domingo, agosto 28, 2011

Patrulha pra lá de chata!

Estava lendo um fórum de discussões por essa internet afora, eis que me deparo com uma situação bizarra: uma pessoa foi cair na besteira de falar que não gostava da Bahia. Nossa!! Que blasfêmia! Não gostar da Bahia! Que preconceito bobo, que xenofobia! Ooops, peraí.. Xenofobia?

Xenofobia de acordo com a Wikipédia é:

Xenofobia (do grego ξένος, translit. xénos: "estrangeiro"; e φόβος, translit. phóbos: "medo."[1]) é o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros,[2] a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que vêm de fora do seu país.

Ou seja, não entendo como não gostar de uma localidade pode ser encarado como xenofobia.

Só sei que essa patrulha do politicamente correto encheu o saco. Antes que venham as pedras, já adianto: sou totalmente contra qualquer cidadão ter os seus direitos tolhidos por qualquer motivo, seja orientação sexual, origem, cor da pele, ou qualquer outra coisa. Mas daí a ter que ficar vigiando tudo que se fala, sinceramente, é paranóia. Somos humanos, temos nossos gostos. E temos o direito de gostar ou não de qualquer coisa.

Não é segredo pra ninguém o fato de eu amar São Paulo. Mas não me ofendo quando falam que não gostam daqui. Afinal, as pessoas tem o direito de achar São Paulo uma merda. Assim como eu tenho direito de achar qualquer localidade uma merda também. Isso não quer dizer que vou sair por aí pregando ódio a pessoas dos tais lugares. São coisas extremamente distintas. [A única coisa que eu acho ridículo é cuspir no prato que comeu, e aqui em Sampa tá cheio de gente assim, mas isso é assunto pra outro post.]

Quem diz que gosta de tudo está mentindo. Quem diz que é 100% livre de preconceitos também está mentindo. Afinal, somos humanos, temos nossa vivência, e nossos motivos, por mais idiotas que possam parecer. O que não pode é causar danos a terceiros por causa disso.

Chega dessa patrulha ridícula! Temos o direito sim de não gostar de qualquer lugar que existe, e essas acusações de xenofobia beiram ao ridículo! Aliás, nos dias de hoje as palavras xenofobia e preconceito estão pra lá de banalizadas. É fogo!

domingo, agosto 21, 2011

As voltas que a vida dá.

Meu pai adorava livros. Tanto que tínhamos uma biblioteca em casa. Eu cresci na biblioteca, e consequentemente fui me apegando aos livros também. Desde cedo fui incentivada a ler, desde gibis até livros infantis, até crescer e me interessar por vários outros assuntos.
E assim a vida foi seguindo. Meu pai faleceu em 2007, e por falta de espaço, tivemos que doar a biblioteca que tínhamos em casa. Infelizmente não tínhamos condições de comprar uma casa grande aqui em São Paulo para abrigar aquele mundo de livros. Somente guardei alguns de maior interesse.
Nos mudamos para São Paulo em 2008, e eu comecei a prestar concursos. Fiz várias provas, e uma delas foi para Técnico para assuntos administrativos na USP. Apesar de ter me matado de estudar, a prova de matemática foi aquele desastre [sim, eu não curto matemática mesmo, tentei gostar, mas não adianta], e achei que nem tinha passado. Quando saiu o resultado, veio a minha surpresa: passei! Não numa colocação ótima, fiquei em 633. Mas, de 3 mil e poucas pessoas que se inscreveram, eu consegui ser aprovada, o que era algo fantástico pra quem achou que não tinha conseguido.
O tempo foi passando, a lista andando bem devagar, e eu já achando que não iria ser convocada, eis que... No final de julho veio a convocação! Depois de 2 anos estudando, prestando trocentas provas, já não aguentando mais nem ver livro de concurso na frente... Finalmente fui convocada!
Quanto ao cargo, por ser algo bem genérico, eu estava ciente de que poderia ser mandada para qualquer lugar de qualquer campi da USP. Acabei sendo chamada para trabalhar na Politécnica. E quando cheguei lá para a entrega dos documentos, eis que veio a surpresa: o local de trabalho seria em uma.. biblioteca! Ironia do destino? Seja lá o que for, sei que estou gostando muito.
Agora quero dar um bom tempo de concursos e curtir essa nova fase da minha vida. Além de ganhar o meu dinheiro, estou trabalhando em um ambiente que gosto muito! Não poderia estar mais feliz!

sábado, agosto 13, 2011

Um Estado falido.

