, esperando o festival de raios passar, quando de repente, não sei como foi que aconteceu, um fusca que estava com a parte de trás aberta começou a pegar fogo no motor! Só sei que, dois amigos meus se desesperaram de tal maneira, que correram pro banheiro e se trancaram lá. Agora imagina a cena: dois marmanjões trancados num banheiro que mal e parcamente cabia uma pessoa só se cagando de medo de um foguinho no motor de um fusca! Por fim o fogo apagou com a chuva, e os dois ficaram lá. Só saíram quando a gente chamou e falou que tinha apagado já.
Photobucket

Situações comédia! É ótimo lembrar essas coisas! Ainda quero voltar lá.. Vamos ver quando...

*Edit*

Deixo aqui um selo comemorativo pelas 5000 visitas do blog Cor de Rosa Choque da Lídia Ferreira. Parabéns pelas 5000 visitas, que venham mais, muito mais ;). E obrigada pelo selo!


segunda-feira, janeiro 25, 2010

Comemorando o aniversário de São Paulo

Como havia dito ontem, se o tempo colaborasse, iria dar umas voltas e fotografar vacas da Cow Parade. Bom, o tempo não colaborou, mas tirei fotos mesmo assim!

Acordei de manhã, peguei o metrô pra Sé pra encontrar com as minhas amigas boias. De lá, fomos no passeio de Trolebus pelo centro de São Paulo. Passeio super agradável, com guia turístico falando sobre a história da cidade, coisa que eu amo saber! Até então estava um sol torrante e algumas poucas nuvens no céu. De lá, pegamos o metrô rumo à Paulista, passamos no Black Dog pra almoçar, e de lá decidimos ir até a Rua Oscar Freire fotografar as vacas que estavam lá. No meio do caminho, as poucas nuvens simpáticas que estavam no céu se transformaram em nuvens grossas e obviamente começaram a vir os pingos. Até então eram poucos, coisa que um guarda-chuva dava conta. Entramos no Conjunto Nacional, esperamos passar, e seguimos caminho. Quando estávamos quase chegando, a chuva apertou. Entramos em um shopping pequeno, e esperamos mais um pouco. A chuva diminuiu, e seguimos em frente. Eis que ao chegarmos na Oscar Freire, o que eram singelos pinguinhos caindo do céu se transformou em um ultra-mega-hiper pé d'água. E a rua que era asfalto virou uma cachoeira! Pior que como hoje é feriado, tudo estava fechado. Só nos restou ficarmos embaixo de uma marquise, e esperarmos a chuva passar.

Começou assim..

E foi ficando cada vez mais cheio...

Enquanto isso...

Só restava a gente ficar boiando até a chuva passar um pouco :P

Já que estávamos tão perto, esperamos a chuva parar um pouco, e fomos com guarda-chuva mesmo tirar foto das vacas. Afinal, seria sacanagem chegar tão perto e voltar com as mãos vazias pra casa né






Quero combinar com a galera de irmos em outros lugares 'visitar' as vacas, mas dessa vez eu vou de manhã. Porque esse tempo tá uma meleca. Credo, parece que colocaram uma bunda em cima de São Paulo, q não para de fazer caquinhas. Ô chuva, eu sei que você é importante, mas por favor, dê uma trégua!

Tirando o desastre chuvoso, o dia foi ótimo! Afinal de contas, hoje é o aniversário da minha cidade do coração, não poderia ficar em casa!

domingo, janeiro 24, 2010

São Paulo 456 anos

Amanhã é o aniversário de São Paulo. Se a chuva colaborar, pretendo passear amanhã com minhas amigas e tirar muitas fotos da Cow Parade! Estou empolgada! :D

Parabéns São Paulo! (adiantado)

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Leis e mais leis..

É, não tem jeito. Cada dia que passa, mais eu tenho convicção que nossa justiça falha demais. Acredito que todas as 'justiças' do mundo erram. Mas aqui se erra muito além do razoável. Não entendo certas lógicas usadas por alguns juízes por aí.

