quarta-feira, março 31, 2010

Tudo descartável...

Há tempos que venho percebendo a qualidade das coisas caindo, com o intuito de fazer com que sejamos obrigados a consumir cada vez mais.
Lembro-me de que há anos atrás, as pessoas compravam as coisas com o intuito de usar até acabar. Isto é, o produto duraria por anos seguidos, fazendo com que não precisássemos nos preocupar em comprar outro tão cedo. Era assim com eletrodomésticos, móveis, carros, etc etc etc..
O tempo foi passando, e a sociedade foi se tornando cada vez mais consumista. Comprar um objeto com durabilidade maior já não é o objetivo, e sim renovar cada vez mais. Com isso, temos a aberração de compradores compulsivos, que mesmo com a TV de LCD novinha funcionando na sala, compra uma nova por causa de um detalhezinho a mais no novo modelo.

Mas aí é fácil, é só não comprar e fica tudo legal. Pois é, seria... Se tivéssemos escolha. O problema é que os produtos são propositalmente feitos para durar menos, praticamente nos obrigando a comprar um produto novo, pois nem peças se fabricam mais para os modelos antigos - antigo leia-se de um ano atrás.
Um exemplo meio banal, mas que ilustra bem isso: chuveiro elétrico. Quando nos mudamos da casa alugada em que morávamos, para nossa primeira casa própria - isso em 1983, os banheiros já tinham chuveiros elétricos, e foram esses que usamos por anos. O do meu banheiro durou aproximadamente 20 anos, queimou a resistência uma vez somente, foi trocada e pronto. Quando minha mãe reformou o banheiro que ela e meu pai usava, trocou o chuveiro por um Thermo System. Chuveiro maravilhoso diga-se de passagem mas.. Nem um ano depois, quemou a resistência. Aí é que vem a parte mais bizarra: aquele modelo de resistência não vendia mais, pois o chuveiro era um modelo antigo (sim, nem um ano depois e já era antigo). Complicado...

Outro exemplo que ocorreu comigo foi o nosso aspirador de pó. Usamos ele 4 vezes no máximo, pois nosso apartamento não tem carpete. E a mangueira já quebrou! 4 vezes de uso só! Absurdo.

E quanto aos móveis? Foi-se o tempo que eram vendidos móveis realmente de qualidade. Hoje em dia é madeira de qualidade duvidosa, e os poucos que são feitos com madeira boa são caríssimos, o que faz com que só quem é praticamente milionário possa comprar. Nos resta esses móveis feitos de resto de madeira. E caros!

Quando nos mudamos de Blumenau pra São Paulo, não pudemos ficar com nossos móveis por problema de espaço. Morávamos em uma casa enorme, e viemos para um apartamento de 75 m². Então resolvemos fazer móveis planejados, para aproveitar o pouco espaço da melhor maneira possível. Resolvemos fazer com a Dellano nossos móveis da sala, já que sempre ouvi falar bem sobre eles.
Atendimento ótimo, pontualidade ótima, funcionários super prestativos. Não tenho queixas quanto a eles.
O problema é que.. Nossos móveis foram montados em Dezembro. E exatamente hoje, dia 31 de Março, isto é, nem 4 meses depois..



Simplesmente QUEBROU! A sorte é que quebrou enquanto minha mãe estava perto, se não nossa Televisão ia se espatifar com tudo no chão.



Olhem só como pode. Simplesmente soltou do móvel. Isso que nem usávamos essas rodinhas pra virar o móvel. E a TV não é tão pesada assim, é uma TV normal de 20 polegadas.

Eu não me conformo em pagar caro por um móvel em que dure apenas 3 meses. E sinceramente, fiquei cabreira com o resto do mesmo, será que ele vai durar? Será que não vou acordar de madrugada com ele despencando na sala? Como eu vou confiar?
E pra completar a 'alegria', é véspera de feriado, e pior, vou viajar segunda e só volto sexta... Vou ficar com o móvel despencado esse tempo todo.. Frustrante!

Que saudades da época em que as coisas eram feitas para durar...

sábado, março 27, 2010

Vergonha alheia

Foto retirada do G1

Ao observar essa foto, vocês imaginam que essa multidão está em:

a) Micareta
b) Show de alguma banda pop por aí
c) Rave
d) Partida de futebol
e) Julgamento do casal Nardoni

Pois é. Infelizmente a letra 'e' é a correta.

