segunda-feira, agosto 23, 2010

Se essa máquina falasse...

Há um tempo atrás resolvi pegar minhas fotos pra matar saudades de épocas boas da minha vida. Num tempo em que não existia câmera digital, era tudo no rolo de filme, e os álbuns de fotos ocupavam um grande espaço nas prateleiras do meu quarto.

Até 1995 eu não tirava muitas fotos. Não por não gostar, e sim por não saber mexer na nossa Olympus Trip 35. Eu detestava tirar foto com ela porque nunca sabia regular direito, e o resultado eram fotos horrorosas, isso quando não queimava tudo.

Essa máquina adorava zuar comigo :(

Isso sem contar que o flash era separado, e demorava mil anos pra carregar de novo. Durante o dia era tranquilo, mas a noite era mais chato. Mas como eu quase não saía sozinha, e ainda era pequena, nem ligava muito pra isso, visto que quem tirava as fotos era meu pai, e às vezes minha mãe.

O tempo foi passando, eu comecei a sair, e queria ter uma máquina só minha. Mas naquela época, máquinas fotográficas eram caras, e parcelamento não era algo tão comum como hoje em dia. A gota d'água foi quando eu dei uma festa lá em casa, e todas as fotos que eu tirei com a bendita Olympus queimaram. Um filme inteiro de 36 poses jogado no lixo, e nenhuma lembrança da festa. Fiquei com tanta raiva que pedi encarecidamente para ganhar uma máquina fotográfica mais fácil de mexer no meu aniversário que estava por vir. Dito e feito: ganhei uma Kodak Star 535. Super leve, com flash embutido e fácil de mexer. Isso foi em novembro de 1995. E ela viria a ser minha companheira por uns bons anos.



Foi a máquina que eu mais usei, talvez muito mais do que todas as 3 digitais que já tive juntas. Onde eu ia eu a levava, e facilmente acabava com um filme de 36 poses, que graças ao meu esquema de colocar o filme, sempre saíam 38. Dá pra contar nos dedos as vezes que queimaram fotos. Isso raramente acontecia. Foi ela quem me acompanhou pra todas as viagens que eu fiz pra Presidente Prudente, Acre, São Paulo, Joinville, muitas baladas em Blumenau, Oktoberfests. Também 'comeu' areia nas dunas da Joaquina em Floripa, e mesmo assim nunca pifou.

Toda vez que voltava pra casa era aquela ansiedade em levar o filme pra revelar. Confesso que era uma sensação legal abrir aquele pacotinho e ver as fotos. Tudo bem que muitas vezes a maioria era um desastre total, mas não por causa da máquina, e sim pelo estado de quem bateu a foto [hehehehe]... Eu a usei até meados de 2005, quando comprei minha primeira câmera digital.

Câmeras digitais são legais, e muito mais práticas, confesso, mas eu acho que elas mataram um pouco essa magia do ato de tirar fotos. Por incrível que pareça, eu tiro menos fotos agora com minha digital do que eu tirava com a Kodak. Não que eu perdi o gosto por fotos, mas talvez pela facilidade de todo mundo ter a qualquer hora. Então virou algo 'lugar-comum'. Além do que, a qualidade das fotos tiradas com filmes são superiores às digitais. Mas enfim, continuo com minha Kodak guardadinha aqui. Infelizmente o botão dela caiu, talvez pelo mau armazenamento durante a mudança, mas quem sabe um dia eu não mande consertar [se é que ainda poderei] e a use só pra matar saudades de revelar um filme...

16 comentários:

Julis disse...

Noosssaaaa Dê, eu adoro os desenterras que vc faz ahahahahahaah

Palazzo disse...

M A R A V I L H O S A !!!!!
RSRSRSRS..
Milhenia,
Você precisa ver meu gramofone e a batedeira da minha madrinha rsrsrsrs...
abração

Mauro S disse...