Estava navegando pelo G1, quando me deparo com a seguinte manchete: Casal perde a guarda da filha adotiva após três meses com a menina.
Ao ler isso já me deu um embrulho no estômago, e fiquei mais revoltada ainda ao ler a reportagem, que destaco certos trechos com alguns comentários feitos por mim:

...Durante três meses, a menina deixada para adoção pela mãe biológica na cidade de Jerônimo Monteiro, no Espírito Santo, ficou com o casal do Rio de Janeiro em uma casa. Eles tinham a guarda provisória da criança. Um telefonema, às vésperas do aniversário de 4 anos da garota, mudou tudo...

...“Estavam dizendo que nós teríamos que devolver nossa filha em 24 horas, se não nós seríamos presos. Falou que teve um erro, um negócio de fila, mas não explicou claramente o que foi. Eu expliquei para ela a situação: 'eu não posso levar minha filha, não posso porque a gente está fazendo uma festa para ela, a festa dela vai ser dia 7, ela faz aniversário”, lembra Cátia...

Tá. Algum juiz deu a guarda provisória da criança. Beleza! Ela estava sendo bem tratada conforme tudo indica, já estava criando vínculos com a família adotiva, o que é extremamente importante no desenvolvimento de uma criança. Aí, de repente, como se fosse um objeto qualquer, simplesmente fazem os pais devolverem a criança. Sinceramente, nem na compra de um bem qualquer - carro, imóvel, etc - tem-se o costume de fazer isso..

Continuando...

De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, o juiz anulou a guarda provisória porque, ao consultar o Cadastro Nacional de Candidatos a Adoção, encontrou casais habilitados para ficar com a criança na própria cidade.

Por coincidência, foi na semana de aniversário da menina que entrou em vigor a nova lei de adoção, que dá prioridade aos casais da mesma região da criança e exige o respeito à ordem dos candidatos na fila do cadastro nacional.

Tudo bem. Quanto à isso não discuto. Mas o que eu não posso aceitar é a interpretação fria da lei quando se envolve uma criança. Não dá. 3 meses de convivência e de repente tirar por causa de um erro, é um absurdo. Nem com animais se faz algo assim!

“A lei determina a obediência ao cadastro, mas tem algumas exceções. Esse casal tinha a guarda legal dessa criança, que foi dada pelo juiz. Se eventualmente não foi respeitada a lista, eventualmente foi indevida. Nós temos que pensar na criança. Então, se alguém agiu indevidamente, a criança não pode ser punida, não pode ser retirada do lar onde está, onde ela já se identifica como tal”, diz a especialista em direito de família Maria Berenice Dias.

Aí é que tá! Deve-se SEMPRE pensar PRIMEIRO na criança. Coisa que passou longe na cabeça desse juiz. Pra ele lei é lei e pronto, os sentimentos da criança que se danem!

A nova lei também exige que sejam tentadas todas as possibilidades de conseguir algum parente, alguém da família biológica, para ficar com a criança antes de ela ser posta para adoção.

“O espírito é primeiro buscar a família. Independente de isso eventualmente causar algum tempo de demora a mais”, afirma a conselheira do Conselho Nacional de Justiça Morgana Richa.

É algo compreensível.. Mas agora vem a parte bizarra:

O juiz do caso decidiu, então, deixar a menina com o tio da mãe biológica, até definir de quem será a guarda definitiva.

O tio conta que não tem condições de ficar com a criança. “Vou ter que pagar uma empregada para ficar com essa menina. Na minha opinião, esse casal tinha que ficar com o casal do Rio. Eles têm toda condição de tratar a criança", diz o tio e auxiliar de caminhoneiro Levi de Oliveira.

Então, a lógica é a seguinte: É preferível a criança estar com o tio, que claramente não quer cuidar dela, e só está ficando com a guarda por obrigação, do que permitir que o casal que a havia adotado antes fique com ela.

E a pergunta que não quer se calar: Dá pra levar isso a sério??

Agora eu entendo o motivo de muita gente buscar adoção internacional. Antes eu não concordava, mas pensando bem.. Mesmo tudo sendo conforme a lei, ainda corre-se o risco de perder a guarda. Diante de tudo isso, difícil não concordar com quem opta por procurar seu filho adotivo em outro país!