Eu não consigo entender essa euforia, essa loucura, essa comemoração ridícula com direito a fogos em frente do fórum (!!!!). Só faltou colocar um trio elétrico e todo mundo sair dançando rebolation.

Enquanto esse circo todo era armado, o julgamento dos assassinos do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho começou na quinta, praticamente escondido no meio de tanta palhaçada. Esse jornalista foi assassinado por policiais militares por ter publicado reportagens sobre a podridão e corrupção que ocorria no município de Porto Ferreira. Alguém lembra dessa história? Um crime tão bárbaro quanto o assassinato de Isabella. Mas esse aí não teve estardalhaço na mídia. Não teve comoção popular. O julgamento ocorreu sem nem uma nota sequer nos telejornais. Ah sim, só pra ficar sabendo, os réus foram condenados.

Crimes ocorrem todos os dias, infelizmente. Muitas crianças morrem espancadas, violentadas, e ninguém nem ouve falar. Várias pessoas tem sua vida ceifada por motivos fúteis, mas ninguém se revolta mais. Mas o povo precisa de alguém pra cristo pra aparecer. E os 'cristos' da história foram os Nardoni.

Mas acabou. O circo acabou. O casal foi condenado, e agora provavelmente a programação vai voltar ao normal. Aé o próximo 'cristo'.. E assim caminha a humanidade...

sexta-feira, março 26, 2010

Da série propagandas não tão verdadeiras assim

Há tempos estava planejando confrontar algumas propagandas que passam na TV com a realidade. Depois que houve aquele furdunço todo da proibição do comercial da cerveja Devassa - o que eu particularmente achei ridículo, resolvi prestar mais atenção ainda em vários comerciais dos mais diversos produtos que não condizem com a realidade, mas esses continuam aí passando toda hora na TV.

Resolvi começar essa série com os Correios.

A propaganda: (linda por sinal, tenho que reconhecer)



A realidade: (não tão linda assim)

Atraso das correspondências afeta Norte e Nordeste

Um problema que está afetando milhões de brasileiros, principalmente nas regiões Norte e Nordeste: o atraso na entrega de correspondências.

(...)

Para não receber as correspondências com atraso, os moradores de Marechal Deodoro, a 25 quilômetros de Maceió, é que têm de ir à agência dos Correios. Há quatro meses tem sido assim.

(...)




Carteiro sai de férias e moradores reclamam de atraso de correspondência



Correios atrasam correspondências em todo país



E o que pode se dizer sobre a dificuldade dos aposentatos do interior do Amazonas?

Idosos no interior do Amazonas sofrem para receber aposentadoria



''São R$ 80 para ir e R$ 80 para voltar. Para retirar o beneficio de R$ 465 no banco, Jovino vai gastar, portanto, R$ 160 de passagem, sem contar os descontos e despesas de viagem. Sobram R$ 305 para passar o mês. Ele economiza na comida para evitar mais prejuízo: “Trouxe a comida de casa. É farinha com água. Quando encontro comida, como”.

E o que dizem os Correios?

Os Correios, por sua vez, informaram que não há previsão de expansão do atendimento até o distrito de Pari-Cachoeira.

Pois é...

quinta-feira, março 25, 2010

Quero esse rádio-relógio!

Faz tempo que assisto à essa propaganda na TV, e não me canso de assistí-la. Não tanto pelo carro, que é legal, não dá pra negar. Mas sim pelo rádio-relógio que mostra no começo:



Toda vez que passa esse comercial na TV eu falo a mesma coisa: ''Ainda comprarei um rádio-relógio igual a esse''. Só que... ONDE?

Será que alguém sabe em que local eu posso achar um? Será que tem a venda por aí? Alguma luz?

Enquanto não consigo - se é que conseguirei um dia - ficarei babando no comercial...

domingo, março 21, 2010

A culpa é da vítima?