Meu pai tinha uma Kodak destas antigas, não existe mais, e eu tinha uma que fazia fotos P&B, mas nem lembro o nome, da época do filme, e claro, como todo mundo, muitos filmes foram perdidos, mas não sinto saudades daquela época a não ser pelo que perdi, meu pai (já em época de câmera digital), mas pela família ser mais moça, cheia de futuro e sonhos, blá-blá-blá.
Hoje tenho uma Sony DSC H5 cheia de recursos, pena o fotógrafo aqui (risos), mas tirei boas fotos.
E na época das câmeras analógicas eu não sentia vergonha de fotografar, e não sei porque veio a idade, tenho uma digital, e em público sou uma droga, não sinto vontade de tirar fotos porque vão me olhar eu tirando elas, etc e tal, mil desculpas e quando tudo que basta é clicar.
Não sei o funcionamento da minha máquina, manual em inglês, precisava de um curso.

Ontem tive que desligar o computador de tanto cansaço em apagar e-mails, nunca visto.

Wordpress é uma tentativa, mas meu blog principal é aqui mesmo, meu mundo.
Sempre pensei em pegar meus posts principais, os melhores textos, e abrir um novo blog e postá-los, nem que não fosse dia a dia, mas como faria para colocar os comentários, teria que colá-los?
E o trabalho que daria isto?
Seria um blog tipo backup.
Cheguei a pensar numa época a pegar meu blog e fazer um livro encadernado, mas outro trabalho pra fundir a cuca, não vale a pena.

E as idéias para escrever estão para o meu micro e as estórias que que quero fazer, não para os posts, porque não pego uma notícia e reproduzo nos meus blogs, twitters e afins, simplesmente é o que vem da minha cabeça, e às vezes isto não tem interesse, mesmo asim eu gosto, basta estar digitando.

Vou te forçar a ler... ah se fosse poesia que odeio tanto, mas é apenas um comentário. Desculpe. Demais, não é?
Beijão, e boa semana, Mauro

Mauro S disse...

Meu pai tinha uma Kodak destas antigas, não existe mais, e eu tinha uma que fazia fotos P&B, mas nem lembro o nome, da época do filme, e claro, como todo mundo, muitos filmes foram perdidos, mas não sinto saudades daquela época a não ser pelo que perdi, meu pai (já em época de câmera digital), mas pela família ser mais moça, cheia de futuro e sonhos, blá-blá-blá.
Hoje tenho uma Sony DSC H5 cheia de recursos, pena o fotógrafo aqui (risos), mas tirei boas fotos.
E na época das câmeras analógicas eu não sentia vergonha de fotografar, e não sei porque veio a idade, tenho uma digital, e em público sou uma droga, não sinto vontade de tirar fotos porque vão me olhar eu tirando elas, etc e tal, mil desculpas e quando tudo que basta é clicar.
Não sei o funcionamento da minha máquina, manual em inglês, precisava de um curso.

Ontem tive que desligar o computador de tanto cansaço em apagar e-mails, nunca visto.

Wordpress é uma tentativa, mas meu blog principal é aqui mesmo, meu mundo.
Sempre pensei em pegar meus posts principais, os melhores textos, e abrir um novo blog e postá-los, nem que não fosse dia a dia, mas como faria para colocar os comentários, teria que colá-los?
E o trabalho que daria isto?
Seria um blog tipo backup.
Cheguei a pensar numa época a pegar meu blog e fazer um livro encadernado, mas outro trabalho pra fundir a cuca, não vale a pena.

E as idéias para escrever estão para o meu micro e as estórias que que quero fazer, não para os posts, porque não pego uma notícia e reproduzo nos meus blogs, twitters e afins, simplesmente é o que vem da minha cabeça, e às vezes isto não tem interesse, mesmo asim eu gosto, basta estar digitando.

Vou te forçar a ler... ah se fosse poesia que odeio tanto, mas é apenas um comentário. Desculpe. Demais, não é?
Beijão, e boa semana, Mauro

Mauro S disse...

Meu pai tinha uma Kodak destas antigas, não existe mais, e eu tinha uma que fazia fotos P&B, mas nem lembro o nome, da época do filme, e claro, como todo mundo, muitos filmes foram perdidos, mas não sinto saudades daquela época a não ser pelo que perdi, meu pai (já em época de câmera digital), mas pela família ser mais moça, cheia de futuro e sonhos, blá-blá-blá.
Hoje tenho uma Sony DSC H5 cheia de recursos, pena o fotógrafo aqui (risos), mas tirei boas fotos.
E na época das câmeras analógicas eu não sentia vergonha de fotografar, e não sei porque veio a idade, tenho uma digital, e em público sou uma droga, não sinto vontade de tirar fotos porque vão me olhar eu tirando elas, etc e tal, mil desculpas e quando tudo que basta é clicar.
Não sei o funcionamento da minha máquina, manual em inglês, precisava de um curso.