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Planejamento? É de comer?

É impressionante a capacidade de certas pessoas confundirem protestar com vandalizar. Até entendo a revolta de perder tudo, e acredito que protestos são sim válidos. Mas a partir do momento que o pessoal parte pro vandalismo, como vimos várias vezes por aí, sinto muito, mas perdem a razão.

Um dos maiores problemas não só de São Paulo, mas de grande parte do Brasil é a falta de planejamento no cresimento das cidades. Com raríssimas exceções, nossas cidades foram crescendo totalmente desordenadas, e sem pensar no que poderia vir. O pessoal foi chegando, invadindo, e a prefeitura legalizando. Aberrações como Jardim Romano em São Paulo são frequentes. O que mais me deixa de cara é a facilidade do povo invadir, e por fim, a prefeitura não querendo comprar briga, vai lá e legaliza tudo. Onde já se viu construir um bairro em plena várzea de um rio? O problema é que invasões tornaram-se um mercado, e muito lucrativo. O povo vai lá, invade. Tem filho igual coelho - me descupem os politicamente corretos, mas infelizmente é a realidade - e em breve, uma favelinha de 10 casas, torna-se um monstro. Aí, das duas uma: ou a prefeitura tenta tirar, e é obrigada a indenizar. Ou vai lá e legaliza tudo de qualquer maneira. Aí, quando acontece de alagar tudo permanentemente como o caso do Jardim Romano, a prefeitura é obrigada a indenizar, e achar casa pro pessoal. Tudo bem, até aí eu entendo. Só que aí vem a parte chata. Muitas dessas pessoas vendem esses imóveis e adivinha? Invadem outro lugar. E daqui há um tempo, lá vão elas ganhar mais um dinheirinho da prefeitura. Não adianta negar. Isso acontece, e muito. E se acontece é porque tem muita gente por trás ganhando dinheiro. Sem contar a facilidade de não pagar nada. Outra vez li num jornal uma invasora lá na Serra da Cantareira que soltou a seguinte frase: ''Se for pra pagar água e luz, eu não saio daqui, pois aqui tenho tudo de graça.'' Pois é, essa é a mentalidade de muita gente.
E o pior é que cada vez mais estão invadindo áreas de mananciais. E ninguém está fazendo nada. Infelizmente enquanto não levarem a sério a palavra ''planejamento'', vamos continuar sofrendo com casas alagadas, vamos continuar pagando cada vez mais impostos para sustentar todo esse pessoal que não para de invadir e ter tudo praticamente de graça. E o mercado da favelização continuará a crescer bem embaixo dos nossos narizes.

Por outro lado o governo também não faz a sua parte. Aliás, faz tempo que o governo faz a sua parte, se é que um dia já fez. Não é de interesse dos nossos governantes uma sociedade educada. Quanto mais educados são os cidadãos, menos votos vendidos. É melhor pra eles deixar o pessoal invadir, dar casa, e ficar por isso mesmo. E assim, vamos entrando num ciclo vicioso sem fim.

Aliás, desde mil novecentos e bolinha escuto falar da famosa ''revitalização do centro'', e da utilização daqueles imóveis abandonados para moradia popular. Será isso real ou ficção? Pois nunca vi nenhuma tentativa de sair do papel.

domingo, janeiro 17, 2010

Um pouquinho de história

Vasculhando pelo youtube, me deparei com esse vídeo, sobre o Arquivo Histórico de São Paulo.



Eu adoro conhecer um pouco mais da história dos lugares, é muito legal viajar no tempo vendo esses documentos antigos, fotos antigas, e tentar imaginar como era essa mega cidade há anos atrás. Vale a pena assistir a esse vídeo e voltar no tempo.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Hipocrisia humana.