Acredito que praticamente todo mundo que liga a TV pelo menos uma vez por dia, ou acessa internet com a mesma frequência ficou sabendo da morte do cartunista Glauco. É claro que algo desse porte provoca uma comoção nacional, e surgem as mais diversas teorias, das mais plausíveis até as mais bizarras. Tem também as desculpas esfarrapadas, e é exatamente isso que mais me irrita. A tentativa de culpar a vítima por ter sido covardemente assassinada por um drogado que é, ou se faz de maluco pra se safar.
Não vou aqui tecer comentários sobre o estado psíquico de Cadu, visto que nem o conheço. Mas o que eu percebi até agora é uma clara tentativa de culpar Glauco e a seita do daime pelo seu assassinato. Ou seja, supostamente o assassino piorou depois de tomar o famoso chá alucinógeno usado nos cultos de tal seita.
Eu me questiono se esse rapaz é tão 'doido' assim como andam falando por aí. Na minha humilde opinião, ele é um sociopata, capaz de maquinar tudo, inclusive as falas sem nexo.
O que quase ninguém fala é que o dito cujo tem problemas com dependência de drogas há tempos. Que não estudava nem trabalhava, e traficava drogas pro seu sustento. E covenhamos, comprar uma arma com intuito de 'sequestrar' quem quer que seja não é algo que alguém em surto faria. Quem surta perde a razão. Faz as cagadas sem pensar, e não maquina tudo direitinho como ele fez. Inclusive as supostas ligações pra polícia no dia do crime. Tudo maquinado milimetricamente.
É claro que isso é uma opinião particular minha. O ideal seria uma avaliação psiquátrica séria, pra tirar todas as dúvidas sobre isso. E principalmente, parar com essa palhaçada de tentar culpar daime, Glauco ou Raoni.

Agora pararam um pouco de falar no assunto pra voltar ao circo do julgamento dos Nardoni. Tá aí outro caso que me deixou enojada. Uma criança foi covardemente assassinada, como muitas pelo Brasil afora (e que ficam sem solução). Durante as investigações, a mídia carniceira fez a festa. E agora vem a segunda parte do circo: o julgamento. Se eles são culpados? Eu acredito que sim. Mas isso é opinião particular minha. Esse crime, como todos os outros que ocorrem, deveria ter sido investigado seriamente, e o que eu vi foi uma guerra de egos entre investigadores, promotoria, advogados, legistas duvidosos dentre outras aberrações a mais. Um show de horrores. Vamos ver o andar da carruagem agora..

sexta-feira, março 19, 2010

Guloseimas e saudades

Estava relembrando das minhas viagens pra Presidente Prudente, e não pude deixar de lembrar da Tubaína Funada.



Sempre que ia visitar a galera por aquelas bandas, tomava a tal Tubaína Funada, um refrigerante local de guaraná que é uma delícia. Nunca vi pra vender aqui em Sampa, se por acaso alguém que more por aqui achar me avise, pois estou com uma vontade de tomar esse refri ...

Outra coisa que eu sinto saudades e adoraria achar pra comprar novamente são os guarda-chuvinhas de chocolate!



Gente, esses guarda-chuvinhas marcaram minha infância.. Praticamente todo dia que minha mãe ia na padaria ela trazia uns pra mim! O chocolate era bem reba, mas era delicioso! rs.. Alguém aí sabe se isso continua vendendo?

Bom, já que não tem o guarda-chuva de chocolate nem a tubaína, vou de chocolate da Hershey's e um copo de Coca-Cola.

Bom fim de semana a todos!

segunda-feira, março 15, 2010

Obesidade infantil. Como lidar com isso?

Ouve-se falar muito em obesidade hoje em dia. Muito mais do que há alguns poucos anos atrás, e isso inclui obesidade infantil. As escolas estão cada vez mais restritivas quanto ao lanche que as crianças levam. Enfim, criou-se todo um 'pânico' a respeito disso.
Claro que a obesidade é algo que preocupa, principalmente a infantil. Criança obesa, adulto obeso, e a saúde vai embora rapidinho. E é óbvio que a alimentação influencia e muito nisso, não tem como negar.

Mas não posso deixar de lembrar da minha infância. Começando pela pré-escola, onde era comum festejar aniversários, cujas festinhas eram regadas a bolo, brigadeiro e refrigerante. Entrei na primeira série em 1983, e na escola onde eu estudava tinha de tudo pra comprar, inclusive picolés da Gelato (aiiii saudades!). Tinha pastel, cachorro-quente, coxinha, risóles, dentre outras comidas não tão politicamente corretas assim para se vender em uma escola. Ah, e tinham balas também.

Em casa era comum fazermos brigadeiro, e comer de colher. Coca-Cola nunca faltou, minha mãe fazia nega-maluca quase toda semana. E os doces de leite que minha avó fazia? Era a coisa mais maravilhosa do mundo!

