terça-feira, janeiro 25, 2011

Parabéns São Paulo!

Não podemos escolher onde nascer, mas podemos escolher onde viver. E eu escolhi São Paulo. Nunca escondi meu amor por essa cidade, por mais defeitos que ela tenha.

Hoje São Paulo completa 457 anos de história. Então, nada mais justo que eu deixar meus Parabéns registrado aqui.

Parabéns São Paulo! Amo muito viver aqui!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Dias divertidos

Esse começo do ano está sendo das visitas do Norte. Minha prima de Manaus veio visitar meu tio, e acabou passando uns dias aqui em casa. E depois de 10 anos, finalmente pude rever minha amiga do Acre, a Laura.
Conheci a Laura nos bons tempos de IRC, quando ela ainda morava e estudava em Presidente Prudente. Como eu ia direto pra lá, acabamos nos conhecendo pessoalmente, e nesse meio tempo veio um convite para visitá-la lá em Rio Branco. E lá vou eu em dezembro de 2001 rumo ao Acre. Foi quase um mês divertidíssimo com ela e toda família. Com direito a uma viagem altamente boiante pra Bolívia, e guerra com mosquitos extremamente simpáticos com turistas. Voltei pra casa, e acabamos que não nos vimos mais pessoalmente. Até que o tempo passou, vim pra São Paulo, e agora ela veio pra cá com a mãe.
Quarta-Feira fomos fazer compras no Bom Retiro. Começamos tomando um belíssimo banho de chuva, com direito a guarda-chuva voando, e minha prima tirando os crocs pra poder correr. Divertidíssimo!
Como nessa época São Paulo é a terra do dilúvio, Quinta-Feira nosso plano de visitar o prédio do Banespa miou. Acabamos ficando pela Paulista, e fizemos uma maratona. Andamos, andamos, andamos, andamos. Pegamos chuva e andamos. E consegui finalmente comprar a sandália Havaianas que queria! Yuhu!
Mas o dia mais divertido foi Sábado. São Pedro e Murphy resolveram dar uma trégua, e não choveu por aqui! Ê que maravilha! E fomos ao show do Móveis Coloniais de Acaju no auditório do Ibirapuera. O show foi ótimo, como sempre. E de quebra, consegui comprar uma camiseta! Me enfiei naquela muvucada da lojinha e consegui. Da outra vez tava 300 vezes mais muvucado, e eu tava tão podre de tanto pular que havia desistido...
Agora estou esperando ela voltar da 25 de Março pra gente se ver de novo. Isso se não cair outro dilúvio que nem o de ontem. Uma semana passa rápido, e daqui a pouco ela está indo embora.. Bem que o Acre poderia ser mais perto né..

sábado, janeiro 15, 2011

Atitude digna.

É muito triste o que está acontecendo na região serrana do Rio de Janeiro. Fiquei chocada ao ver a destruição, cidades inteiras reduzidas a escombros e lama, vidas perdidas e pessoas desamparadas, desesperadas atrás de seus entes queridos.
Mas no meio de tanta desgraça, uma coisa me chamou a atenção. Essa mulher, que foi resgatada enquanto via sua casa literalmente se desfazer no meio de tanta água. O resgate em si foi algo praticamente improvável, mas que deu certo. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato desta senhora tentar até o último momento salvar seu cão de estimação. Mesmo num momento extremo, ela não se esqueceu de seus animais. Infelizmente não teve jeito, afinal, se ela não largasse o cão, seriam os dois, ele e ela mortos. Mas sua atitude foi extremamente louvável.
A atitude dela foi um tapa na cara de pessoas extremamente fúteis, que jogam seus animais na rua porque rasgou o sofá, porque está velho, doente e dando despesa, ou simplesmente porque querem viajar e não tem lugar, ou não querem gastar dinheiro em hospedagem para seus animais. Em Blumenau era muito comum ver cães jogados na rua, vagando sem direção, enquanto seus donos estavam comemorando a virada do ano na praia. E essa mulher foi digna em até o último momento tentar salvar seus cães. Seria totalmente compreensível se ela simplesmente agarrasse a corda e não tentasse salvar nenhum. Mas ela tentou. Infelizmente não conseguiu. Mas fica aqui minha admiração a esse grande ser humano. Que sirva de exemplo pra gente aí que na primeira dificuldade larga seus bichos na rua como se fossem lixo.

sábado, janeiro 08, 2011

Exposição excessiva ou invasão de privacidade?