Até antes de ontem, quase ninguém sabia que o Haiti existia. A maioria dos países estavam pouco se lixando pra um país miserável na América Central, com algumas poucas exceções.
Eis que a natureza resolveu castigar o já tão castigado povo daquele país, e mandou ver num terremoto de alto poder destrutivo.
E de repente todo mundo 'descobriu' o Haiti. Agora pipocam notícias a todo momento da desgraça no Haiti. Descobrem parentes até que moram no Alasca e os entrevistam, com direito a choradeira e plin plin plin no fundo.
Todo mundo se mobiliza com doações e mais doações pro povo que sofreu no terremoto. E durante semanas ouviremos falar sobre o mesmo assunto, com direito a desdobramentos dramáticos dentre outras coisas a mais.
A verdade é: o mundo caga e anda pro Haiti. E quando passar a febre, ou quando acontecer outra desgraça pra substutuir, logo logo o país será esquecido, e seu povo mais uma vez largado na miséria total, como sempre foi.
Já vimos esse filme antes não é? No Tsunami que ocorreu na Ásia há uns anos atrás, a localidade mais pobre da Indonésia, Banda Aceh, foi a mais atingida. Pois bem, lá continua uma droga até hoje. Voltando mais atrás ainda, para a década de 80. Quem nasceu antes dessa década deve lembrar do Michael Jackson reunindo todo mundo pra arrecadar dinheiro pra Etiópia com a famosa música We Are The World. Pois bem.. A Etiópia continua terra de ninguém até hoje. O povo continua miserável, e os governantes super corruptos continuam fazendo a festa por lá. Claro, praonde o dinheiro arrecadado foi? Pra eles, e o povo continua na merda.
Pra onde será que vai toda essa ajuda que estão mandando para o Haiti? Eu queria muito acreditar que vai chegar no lugar certo. Ajudar quem realmente precisa. Mas a realidade é pior, e eu tenho uma ligeira impressão que muitas das coisas não chegarão. Assim como não chegou na Etiópia. Assim como não chegou no Vale do Itajaí - muitas doações foram simplesmente roubadas, ou pior ainda, jogadas no lixo. Aliás, alguém aí ainda ouve falar de Angra dos Reis? São Luis do Paraitinga? Cunha?

É triste. É deprimente. Mas infelizmente é a realidade. O ser humano adora desgraça, mas por pouco tempo. Logo logo enjoa. Aí vem a próxima.. E assim a vida vai seguindo seu rumo, muitas vezes injustamente.

Mas no meio de tanto falso moralismo e hipocrisia, existem pessoas que fazem a diferença, como Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança. Infelizmente ela foi uma das vítimas do terremoto. Ela sim fará falta, e deixará um legado lindíssimo de serviços comunitários. Um exemplo a ser seguido. Zilda era gente que ia lá e fazia, e não ficava só na frente de uma câmera falando besteiras como a maioria dos nossos governantes - e isso vale pro mundo todo - dentre outros. Que o mundo aprenda com ela a agir, e não só ficar choramingando e correndo atrás de notícias desgraçadas.

*edit*

Esse texto aqui é muito interessante, experiência de quem está lá e está vivendo a situação.

sábado, janeiro 09, 2010

Proibir é mais fácil.