Voltando mais no tempo ainda, minha mãe conta que era muito comum ter doces de sobremesa, e todos feitos em casa, nada dessa de comprar bolo pronto no supermercado.

E sabe o que é mais curioso disso tudo? Obesidade infantil era coisa raríssima. Na minha escola dava pra contar no dedo as pouquíssimas crianças obesas. Éramos todos magrelos, mesmo comendo risóles, coxinha e picolé no recreio. Aí é que entra o outro detalhe, que muita gente não fala. Do que nós brincávamos naquela época?

Brincávamos de pegar. Era uma correria no recreio, que voltávamos todos suados pra sala de aula. Brincávamos de esconde-esconde, amarelinha, coreografias, dentre outras brincadeiras que exigia esforço físico. Onde eu morava, todo fim de semana saía pra brincar com a criançada da rua. Por morar em uma ladeira, era uma correria pra cima e pra baixo o dia inteiro. Brincava na areia, brincava de rolar na grama.
E do que as crianças brincam hoje? Vídeo-game. Computador. Jogos virtuais. Sentadas. Paradas. Mas continuam comendo todas as besteiras que nós comíamos quando éramos crianças. É óbvio que elas vão engordar. É óbvio que elas vão desenvolver doenças por causa da obesidade cada vez mais cedo.

Não adianta somente tirar a bolacha recheada da criança durante o lanche dela. Acho louvável o tema educação alimentar no currículo escolar, seria mais interessante ainda botar essa criançada pra correr, brincar, pular, enfim, gastar energia. Só assim a obesidade infantil poderá ser combatida com mais rigor.

domingo, março 14, 2010

Paranapiacaba: O retrato do descaso com parte de nossa história.

Sempre curti ir para Paranapiacaba. A vila, distrito do município de André é um local que respira história. Surgiu como centro de controle para os funcionários da São Paulo Railway, compania inglesa cuja estrada de ferro possibilitava o transporte de pessoas e cargas até Santos.
É um lugar que tinha tudo pra ser um grande ponto turístico, e mais, um local onde poderíamos aprender um pouco de parte da história do nosso país.

Tive a oportunidade de visitar o museu ferroviário, e achei fantástico ver todas aquelas peças antigas, trens antigos, enfim, conhecer um pouco da história daquele lugar, coisa que adoro fazer.
Eis que hoje, ao abrir o Estadão, me deparo com a triste notícia de que o museu fechou. Fiquei pasma e corri pra ler a reportagem e descobrir o porquê de isso ter acontecido. Eis a resposta:

''O museu mantido pela ABPF no entorno do antigo leito da linha férrea está fechado desde janeiro porque falta energia elétrica. Um transformador queimou e não foi trocado. A prefeitura de Santo André, que administra Paranapiacaba, prometeu substitui-lo, mas não deu prazo para finalizar a compra''.


Sim, isso mesmo, falta de energia elétrica. O transformador queimou, e a prefeitura de Santo André tá fazendo c* doce pra fornecer outro. Provavelmente estão inventando alguma licitação, e como sabemos que nesse país a maioria das licitações não são levadas a sério, já dá pra prever o fim disso. Provavelmente não terá mais como funcionar o museu, simplesmente porque os responsáveis pela vila não estão nem aí.

Além disso, a mesma prefeitura retirou a candidatura de Paranapiacaba a patrimônio da humanidade. Acredito eu que só pelo fato de retirarem a candidatura prova mais ainda que eles não estão nem aí. E pior, estão jogando no lixo um local em que poderia ser investido e traria muito retorno para o turismo na região. Quando questionados sobre o que está sendo feito para melhorar o local, tanto a Condephaat - órgão de defesa do patrimônio do estado de São Paulo, quanto o IPHAN, simplesmente dão respostas evasivas.

Paranapiacaba é um retrato do descaso do Brasil com o turismo e sua história. Somos um país com tanta diversidade, natural, histórica e cultural. Mas infelizmente ainda estamos a anos luz de aproveitarmos nossos patrimônios. Com raríssimas exceções, o que vemos é um turismo amador, e de má vontade. E vemos nossa história indo pelo ralo por pura falta de interesse em investir. Fiquei muito triste com essa notícia, principalmente porque tive a oportunidade de conhecer o referido museu, e agora muitas pessoas serão privadas de conhecer tantas coisas interessantes do nosso passado por puro descaso!

Um país que não dá valor ao seu passado está fadado a não ter futuro. Pois é conhecendo o passado que podemos dar valor às nossas conquistas, e podemos planejar um futuro melhor.