A mídia brasileira está em polvorosa com a presença da cantora Amy Whinehouse. Aliás, por onde ela passa, o povo vai atrás tentando flagrar alguma coisa bizarra que ela apronta, afinal, grande parte da sua fama infelizmente é devida mais às bizarrices do que suas músicas. Não vou tecer comentários sobre seu talento musical, afinal, gosto é gosto, cada um escuta o que quer e eu não tenho nada a ver com isso. Na verdade o que me chamou a atenção foi uma matéria publicada dizendo que ela deu piti e proibiu fotos de seu show que será realizado hoje em Florianópolis.
Eu acho que dar piti não vai adiantar nada. Sou contra toda essa perseguição, e acho que o que ela faz da vida dela, é problema única e exclusivo dela, e em nada influencia na minha vida. Acho ridículo ficar tirando foto dos hematomas em sua perna e publicar isso como se fosse algo extraordinário.
Mas por outro lado, pessoas públicas tem que ter a consciência de que qualquer coisa mínima que elas fizerem, sempre terá alguém pra tirar foto e postar em qualquer lugar. Ela mostrar os peitos na varanda do hotel é direito dela. Mas é óbvio que tiraram fotos e publicaram. Ela é pessoa pública, famosa no mundo inteiro. E isso não é privilégio da mídia brasileira. O mundo inteiro é assim. Aliás, os tablóides de seu país são os que mais avacalham com ela. E nem por isso ela ficou dando piti por aí.
Eu sou da opinião de que cada um faz o que quer da vida, desde que não prejudique ninguém. Mas a partir do momento em que você se torna uma pessoa pública, sua privacidade é afetada. É o preço que se paga pela fama. Cabe às pessoas a aprender a lidar com isso. E tentar se expor o mínimo possível quando quiserem um pouco de privacidade. E não ficar dando piti por aí e proibindo de tirar fotos de shows. Mesmo porque hoje em dia isso é algo praticamente impossível. Sempre vai ter alguém com um celular que tirará fotos.
Aliás, tá aí algo que eu nunca vou entender, proibir de tirar fotos de shows. Bom, cada um é cada um né...

terça-feira, janeiro 04, 2011

Olá!

Nossa, o ano novo já chegou e eu ainda não postei nada. Que marasmo. Mas também não aconteceu nada, passei a virada do ano em casa, não viajei.. E pra completar, não para de chover, o que aumenta o tédio. Mas nem vou reclamar, pois o clima está uma delícia! Tenho que aproveitar enquanto tá assim, pois sei que daqui a pouco o calor volta com tudo, e eu ainda não comprei meu condicionador de ar portátil. Eca! Um dia eu chego lá.
Enquanto a inspiração não vem, deixo aqui esse vídeo: Um gatinho brincando com o Ipad.


quarta-feira, dezembro 29, 2010

Que venha 2011!

Mais um ano está chegando ao fim. A sensação que eu tenho é de que cada ano que passa, o tempo vai acelerando. 2010 eu nem vi passar direito, e provavelmente 2011 passará rapidinho..
Ao contário dos anos passados, este será um reveillon em casa. Não planejei nada, e acabei ficando no mofo. Mesmo assim, tenho ótimas expectativas pro ano novo. Começarei janeiro recebendo visita de minha grande amiga do Acre. Sem contar os planos de viagem pro carnaval, que se tudo der certo será divertidíssimo.E por aí vai.
Não posso reclamar de 2010. Fazendo um balanço geral, foi um ano proveitoso. Viajei bastante, conheci gente nova, saí, me diverti. Faltaram algumas coisas, claro, mas perfeição não existe. Nós, como seres humanos, sempre estamos esperando mais, sempre querendo mais. E acho que é isso que nos mantém vivos. O que seria de nós sem os planos, sem a vontade de fazer algo diferente?
Então, que venha 2011! Feliz ano novo pra todos!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

domingo, dezembro 19, 2010

Preserve a mata nativa de sua fazenda, e ganhe uma desapropriação de presente.