Eu particularmente detesto me bronzear. Quando vou à praia uso bloqueador FPS 60, e fico sempre embaixo do guarda-sol. Sol mesmo, só pego quando vou tomar banho de mar ou piscina. Tem gente que não suporta ficar branco, e fica horas tostando no sol. E quando chega o inverno, corre pros salões de beleza pra se bronzear artificialmente. Ou melhor, corria, pois há uns meses atrás ANVISA resolveu simplesmente proibir as câmaras de bronzeamento artificial.
Acredito que todo mundo aqui sabe que o bronzeamento artificial aumenta e muito as chances de ter câncer de pele. Assim como ficar horas torrando no sol do meio-dia. Só que o sol, a ANVISA não tem como proibir - e olha que não duvido que logo logo lancem uma proibição ridícula dessas, pelo andar da carruagem.
Se formos parar pra pensar, praticamente tudo que consumimos hoje em dia nos prejudica de alguma forma. O simples fato de sair na rua nas capitais brasileiras ,já estamos correndo riscos de termos complicações respiratórias de vários tipos devido ao número excessivo de carros que andam por aí com seus motores desregulados. Tudo bem, agora em São Paulo saiu a famosa inspeção veicular, o que eu achei uma ótima idéia. Mas como praticamente tudo que nosso governo faz, tinha que dar uma fora: somente os carros novos terão obrigatoriedade. Isto é, se eu tiver um Fusquinha 76, além de ser isenta de IPVA, não precisarei fazer nada. E continuarei por aí poluindo a torto e a direito a já tão saturada atmosfera. É o governo incentivando a gente a ter carros pré-históricos, e desestimulando quem investe em um carro novo.
E o que falar da nossa alimentação? Cheia de conservantes, corantes, tudo artificial, refrigerantes, e etc. Vamos então proibir o Mac Donalds por sua comida não ser saudável? Olha que é melhor nem dar idéia, se não daqui a pouco baixam um decreto que nos obrigará a comer só salada e carnes assadas. Com direito à um copo d'água pra acompanhar.
Mas voltando ao bronzeamento artificial: o que mais me deixa indignada, é o governo querer simplesmente se meter no que eu estou fazendo com o meu corpo. Eu tenho todo o direito de ficar torrada e pagar por isso. Desde que, claro, seja alertada dos perigos. Estando totalmente ciente, e mesmo assim querendo continuar, por que o governo tem que proibir a minha vontade? Estou prejudicando alguém? Não! É diferente do cigarro por exemplo, que ao fumar, a fumaça invade o espaço e os pulmões alheios. E apesar de apoiar a lei anti fumo paulista, sou contra a proibição de fumar propriamente dita. Desde que, claro, seja em lugares abertos. Afinal de contas, o pulmão é do cara, o dinheiro é do cara, e eu não tenho nada a ver com o que ele gasta o dito cujo.
Em vez de inventarem essas proibições ridículas, uma maneira mais eficaz de impedir câncer de pele seria a diminuição da carga tributária dos protetores solares, que pela sua carga altíssima, torna-se inacessível para a maioria da população.
Mas imagina se o governo vai perder a 'bocona' né. É mais prático proibir o tal bronzeamento artificial mesmo e ponto final.

Triste...

terça-feira, janeiro 05, 2010

Impressões de Aracaju e redondezas

Continuando a falar sobre minha viagem para Aracaju no fim do ano.

No post anterior falei sobre a minha hospedagem desastrosa. Agora é hora de falar sobre o passeio propriamente dito.

Já no primeiro dia, pegamos um chuvão master. Fizemos o city tour, mas com aquela chuva sinceramente não deu pra ver muita coisa. Paramos no mercado. Ao descer do ônibus, fomos recepcionadas por um cheiro fortíssimo de xixi. E pior, como tinha chovido, tinha poças no chão, e eu tinha minhas dúvidas se era xixi ou água da chuva. Ou os dois. E pra piorar, tinha ido de chinelo. Nem tive coragem de andar muito na rua, voltei correndo pra dentro do ônibus. Antes disso, comprei dois imãs de geladeira.
Depois de passear pela cidade com aquele tempo horroroso, a chuva parou um pouco, e fomos almoçar. Nos levaram para o Cariri, um misto de restaurante com barzinho que toca música ao vivo. Fomos bem servidos, a comida veio rápida, e estava gostosa. Até aí tudo bem. Eis que resolvemos perguntar quanto saía uma mesa para passar o reveillon. O garçom responde: R$ 500,00 uma mesa de quatro pessoas, com direito a uma Champagne. Com a ceia né. NÃO! Os 500 reais era somente pra sentar na mesa, a ceia não tava no pacote. Como assim? Exploração é pouco pra descrever isso. E como nada é perfeito, uma família que veio conosco não conseguiu almoçar, pois haviam perdido o pedido deles e ninguém sabia o que havia acontecido. É, tivemos sorte...

Depois do primeiro dia desastroso, tivemos mais sorte nos passeios seguintes. Conhecemos a praia de Mangue Seco, famosa por ser o vilarejo de Tieta. O lugar é lindíssimo! Aquelas dunas são de tirar o fôlego. A praia é deliciosa, água nem fria demais, nem quente demais, e sem aquelas ondas que te espancam. O ruim é a viagem de barco. Na ida vamos empolgados. Na volta parece uma eternidade, não chegava nunca. Mesmo assim é um lugar que eu recomendo. O atendimento é bom, a comida gostosa, o restaurante que tem lá tem estrutura, as pessoas são atenciosas, e pasmem, tem banheiros limpos! Ponto pra Mangue Seco!