Infelizmente acredito que a frase ''O Brasil é o país do futuro'' não se aplica ao nosso país. Uma pena.

terça-feira, março 09, 2010

Domingos podem ser dias agradáveis.

Quem disse que domingo necessariamente tem que ser um dia chato?
Tenho me divertido bastante em alguns domingos, e esse que se passou foi mais um deles. Reuni a galera e fui conhecer duas cidades aqui perto: Itu e Salto.

Começamos por Itu. Mal chegamos na cidade, e já dei de cara com essa Kombi curiosa:

Pergunta que não quer se calar: Já é 2010. Será que ele já saiu da bosta?

Acredito que a maioria das pessoas conhecem a fama das coisas grandes de Itu, e eu não poderia ter deixado de comprar vários souvenirs, como lapizinho de Itu, fósforos, fichinhas telefônicas, dentre outras coisinhas a mais. E claro que visitamos o famoso orelhão de Itu:



Ah sim, e tem o sinalzão (ou farolzão :P) de Itu:



E ele funciona! Isso que é o mais interessante!

Além do orelhão e do sinalzão, não poderíamos deixar de tirar uma foto com o garotinho de Itu:

Bem pequenininho né? :D

Andamos pela cidade, almoçamos, tiramos várias fotos, e depois seguimos rumo à Fazenda do Chocolate. Ao chegarmos lá e entrarmos na primeira lojinha, sinto aquele cheiro delicioso de café recém torrado.. Não resisti e comprei um pacote! E foi o início da gastança.. Acabei comprando pão caseiro, geléia caseira, queijo trançado.. Uhmmmmmmmmm!! Fiz a festa!

Passamos o tempo entre animais de fazenda e gastando dinheiro com essas delícias, até que decidimos ir para Salto, que é ali do lado.

Chegamos em Salto, e a primeira impressão que tive foi de ser uma cidade muito simpática. Tive a confirmação disso ao pararmos na praça principal parar tirarmos fotos, e um casal de idosos nos chamar para dar... informações turísticas! Aliás, isso foi o que mais me chamou atenção. Mesmo a cidade estando vazia, o posto de informações turísticas estava aberto, e fomos muito bem atendidos pelo funcionário. Ele nos entregou o mapa, explicou o caminho, tudo na maior simpatia. Não tive como não lembrar de Blumenau, cidade que se auto-entitula turística, mas durante os fins de semana todos os postos de informações ficam fechados. Aliás, tem uns que nunca abrem..

Mas voltando a Salto.. Fomos visitar o Complexo da Cachoeira, um lugar muito bonito, mas com um porém: é triste ver o rio poluído daquele jeito. O cheiro ainda é forte, o que incomoda bastante.





Depois fomos para o Monumento à padroeira, feito em homenagem a Nossa Senhora do Monte Serrat. A construção é enorme, e ao subir as rampas, temos uma vista ampla de toda a cidade. E vamos queimar calorias subindo a ramba hehehehehehe!!!



Logo em frente temos o Parque de Lavras. O local é muito bonito, e também triste. E foi lá que cheguei a conclusão que garrafa PET foi a pior tranqueira que inventaram. Por um lado ela é prática, por outro lado, o ser humano ferra com o meio ambiente.

Garrafas e mais garrafas ...

Zilhões delas no rio.. jogadas sem dó nem piedade...

Conheçam agora ''A Criatura'', obra das artistas plásticas saltenses Iriana Scalet Roque e Sueli Bernadoch, feita com lixo tirado do Rio Tietê. E olha que esse lixo aí não é nem 1% do que é jogado no rio por dia...



Notem que grande parte da obra foi feita de.. GARRAFAS PET. Realmente, foi a pior invenção do ser humano pro meio ambiente. E pior que a tendência é piorar, afinal, todo mundo quer comodidade, ninguém quer ter que ir no supermercado trocar os cascos vazios dos refrigerantes pelos cheios, como fazíamos até meados 1990. Enquanto isso, o rio vai sifu cada vez mais. Acredito que começando uma conscientização agora, isso surtirá efeito somente em várias gerações pra frente. Bom, pelo menos foi começado algo...

O balanço geral do domingo foi: excelente. Até o dia colaborou. A previsão era pra chuva, e acabou fazendo um solão torrante. Mas dessa vez eu prometi a mim mesma não reclamar do calor, afinal.. Passear com chuva é um horror!