Eu não sei porque eu me espanto ainda com certas decisões, mas não consigo não me revoltar. Às vezes eu penso que a melhor coisa é ser ignorante, pelo menos sofre menos.

Hoje ao pegar o Estadão pra ler, me deparo com essa manchete bizarríssima: Fazenda é desapropriada por cumprir a lei. Sim, isso mesmo.
Aliás, a reportagem já começa da maneira mais tosca possível. De acordo com um membro do Movimento Sem Escrú.. ooops, Terra, '"Floresta, a senhora fala, é o mato", corrige Divino Rodrigues, um dos sem-terra acampados nas bordas de uma floresta de 142 km².' Daí dá pra ver a mentalidade da maioria desses pessoal. Eles não querem terra pra plantar, e sim pra badernar. Ou então pra vender pra grandes madeireiras, que provavelmente estão de olho ali na floresta totalmente preservada, com cifrões saindo dos olhos.

E o festival de absurdos continua:

A Mandaguari segue o que diz a lei, que mandou preservar a vegetação nativa em 80% do território das propriedades rurais instaladas no bioma Amazônia. Mas seguir a regra ambiental estabelecida em 2001, raridade entre os produtores da região, pesou contra no laudo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Não consigo tirar da cabeça que o INCRA serve aos interesses das madeireiras ilegais. Caso não sirva, são burros mesmo. Sempre achei que para trabalhar lá, o mínimo que deveria ser esperado era conhecer as leis ambientais né? Ou estou sendo muito ingênua?
Afinal de contas, se a lei diz que 80% deve de mata nativa deve ser preservado, e os donos da fazenda em questão preservam, ao meu ver eles deveriam é ser valorizados não é? Ah, esqueci, estou no Brasil.

A Fazenda Mandaguari foi desapropriada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, após vistoria relâmpago nas terras. Depois de anos de disputa na Justiça, os donos têm até os primeiros dias de janeiro para retirar quase 5 mil cabeças de gado do local e entregar as terras - pastos e florestas - ao futuro assentamento. Um experimento arriscado para a preservação do meio ambiente.

Esse parágrafo foi o que mais me chamou atenção. Então os carinhas do INCRA chegam lá, dão uma olhadinha por cima e de repente plin! Vamos desapropriar. Nem vou comentar sobre o Lula, pois recuso-me a falar o que estou pensando do nosso 'ilustríssimo Presidente' neste momento.

Engraçado é que o festival de extração ilegal de madeira no interior da Amazônia continua praticamente sem ser incomodado. Por isso que não consigo tirar da cabeça que em breve os sem terra darão um jeito de colaborar para que os grandões acabem com o resto de mata nativa que existe ali.

No Brasil é assim. Cumpra a lei, e se ferre. Pague seus impostos e tenha em troca serviços horrorosos. Preserve, e se ferre, pois vão taxar sua fazenda de improdutiva, e de repente vc se verá sem sua terra, e pior, verá a mesma tomada por um bando de oportunistas que a destruirão sem dó nem piedade. Acho que esse deve ser o país em que mais pune quem é honesto. Sinceramente, ao ler essa reportagem, tive vontade de vomitar. Não posso me conformar com tamanha imbecilidade, tamanha falta de justiça, tamanha falta de escrúpulos. Mas infelizmente, não vejo luz no fim do túnel. Estamos condenados a sermos o 'eterno país do futuro', futuro que nunca chega.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Pelos confins de São Paulo