Brincando com a sombra nas dunas. :D

Outro passeio que eu amei, foi na Praia do Saco. Definitivamente, aquela foi uma das mais deliciosas praias que já conheci em toda minha vida. Que água gostosa, não dava vontade de sair do mar. O lugar é lindíssimo. Mas é preciso paciência se vc quiser ser servido na beira da praia. Pois as pessoas que trabalham lá não anotam os pedidos e vivem esquecendo. Uma isca de peixe demorou uma hora e meia - eu cronometrei - , e uma cerveja levou meia hora. Isso que chamamos o rapaz várias vezes, e ele com a cara mais viajona do mundo: ''ah!! a cerveja!''. Hilário!

Também curti bastante a viagem para os Canyons do Xingó. Aquilo é uma obra de arte da natureza (com uma mãozinha do ser humano) que não tem nem palavras pra descrever. A viagem é extremamente cansativa, pois atravessamos o sertão do Sergipe pra chegar lá, mas vale a pena. No link postado tem várias fotos, cliquem e contemplem. Ao vivo é mais lindo ainda!

E o que eu achei de Aracaju propriamente dita? No dia do city tour nem vi muita coisa direito por causa da chuva, mas nas outras vezes que saímos, tive a oportunidade de ter uma visão melhor. A cidade me pareceu bem tranquila. Eu achei que não tem cara de capital. É planejada, e a orla é muito bonita. Pena que o mar recuou, e recuou muito. Então, pra chegar lá tem que andar um bocado. Agora vem a primeira pérola da viagem: A guia, totalmente viajando na maionese simplesmente falou que o mar recuou por que as geleiras estão derretendo (!!!).

As praias de Aracaju, pelo menos as que eu passei por elas me pareceram praias comuns, dessas que a gente vê em várias cidades litorâneas do Brasil. A última que fomos, Pirambu, o mar era ruim pra tomar banho. Cheia de bancos de areia, e com muitas ondas fortes. Entrei rapidinho e saí correndo. E no último dia de viagem, descobri um termo muito interessante. ''Cheiro de pombo''. A guia começou a sacudir os braços igual que tivesse abanando asas e me solta essa pérola: ''Então, eu vou lá pra frente, sabe como é que é né, tô com cheiro de pombo''. Bom, eu nunca cheirei um pombo pra saber se tem cheiro de suvaco, mas sei lá né.. Sei que rendeu boas risadas!

Agora vem a parte chata: o despreparo das pessoas para atender turistas. Começando pela Nativa Turismo, receptivo da CVC lá. Quando ligamos pra gerente para reclamarmos dos problemas pelos quais estávamos passando, ela foi ríspida, disse que o problema não era dela, que ela não tinha nada a ver com isso, e que nós que tínhamos que ter visto tudo isso em São Paulo. A impressão que deu é que estávamos incomodando o descanso dela - mesmo sendo um dia útil. Os guias não parecem ser profissionais, fazem muita coisa no improviso, o que muitas vezes acaba sendo constrangedor. E os preços tanto dos passeios quanto dos serviços são caros (vide Cariri querendo cobrar 500 reais somente pra sentar na mesa). A impressão que eu tive é que por ser um destino turístico mais recente, eles querem ganhar dinheiro logo. Só que não é assim. Primeiro deve-se investir, e o dinheiro virá como consequência disso. Voltaria lá? Não sei. Não vou dizer nunca, mas talvez quando tudo estiver mais estruturado, incluindo aí a rede hoteleira, quem sabe?

domingo, janeiro 03, 2010

A saga do hotel 3 estrelas cadentes

Olá pessoal!