E o nosso Estado fez mais uma vítima: Patrícia Acioli. Ela foi executada na porta de casa quando chegava do trabalho. Patrícia morreu porque trabalhava como deveria. Ou seja, colocava na cadeia quem deveria ir. Desde policiais corruptos, traficantes, dentre outros bandidos pra lá de perigosos.
Infelizmente ela mexeu com tanta gente perigosa, que misteriosamente sua escolta foi retirada. Ou seja, em vez de ser valorizada por fazer seu trabalho direito, foi punida. Assim como muitas pessoas honestas no Brasil. Quem é honesto neste país sempre é punido de algum jeito. Se você tenta resolver as coisas da maneira honesta, pode esperar! Se você conseguir, parabéns, pois é difícil!
Uma pessoa honesta para conseguir abrir uma conta no banco, tem que levar trocentos documentos. E dependendo de como for, ainda tem que providenciar outros, pra provar que é você mesmo. Um bandido vai no banco, abre uma conta em nome de terceiros e pega até empréstimo.
Muitos cartórios pedem propina para 'agilizar' serviços que deveriam ser gratuitos para a população.
Concessionárias de automóveis vendem carros que estão alienados. Dão esse golpe por anos seguidos, e quando a coisa estoura, simplesmente muda de bandeira, e deixa seus ex-clientes na mão. Os clientes que querem resolver tudo na honestidade claro, pois os trambiqueiros com certeza já resolveram.
E assim, o cidadão honesto está cada vez mais encurralado. Comerciantes são vítimas de crianças bandidas, pois os irresponsáveis dos pais jogam filhos no mundo igual rato, e não estão nem aí pra cuidar. Por outro lado, o governo está mais preocupado em construir estádio para a Copa do Mundo. E as crianças? Bem, as crianças provavelmente terão uma vida breve, pois desde muito cedo todas as suas oportunidades na vida foram tolhidas. Tanto pelos pais irresponsáveis, quanto pelo Estado.
Cidadãos honestos também estão proibidos de usarem celulares dentro de agências bancárias. Pra quê? Para evitar a 'saidinha do banco'. Mas os bandidos com certeza continuarão cometendo a 'saidinha do banco'. Eles darão outro jeito. E caso eu precise ligar pra alguém para conferir algum dado, terei de sair da agência. E me arriscar a ser assaltada lá fora, claro.
O cidadão honesto é obrigado a fazer cursinhos idiotas de direção defensiva, mesmo que nunca tenham se envolvido em algum acidente de trânsito. Enquanto isso, motoristas bêbados continuam matando, e nem sua CNH é apreendida. Preso? Imagina, aí é pedir demais!
Nossa Constituição é considerada uma das mais completas do mundo. Infelizmente, só no papel. Nada daquilo funciona. O Estado não garante absolutamente nada. Pagamos impostos para financiar o crime organizado, a roubalheira, o dinheiro na cueca, as mordomias dos políticos. Enquanto isso, juízes como Patrícia Acioli ficam sem escolta. Por incomodar os grandões. Por ser honesta e acreditar na justiça falida deste Brasil.
O assassinato de Patrícia foi o auge da falência do Estado. Falência das nossas instituições. Falência da nossa Constituição. Falência total! Será que tem jeito? Tenho medo do futuro do Brasil.

domingo, agosto 07, 2011

Pagando para ser mal atendido.

Não é preciso dizer que os teleatendimentos, pelo menos no Brasil, na sua maioria, são péssimos. Na hora de vender algo até funciona, mas na hora de cancelar qualquer serviço, ou resolver pepinos, é pior do que parto com fórceps. O que consolava um pouco era o fato dessas ligações serem gratuitas até pouco tempo atrás. Sim, elas continuam gratuitas para grande parte do Brasil, mas para quem mora em São Paulo e no Rio de Janeiro além de sermos mal atendidos como todo teleatendimento que se preze, ainda vem com um plus: temos que pagar as ligações. Sim, não podemos mais discar para aquele 0800. Agora temos que discar para um 4004 qualquer, que é pago. Ou então para um número de telefone comum, igualmente pago. Ou seja, além de sermos tratados igual lixo, temos que pagar as ligações. Será que as empresas acham que quem mora nessas duas cidades é milionário a ponto de querer desperdiçar dinheiro em ligações pra lá de tenebrosas? Ou é mais um 'jeitinho brasileiro' para as teles arrancarem dinheiro da gente?

quarta-feira, agosto 03, 2011

Momentos reflexivos...

Eu tenho um pequeno defeito. Ser quieta. Desde criança sempre fui quietinha, mesmo quando estava com raiva, braba, chateada ou triste. Ou até mesmo quando estava feliz. É, bizarro, mas muitas felicidades eu não compartilhei com ninguém, somente com meus cadernos de anotações, que hoje me arrependo de tê-los queimado antes da mudança. Seria interessante ler aquilo tudo de novo e refletir..

Muitos dizem que devemos falar o que estamos pensando ou sentindo, mas eu acho que nem tudo que pensamos/sentimos deve ser falado. E eu tenho horror de pensar que posso incomodar as pessoas, aí me calo.

O problema é quando eu, com essa minha mania de não falar, de não querer ser inconveniente, acabo deixando pra lá coisas que queria fazer. Já melhorei bastante, e sei que tenho que melhorar mais ainda. Quem sabe um dia eu não alcance o meio-termo? Nem falar demais, nem ficar quieta demais...

É uma eterna luta contra uma característica que está tão enraizada em mim...

terça-feira, agosto 02, 2011

Quando a gente não quer...

Eu queria muito saber a lógica das operadoras de cartões de crédito. Não entendo a insistência de oferecer cartões para quem não quer, e quem quer, e tem como comprovar renda, eles simplesmente viram as costas.

Tenho uma amiga que tem renda, carteira assinada, tudo comprovadinho, certinho. Tentou fazer um determinado cartão de crédito, e até agora pelo que me consta, nem sinal de vida. Levou uma esnobada na cara.

Já a minha mãe, recebeu duas cartinhas da mesma operadora oferecendo o tal ''cartão platinum (!!!), com várias vantagens. Detalhe: minha mãe é pensionista do INSS, ou seja, está longe de ganhar uma fortuna por mês. A rigor, nem teria renda suficiente para obter o tal cartão. Enfim, foi a segunda cartinha para o lixo. Já temos o nosso cartão de crédito, não precisamos de mais um.

E então, qual é a lógica disso? Se é que tem alguma.