Pouca gente sabe, mas a capital paulista não tem só prédios e asfalto. Existe um pedacinho [pedação eu diria] da cidade que é mato puro. Tem sítios, índios, vacas, cabras e galinhas passeando, dentre outras coisas. Esse lugar encontra-se lá no fim da Zona Sul da cidade. Em Parelheiros e Engenheiro Marsilac. Eu, doida que sou, sempre tive mó curiosidade de conhecer lá. E minha curiosidade aguçou quando achei um thread no SkyscraperCity. Infelizmente não achei o tópico nos meus favoritos, deve ter ficado no outro computador, mas enfim, era exatamente sobre aquelas bandas. Uns caras malucos pegaram o carro e resolveram conhecer o que eu chamo de 'fim do mundo'. Até que achei o Roberto, outro maluco que nem eu, que topou em me levar lá. Bom, muito bom. Domingo passado viajamos rumo ao fim do mundo. Num calor desgraçado. Mas foi divertidíssimo!
E olhem só o que encontrei pelo caminho: vaquinhas simpáticas!










Tá isso não é uma vaquinha, mas achei curiosíssimo! ahahaha!!

Continuamos seguindo viagem, até que chegamos nessa ferrovia doida:



Tinham uns trens parados lá, e eu fui tirar fotos. Até que escuto uns BZZZZZZ, e quando olho, do meu lado tinha uma ultra-mega-hiper pilha de açúcar, e toneladas de abelhas. Não entendi o porquê de alguém jogar tanto açúcar ali, mas acabei mesmo assim tirando uma foto e saindo correndo, antes que elas me percebessem ali e resolvessem praticar uma carnificina. Momento esse que foi registrado pelo meu amigão! [Que profetizou semanas antes que iria fazer isso, e acabou tirando a foto sem querer ahahahaha tosco demais!]

Run Lola Run (ha)

Tá, mas consegui tirar uma foto pelo menos:



Depois de visitarmos os trens, seguimos para o fim do mundo pela Estrada da Ponte Alta.


E pelo caminho fui registrando o matão total. Isso tudo em plena São Paulo capital!

É isso aí, tem um igrejão ali no meio do mato!



Galinha fujona! Só saiu o rabo.


Casa sinistra!



Fim da linha. A partir dali não dá pra seguir em frente, uma pena.

Na volta acabamos errando de caminho [o que não é muito difícil, pq as 'ruas' são todas iguais], e acabei podendo registrar a placa da divisa do município de São Paulo com Itanhaém. Adooooro placas, principalmente de divisas:



É inacreditável que São Paulo ainda tenha esse lugar preservado. Não sei até quando ficará assim, mas é fantástico. E ainda tem bastante coisa pra ver por ali, quem sabe um dia eu volte e registre mais coisas curiosas dessa cidade que é um mundo.

E pra finalizar.. Que tal fazermos uma visita ao Sítio TheZouro? :D

Isso também é São Paulo!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Mais uma do 'jeitinho brasileiro'

Há uns dias, postei sobre o maldito jeitinho brasileiro, e como isso colabora para perpetuar muitos problemas que temos em nosso país. Infelizmente, duas reportagens durante essa semana acabaram confirmando isso.
Uma, sobre o golpe da pedra na caixa. Isso é mais velho do que andar pra frente, lembro dos áureos tempos de Paraguai, muita gente comprou pedra em vez de vídeo-cassetes, e eletrônicos em geral. E pior, continua acontecendo hoje em dia. Por que? Porque tem muita gente querendo levar vantagem, e supostamente comprar computador que vale 3000 reais no mercado por 500. E sinceramente, não tenho pena desse povo não, tem mais que se ferrar mesmo pra deixar de ser idiota.
Agora, o que mais me deixou de cara foi isso aqui. Agências de viagens duvidosas pagam cambistas pra comprar ingressos de shows concorridos, pra depois vender bem mais caro para fãs idiotas que não conseguem comprar por meios, digamos, honestos. Pra mim pior do que esses cambistas e essas agências, é exatamente quem compra. Porque são eles que sustentam essas pessoas. E não adianta justificar que é fã, pra mim existe uma enorme diferença entre ser fã de uma banda, e ser fanático descerebrado. O que mais me chamou atenção no link sobre as agências foi a fala da gerente da tal Drika Tour:

'Na tarde desta quinta-feira, a gerente da Drika Tour, Andreza Araújo, procurou o site do GLOBO para informar que apenas terceiriza a venda dos ingressos. E disse que as entradas oferecidas em seus pacotes são obtidos com a empresa VIP Ingressos - segundo ela, uma agência que atua "fora dos parâmetros da lei".'

