domingo, novembro 05, 2006

Esse texto é enorme, mas eu achei ele fantástico!
Aliás, fala ser não é verdade. Banheiro público já é uma bosta, feminino então vix maria.. :P


Minha mãe ficava histérica com os banheiros públicos, quando pequena me
levava ao banheiro, me ensinava a limpar a tampa do vaso com papel
higiênico e cobrir cuidadosamente com tiras de papel em toda a borda.
Finalmente me instruía: "Nunca, NUNCA se sente em um banheiro publico".

Logo me mostrava "A posição" que consiste em se equilibrar sobre o vaso em
uma posição de sentar sem que o corpo entre em contato com o vaso.
Isso foi há muito tempo, mas ainda hoje em nossa idade adulta, "a posição" é
dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando.
Além do que é muito perigoso, pois a bacia pode quebrar e ser
fatal.........oh, até isso temos que enfrentar.

Quando você "tem que ir" a um banheiro público, sempre encontra uma fila
de mulheres que te faz pensar que as cuecas do Brad Pitt estão à venda pela
metade do preço.
E assim espera pacientemente e sorri amavelmente às outras mulheres que também
estão discretamente cruzando as pernas.

Finalmente é a sua vez, você olha cada cubículo por baixo da porta pra ver
se não há pernas. Todos estão ocupados, mas finalmente uma porta se abre e
você entra quase jogando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que
o trinco não funciona, mas não importa...

Você pendura a bolsa no gancho que tem atrás da porta e, se não tem
gancho, você a pendura no pescoço mesmo, enquanto se equilibra, sem contar
que a alça da bolsa quase corta a sua nuca, porque está cheia de porcarias
que você foi jogando dentro, das quais não usa a maioria, mas as tem aí,
para o caso de "e se eu precisar?"

Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco só lhe queda a opção de
segurá-la com uma mão, enquanto com a outra você abaixa a calcinha e fica
"em posição"... Alívio... Ahhhhhh... Mais alívio, aí é quando suas pernas
começam a relaxar e você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o
vaso e nem cobrir com papel, nessa hora você quase tem um treco de tão
aliviada, ai dá uma desequilibrada e erra a mira.
Pronto, o suficiente pra ficar molhada até as meias, e é óbvio que dá pra notar.

Para afastar o pensamento dessa desgraça, você procura o rolo de papel
higiênico... Maaaas.. Hehehe, o rolo tá vazio!
E as suas pernas continuam querendo relaxar.
Ai você lembra de um pedacinho de papel que tá na bolsa, meio usado porque você
já limpou o nariz com ele, mas vai ter que servir, você amassa ele pra absorver
o máximo possível, mas ele é muito pequeno, e ainda tá sujo de meleca.

Nisso alguém empurra a porta e, como o trinco não funciona, você recebe
uma baita portada na cabeça.

Aí você grita "tem genteeeeee" enquanto continua empurrando a porta com a
mão livre e o pedacinho de papel que você tinha na mão cai exatamente em uma
pequena poça que tinha no chão e você não sabe se é água ou xixi...
Ehehe ai você vai de costas e desequilibra, caindo sentada no vaso.

Você se levanta rapidamente, mas já é tarde, seu traseiro já entrou em
contato com todos os germes e formas de vida do vaso porque VOCÊ não o
cobriu com papel higiênico, que de qualquer maneira não havia, mesmo se você
tivesse tido tempo de fazer isso.

Sem contar o golpe na cabeça, o quase corte na nuca pela alça da bolsa, a
espirrada de xixi nas pernas e nas meias, que ainda estão molhadas...
A lembrança de sua mãe que estaria terrivelmente envergonhada de você, porque
o traseiro dela nunca sequer tocou o assento de um banheiro público, porque,
francamente, "você não sabe que tipo de doença poderia pegar ai".

Mas a aventura não termina ai...
Agora a descarga do banheiro, que tá tão desregulada que jorra água como se
fosse uma fonte e manda tudo pro esgoto com tanta força que você tem que se
segurar no porta-papel (quando tem) com medo de que aquele negócio te leve
junto e te mande pra China.
Ai é finalmente quanto você se rende, está ensopada pela água que saiu da
privada como uma fonte.
Você está exausta. Tenta se limpar com uns papeizinhos de chiclete Trident que
estavam na bolsa e depois sai discretamente para a pia.
Você não sabe muito bem como funcionam as torneiras automáticas também, e
então dá uma limpadinha nas mãos com saliva mesmo e seca com toalha de
papel.
E sai passando pela fila de mulheres que ainda estão esperando com as pernas
cruzadas e nesse momento você é incapaz de sorrir cortesmente.

Uma alma caridosa no fim da fila te diz que você tá com um pedaço de papel
higiênico do tamanho do rio Amazonas grudado no sapato!
Você puxa o papel do sapato e joga na mão da mulher que disse que tava grudado e
lhe diz suavemente: "Toma! Você vai precisar!" e sai.

Nesse momento, seu namorado ou marido que entrou, usou e saiu do banheiro
masculino e teve tempo de sobra pra ler " Guerra e Paz" enquanto esperava,
te pergunta: "Porque demorou tanto?"
É nessa hora que você dá um chute no saco dele e o manda pra puta que o pariu!



Isto é dedicado a todas as mulheres de todas as partes do mundo que já
tiveram que usar um banheiro público.


E finalmente explica a vocês, homens, por que nós demoramos tanto.*



Desconheço a autoria...


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