Agora tenho que planejar a próxima viagem.. Ainda não sei pra que cidade vou.. Alguma dica? (que seja perto de SP, pois o $ está curto curto.. hehehehe)

quarta-feira, março 03, 2010

Divagações sobre chuveiros e banheiros

Lembro-me uma vez em que estava conversando com um amigo no ICQ (sim, isso faz tempo), e ele havia contado a história de uma intercambista alemã que estava hospedada na casa de um primo. Ao ver o chuveiro elétrico pela primeira vez, ela quase teve um treco, e se recusou a tomar banho no que ela achava ''produto de terceiro mundo''. Bom, deixando de lado o comentário um pouquinho mal educado, fiquei curiosa ao saber que chuveiro elétrico é algo que foi inventado no Brasil.
Até então nunca tinha ido pro exterior, e apesar de escrever cartas para pessoas de várias partes do mundo, nunca tinha me interessado em saber como eram os chuveiros lá fora.

Cresci tomando banho em chuveiro elétrico, e acredito que muitos brasileiros devam ter feito o mesmo. Covenhamos que os mais antigos eram uma desgraça pra tomar banho no inverno pra quem morava no sul, e lembro de abrir bem pouquinho a torneira pra poder esquentar bem, pois num frio de 5 graus ou menos não era nada agradável tomar banho em água morna. Mas mesmo assim achava simpático aquele chuveiro azul de mil novecentos e bolinha. Ele durou 20 anos.
Hoje em dia temos chuveiros de todos os tipos e modelos, e não é mais problema o lance da água não esquentar muito. Aliás, na minha opinião, uma das melhores invenções foi o Thermo System. Assim, não é preciso ficar com o vidro do shampoo ou com rodo pra ficar mudando a temperatura do chuveiro. Ê que beleza!



Quando o meu chuveiro azulzinho simpático pifou, foi instalado um outro horrível, e por fim, ganhei meu tão desejado Thermo System!
O tempo passou, me mudei pra São Paulo, e aqui no apartamento temos os dois tipos de chuveiro. O elétrico (cuja foto e essa ali acima mesmo), e um a gás, que fica no banheiro principal. Então, tenho a oportunidade de escolha - ó só que legal hehehe.

Chuveiro a gás é ótimo, não dá pra negar. Só que tem um pequeno probleminha: o gasto de água é enorme. Até a água esquentar, leva pelo menos uns 15 segundos, enquanto isso a água corre solta. Desperdício total.
A segunda desvantagem que eu vejo é: a regulagem da temperatura da água. O aquecedor fica lá na área de serviço. E às vezes a água esquenta demais, e aí o que fazemos? Ou abrimos a torneira fria, e levamos uma surra nas costas, pois a água vem forte demais - e eu detesto isso, ou ... se enrola na toalha e sai correndo até a área de serviço pra tentar regular o bendito do gás.
E a terceira desvantagem, e eu acho a pior de todas: gás é caro. Fazendo as contas, quando usamos a água mais quente, a conta de gás literalmente duplica. E se usarmos o chuveiro elétrico, a conta de luz aumenta um pouco sim, mas não chega a aumentar tanto a ponto de custar 50% da fatura. Se formos partir do princípio que energia elétrica usamos pra praticamente tudo, e o gás usamos só pra cozinhar - e nem fazemos pratos que demoram a cozinhar.. Pois é!
Pra completar a 'análise': Aqui em São Paulo eu me deparei com algo que até então eu achava que não existia: banheiro sem janela. No Rio de Janeiro também me deparei com isso quando fui visitar meus familiares. Mas peraí, banheiro sem janela? Pois é. Não vou aqui divagar sobre aquela diarréia 'cheirosa', ou algo do gênero. Mas pra mim, que estou acostumada a sempre uma fresta da janela aberta pra não morrer sufocada, é um suplício. E não adianta abrir a porta, pra mim nada substitui uma janela! Frescura? É, pode ser..

Então, pensando sobre isso tudo, e mesmo algumas pessoas me chamando de maluca por eu ter o 'privilégio' de ter chuveiro a gás... Continuo usando meu Thermo System genérico mesmo. Banho rápido, quentinho, e com a janela aberta pra não morrer sufocada. Quem sabe se um dia São Paulo voltar a ter inverno de verdade possa voltar a usar o a gás pelo menos por alguns dias...