Simmm isso mesmo! Ela sabe que os ingressos são comprados da maneira mais desonesta possível, mas isso não tem problema. E é exatamente ESSA mentalidade que eu tenho nojo. Esse jeitinho brasileiro é escroto, nojento, e faz com o que o Brasil seja motivo de piada em qualquer lugar sério do mundo. E pra variar, quem é honesto se ferra. Quem ficou horas na fila pra conseguir ingresso, não conseguiu, porque agências de turismo desonestas pagam pra pessoas comprarem ingressos e depois revender pelo dobro do preço. E pior, tem quem compre. Isso me desanima de ir em shows internacionais no Brasil. Ah sim, gosto de U2, mas decidi não ir no show. Recuso-me a compactuar com essa prática. Pelo menos a minha parte eu faço. Pena que a maioria ache que não tem problema comprar ingresso mais caro e alimentar esse comércio ridículo. Lamentável essa mentalidade. Mentalidade igual a de quem compra peça de desmanche de carros, mas depois reclama quando roubam o seu. Pimenta no fiofó do vizinho é refresco né...

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Pelo direito de morrer com dignidade.

A única certeza que demos nessa vida é de que iremos morrer um dia. Mas apesar dessa certeza, praticamente ninguém pensa nisso. Só que chega uma hora que não tem mais jeito, temos que ir, querendo ou não.
É inquestionável que os avanços da medicina nos proporcionaram condições de tratar certas doenças, e nos dar qualidade de vida. Mas existe uma grande diferença entre tratar alguém que tem grandes chances de viver bem, e prolongar desnecessariamente o sofrimento de pacientes que não tem mais chance de praticamente nada. Em certas ocasiões, acho muito mais digno a natureza seguir seu curso. Mesmo porque acredito que todos devem ter direito não somente a viver com dignidade, mas também a ter uma morte digna.
Não acho que manter uma pessoa vegetando através de aparelhos seja a favor da vida. Isso pra mim é mais uma demonstração de egoísmo. Egoísmo este que causa um sofrimento enorme para todo mundo.
É por isso que sou totalmente a favor da ortotanásia [que é totalmente diferente da eutanásia, apesar de muita gente confundir]. Ortotanásia nada mais é do que dar o direito daquela pessoa que já está quase no fim de sua vida de deixar a natureza fazer a sua parte. Nada de tratamentos invasivos. Nada de tubos, agulhas, e etc. Somente tratamentos paliativos, para aliviar a dor. E ainda bem que pelo menos dessa vez nossa justiça funcionou e derrubou a liminar que impedia a prática da ortotanásia no Brasil.
Todos nós deveríamos ter o direito de viver, e morrer com dignidade. E fico feliz em saber que a medicina está revendo seus conceitos, e aos poucos abandonando a mentalidade de 'a vida a qualquer custo'. Acredito que todos saem ganhando com isso.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Tudo tem o seu preço. Às vezes mais do que deveria.

Não é novidade nenhuma que o custo de vida no Brasil é muito alto, principalmente comparando com países vizinhos. E é claro que os shows internacionais não poderiam fugir a regra. E hoje no Estadão, saiu uma série de reportagens exatamente sobre isso. Como pode ser tão caro os preços para atrações internacionais no Brasil, e principalmente em São Paulo. Tudo bem que temos uma carga tributária de arrombar os orifícios, dentre outros custos a mais. Mas mesmo assim, não posso acreditar que temos ingressos tão mais caros e pros mesmos shows do que na Argentina. Vejam bem, não estou nem comparando com países Europeus nem com os Estados Unidos, cujas realidades são totalmente diferentes que as nossas. A comparação está sendo feita com países daqui da América do Sul, com praticamente os mesmos problemas que o Brasil.