Finalmente estou em casa. No conforto da minha cama, do meu chuveiro, do meu ventilador, e matando saudades dos meus filhinhos peludos.
Nunca em toda minha vida fiquei tão feliz em chegar em casa. De todas as viagens que eu fiz, essa foi de longe a pior hospedagem que eu fiquei. Na minha viagem anterior, elogiei o hotel que fiquei em Foz do Iguaçu. Eu sou assim, quando gosto, faço questão de elogiar, mas quando detesto, faço questão de falar mal. Não é questão de gosto, afinal de contas isso ninguém discute, mas sim de coisas básicas que esperamos em qualquer estabelecimento, seja humilde, seja chique, seja mais ou menos, como limpeza e bom atendimento. Coisas que de longe faltaram nessa minha estadia.
Por onde eu começo? Vamos tentar começando com o perfil no orkut do Hotel 3 estrelas cadentes Parque das Águas, em que eu fiquei hospedada por 7 intermináveis dias em Aracaju.

Vamos aos comentários:

O Hotel Parque das Águas
dispõe de:
piscina semi-olímpica, com toboágua

A piscina estava imunda por falta de produto de limpeza - isso quem falou foi um dos próprios funcionários do hotel. É uma piscina daquelas antigonas, de azulejo, e o toboágua é minúsculo.

parque infantil,

Um parque minúsculo, e no SOL! Acho que todo mundo aqui sabe que Aracaju faz um calor desgraçado, agora me diz, que pai ou mãe em sã consciência vai deixar o filho brincando ali num solão ferrado, e com a piscina do lado suja?

quartos em chalé, com ar-condicionado, frigobar,
TV a cabo, cofres individuais,

O Ar condicionado é daqueles velhões, que não dá vazão. Frigobar OK, tava normal, gelava bem, quanto a isso não posso falar. Quanto à TV a cabo, tirem suas próprias conclusões:



Eu havia desconfiado que aquilo não era TV a cabo, primeiro porque só pegava 4 canais, com uma imagem horrorosa, segundo pelo barulhinho típico de antena externa, já usei uma, e sei como é que é. Até que quando voltei da virada do ano, e fui até o quarto de uma moça que passou com a gente. Quando olhei pra cima, descobri a pólvora! Dei de cara com a baita antenona externa ali boiando.
Ah, e tem mais um detalhe: Os botões da TV foram arrancados. Sabe lá Deus o motivo disso, visto que nem os funcionários sabiam responder:



Isto é: além de darem um controle remoto que não funcionava, e só dar ocupado na portaria, tive que sair pra ir lá buscar outro controle, visto que os botões foram arrancados.

O cofre era assim:



Detalhe: ele era SOLTO!

Internet (wireless)

Quanto a isso, também não posso reclamar, aliás, graças a Deus, foi o que me salvou do tédio completo de ficar trancada em um quarto cujo ar-condicionado fazia mais barulho do que gelava, com 4 canais de TV e imagem péssima e ainda por cima com uma janela sem vidro:



business center,

Uma sala minúscula com 3 computadores velhos, sendo que um estava pifado. Ah sim, o ar-condicionado também fazia mais barulho do que gelava.

estacionamento privado, restaurante internacional

Pausa para o ''restaurante internacional'':

Deve ser o restaurante internacional das moscas. Pois era todo aberto, com uns ventiladores de teto que nem ventilava direito, e cheio de moscas! E pior, no café da manhã, os frios ficavam lá, sem refrigeração nenhuma, o que me fez comer um pedaço de mortadela estragada. Obviamente cuspi no prato aquele treco horrível - eu sei que é nojento isso, mas ou eu cuspia, ou comia e teria um belíssimo piriri já no primeiro dia de viagem. A água que serviam era água de torneira, com um gosto horrível. Pelo menos o café era bom. O cardápio mesmo, se limitava a alguns poucos pratos e só. Variedade não tinha nenhuma. Se isso é restaurante internacional, então eu preciso rever meus conceitos.
Abro um parênteses aqui para as funcionárias do restaurante, que mesmo com todas as dificuldades, eram sempre prestativas e simpáticas. Ponto pra elas.
Claro que foi reclamado sobre a comida estragada. Acredito que qualquer gerente sério iria na cozinha verificar e pedir mais cuidado. Mas o digníssimo gerente do hotel saiu perguntando pra todo mundo se tinha comida estragada! Que atitude é essa de alguém que se diz profissional?

e room service 24horas,

Nem tentei usar, visto que todas as vezes que tentei ligar pra recepção, ou ninguém atendia, ou só dava ocupado.

sala de convenções,

ã?

salão de jogos, fitness center...