Ontem tive que desligar o computador de tanto cansaço em apagar e-mails, nunca visto.

Wordpress é uma tentativa, mas meu blog principal é aqui mesmo, meu mundo.

Mauro S disse...

Sempre pensei em pegar meus posts principais, os melhores textos, e abrir um novo blog e postá-los, nem que não fosse dia a dia, mas como faria para colocar os comentários, teria que colá-los?
E o trabalho que daria isto?
Seria um blog tipo backup.
Cheguei a pensar numa época a pegar meu blog e fazer um livro encadernado, mas outro trabalho pra fundir a cuca, não vale a pena.

E as idéias para escrever estão para o meu micro e as estórias que que quero fazer, não para os posts, porque não pego uma notícia e reproduzo nos meus blogs, twitters e afins, simplesmente é o que vem da minha cabeça, e às vezes isto não tem interesse, mesmo asim eu gosto, basta estar digitando.

Vou te forçar a ler... ah se fosse poesia que odeio tanto, mas é apenas um comentário. Desculpe. Demais, não é?
Beijão, e boa semana, Mauro

Tive que separar em dois comentários!

Mauro S disse...

Mudastes o template?

Sem me importar por ora com comentários, eles sempre são o motivo da existência de um blog, e pra salvar alguns textos (posts) que considero importantes, vamos ver se eu consigo salvar os melhores, criei um outro blog numa outra conta, aqui, http://spacodois.blogspot.com/

Legal este novo template, todo preto, apesar que eu prefiro branco.

Uma dor no lado direito da cabeça, coisa chata.

Beijos, Mauro

Mauro S disse...

Bem em cima à direita aparece tres icones, um é o facebook, outro o twitter e o primeiro é o feed, qual o endereço do feed para se por lá, eu ainda não aprendi, é o mesmo endereço do blog?
Eu ainda não sei mexer com isto.
Beijos.

Peço ajuda!

Li disse...

Muito legal essa retrospectiva,rs
Tb tenho uma kodak aqui guardada que usei muuuuuuuuito e nunca me deixou na mão e a antiga digital já deixou na mão, uma sony.
Já senti saudade das maquinas antigas...confesso que não gosto muito de tanta modernidade.

Bela e Fera disse...

Caramba... eu me bato até hoje com minha digital... e o esquema das analógicas, com rolo de filme, era a anciosidade em esperar a revelação das fotos! PArabéns pelo post!

Lidia Ferreira disse...

rsrs adorei o texto amiga , mas aki em casa que tira as foto e meu filho que e fotografo rsrs
bjs

profjuvenal disse...

Sou apaixonado por fotos, quando se trata de olhá-las, pois sou um péssimo fotógrafo.
Me recordo de uma Kodac que eu tinha. Naquela época me causava bastante orgulho.
Hoje virou peça de museu.
rsrsrs
Abraços e um ótimo dia para você.

Lucia disse...

Muito legal. hã, filme? que isso? hahaha

Ruby disse...

Que post legal Denisa. Me arrependo muito de não ter guardado minhas máquinas fotográficas de filme. Sempre fui maluca por fotografia e adorava fazer poses. Mas é um 'revival' mesmo, a gente se olhar, ver as diferenças e comprara também a qualidade das fotos de hj com as de outrora. Também contava as horas pra buscar as fotos na revelação e quando a foto tremia me dava uma tristeza!

Roberto Tramarim disse...

Denise, seu texto me fez lembrar da antiga Polaroid que meu pai tinha e que tirava todas as fotos da familia.
Nossa, a qualidade não era uma "Brastemp" mas era prática e ha quem diga que o colorido da Polaroid foi o mais fiel entre as maquinas fotograficas.
De fato, as cameras digitais são muito mais práticas do que as de filme, apesar que poucas tem a mesma qualidade, mas isso que voce falou, da magia de tirar a foto, mandar revelar, sei la, parece que fazia a gente valorizar mais as fotos. Tudo o que é facil acaba ficando banal, como é com músicas hoje, infelizmente.
BJS

Anônimo disse...

Por que nao:)