E o Estadão nos fez esse favor [se é que pode ser chamado assim]: calculou tudo que poderíamos comprar caso fôssemos em todos os shows que tiveram ano passado, pagando a entrada mais cara, como podemos ver aqui. O que mais me chamou a atenção é que, pelo preço do ingresso mais caro pro show do U2 [1000 reais, isso mesmo, MIL reais], dava pra ir pra Buenos Aires, e bancar estadia + passagem. Com a vantagem que teríamos um dia pra passear. A diferença é de alguns poucos reais:



Isso é ou não um abuso? O que a Argentina tem de tão especial assim pra conseguir fazer shows mais baratos do que aqui?

Enfim, não sei como é o esquema de compras de ingressos na Argentina, mas no Brasil é uma bosta. E bem fedorenta. Os sites são uma coisa bizarra. Vivem dando pau, os servidores não aguentam. Teleatendimento, nem vou comentar, todo mundo que lê meu blog sabe do meu 'amor' por esse tipo de serviço... E aqui em São Paulo ainda tem um agravante: as casas de show são fora de mão. Então, seria mais fácil comprar pela internet certo? Ótimo. Mas pela internet temos a famigerada taxa de conveniência, que eu acho simplesmente estúpido. Primeiro porque não vejo nenhuma conveniência em comprar pelo site, e depois ter que se deslocar até onde judas perdeu as botas pra retirar os ingressos. Segundo, acho um absurdo ter uma porcentagem fixa pra todas as faixas de preço. Mas segundo o diretor da Time For Fun, 'paga quem quer, é só ir lá [mesmo que seja láááá no fim do mundo] comprar o ingresso. Super simples! Afinal, ninguém trabalha, ninguém estuda, ninguém tem mais nada pra fazer. Fenomenal.
Outra p*taria é essa tal de ter pré-venda de quem tem cartão X. Pré-venda pra quem é membro do fã clube oficial eu até entendo, e apoio. Sempre achei que os fãs das bandas devem sim ter prioridade, beleza! Com o show do Iron Maiden foi exatamente assim: um dia de pré-venda para quem era membro do fã clube oficial, e a partir do dia seguinte, venda para o público em geral. Ótimo. Mas pra outros não é assim. Geralmente abrem pré-venda pra quem é cliente de cartão X, Y ou Z. Coisa totalmente sem sentido.
E pra finalizar, a maldita área VIP. Já falei sobre isso aqui, e continuo afirmando que é de uma palhaçada sem tamanho.
Aliás, eu vou morrer sem entender o porquê comprar ingressos aqui é tão difícil. E porque os preços subiram tanto? Não era assim há uns anos. Frustrante!

sexta-feira, novembro 26, 2010

A cultura da violência.