Tchananan!!!! ISSO aqui é o ''fitness center''



Photobucket

Acho que nem preciso comentar sobre isso né.

Já no primeiro dia, tinha uma barata morta na frente do nosso quarto. Minha mãe, que tem pavor de baratas pediu pro funcionário tirar a barata dali. No dia seguinte, a mesma estava lá, toda esmigalhada no mesmo lugarzinho.
À noite tivemos uma experiência muito emocionante. Quando resolvemos sair do quarto pra jantar, acabou a luz. Jantamos a luz de velas! Olha só que legal! Voltamos pro quarto, algumas coisas estavam funcionando, como a TV e o nosso ar-condicionado tec tec tec. Só que o tédio estava tão grande, que abri a janela e fiquei olhando pra fora, boiando. Nisso, escuto um estrondo enorme vindo de um quarto em frente, e de repente uma mulher sai correndo e berrando. Pensei.. Será que jogaram uma bomba no hotel? Não era bomba, e sim o ar-condicionado do quarto que simplesmente explodiu!
Já no primeiro dia eu pensei.. ''Isso aqui não vai dar certo''.
Nos dias seguintes, ficávamos só ouvindo as reclamações do pessoal. Era algo unânime. Aos poucos fomos descobrindo mais coisas que aconteciam. Em outro quarto o chuveiro, que era elétrico, despencou um pedaço na cabeça da mulher que tava tomando banho. E depois, saiu um mega faiscão!



Imaginem vocês tomando banho neste chuveiro lindíssimo, e de repente cai um pedaço em cima de você. Aliás, comigo aconteceu algo menos trágico, queimou a resistência. Isso no segundo dia de hospedagem.

Os lençóis eram super encardidos. E pior, não trocavam! Nem as toalhas. Tudo bem que existe um código no qual deixar toalhas penduradas significa que não queremos que elas sejam trocadas. Mas roupa de cama sinceramente nunca vi ter que jogar no chão pra trocar. Sabe Deus se aquela roupa de cama não era do hóspede anterior, pois estava bem encardida! O chão do quarto era melado. Tinha que andar sempre de chinelo, se não o pé ficava sujo. Aquilo era sujeira de tempos, não de um dia só. E esse papel ficou ali embaixo da cama da minha mãe por dias seguidos, até ela avisar pra tirar:



Nós deixamos de propósito pra ver se tiravam, mas que nada. Isso tudo me fez tirar a conclusão de que as camareiras simplesmente entravam no quarto pra arrumar a cama e o banheiro. Limpar que é bom nada.

Diante de todas essas experiências, só posso dizer que o Hotel Parque das Águas é uma enganação. Isso é feio, muito feio. Cabe a pessoas que caíram nessa roubada espalhar por aí. Pelo menos se alguém decidir ir pra lá, sabe exatamente praonde está indo. Afinal, o que nos venderam era, segundo o voucher da CVC, um ''hotel standard duplo LUXO''. Acho que sem querer trocaram a letra I pela letra U.
Fica dado o alerta.

E o que eu achei de Aracaju? Bom, isso fica pro próximo post, pois esse já está bem grandinho...

Cenas do próximo capítulo em breve!

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Eu quero minha casa!!!

Nossa... Hoje volto pra casa.. Graças a Deus levei meu computador! Foi o que me salvou um pouco desse hotel horroroso que se chama Parque das Águas.
Só sei de uma coisa: Não volto mais aqui. E quem avisa amigo é, então... Quem vier para Aracaju, FUJA desse hotel de merda. FUJA mesmo, porque isso aqui é pura propaganda enganosa.
Assim que eu chegar, vou postar detalhadamente tudo que eu passei nesse hotel ''três estrelas cadentes''. Com direito a fotos. Pra desmentir aquela mentira que eles botam no site deles.
Aguardem.

Ah sim.. Feliz Ano Novo pra todo mundo!