Qualquer pessoa que esteja no Planeta Terra neste momento está acompanhando, em maior ou menor grau, a guerra urbana que se instalou no Rio de Janeiro. A mídia está fazendo um mega-carnaval em cima disso, twitteiros toscos soltam suas 'pérolas', dentre elas que 'traficante também sustenta família' [político corrupto também sustenta, alguém aí duvida?], de que favelado é tudo coitadinho, de que bandidos são vítimas da sociedade, bla bla bla bla bla bla bla. Fora os pseudo-intelectuais, psicólogos de buteco e sociólogos viajões que, trancafiados em suas salas com ar-condicionado, soltam suas falácias de que, violência no Brasil é por causa da desigualdade social. Eu discordo. Totalmente. Se desigualdade social fosse motivo para violência, a Índia seria o país mais violento do mundo. No entanto, a Índia é um país relativamente calmo. Com exceção da divisa com o Paquistão, por motivos históricos, já vi muito brasileiro que mora lá dizer que se sente mais seguro nas grandes cidades indianas do que em qualquer metrópole brasileira.
Nossa violência urbana é cultural. É óbvio que não vou negar que desigualdade social gera violência em certo grau, mas a participação dela é mínima. Eu diria que as origens de tudo isso que está acontecendo agora pode-se resumir em: corrupção e impunidade. Somos um país culturalmente corrupto. E isso inclui todas as esferas da nossa sociedade, todas as classes sociais. Desde o desembargador, até o favelado pé de chinelo. Somos uma sociedade do infeliz 'jeitinho brasileiro'. Já ouvi muita gente aí dizendo que 'político rouba, mas se eu tivesse lá em cima, faria a mesma coisa'. Daí dá pra ter uma vaga idéia do motivo de nosso país estar essa zona.
Tudo começa com a corrupção. É por causa dela que temos uma educação pública lixo, saúde pública uma piada de extremo mau gosto, segurança zero. E é por causa dela que temos a imensa desigualdade social que assola esse país. Cadê o dinheiro que era pra ser investido em saúde? É desviado. E o dinheiro pra educação? Deve ter parado na cueca de algum grandão por aí. A segurança então, dispensa comentários. São Paulo, o Estado mais rico do país, é o que paga o pior salário para seus policiais. A Previdência Social diz a lenda que vive capenga. Mas é claro, quando não é servidor desviando milhões, é gente recebendo pensão indevidamente. Aí não vai sobrar dinheiro nunca.
Como os bandidos conseguem armamento de guerra? Armas não tem vida própria, e muito menos passam pela fronteira sem ninguém ver. Alguém é corrompido para que elas entrem. Assim como alugém é corrompido para que drogas entrem. E assim a vida vai seguindo.
Enquanto o dinheiro dos nossos impostos, que deveria ser usado pra custear serviços públicos de qualidade, é desviado, a população vive a míngua. Pessoas que dependem dos serviços públicos ficam a ver navios. Favelas crescem, pois ninguém tem culhão pra mexer naquele vespeiro, e o crime organizado se une pra acabar com o Estado de vez. E pior, existe uma corrente glamourizando favelas, como se fosse 'chique' ser favelado. Desculpem-me, mas favela é um lixo, é um antro de bandidagem e condições péssimas de habitação. Nenhum ser humano deveria morar em uma favela. Glamourizar isso é o cúmulo da estupidez dos pseudo-intelectuais por aí.

Além da corrupção, temos outro aliado: a impunidade. Não é preciso divagar muito sobre isso, basta ver os noticiários. Governadores que foram pegos com a boca na botija foram 'presos' e logo logo liberados. Sarney que o diga. Está lá firme e forte. Ou seja, ninguém é pego, ninguém é punido. E fica tudo por isso mesmo.

Enquanto não atacarmos a verdadeira raíz do problema, ou seja, a corrupção e a impunidade, nada vai mudar. Continuaremos a ter serviços públicos de péssima qualidade, continuaremos a mercê da bandidagem, do tráfico, da pirataria, da violência. Podem fuzilar todos os favelados do Brasil. Pode bombardear. Pode pedir pra Deus, Jesus, ou qualquer outra entidade religiosa. Continuaremos na fossa.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Quando a ignorância impera...

Uma das coisas que mais me chamou a atenção quando estive em Toronto, foi a presença de artistas nas estações de metrô. Todo dia quando saltava no terminal e seguia para o metrô, passava por alguém tocando alguma coisa. Era algo interessantíssimo, e pelo que eu pude perceber, bem aceito pela sociedade. Quando fui pra Londres, também tive a oportunidade de apreciar esses artistas de rua, tanto nas estações, como na rua propriamente dita. Por ser uma cidade que tem gente do mundo todo, tínhamos a oportunidade de escutar vários ritmos, e assistir a diferentes danças em determinadas partes da cidade. Em Oxford, no calçadão, também tinham vários artistas de rua. Eu achava um barato. Era gente tocando gaita de fole, estátuas humanas, danças, e etc. Tudo isso tornava nossos passeios, ou até mesmo nossa rápida passagem pela rua mais agradável.
Aqui no Brasil infelizmente não temos essa cultura. Talvez a única rua que poderíamos apreciar um pouco de arte de rua era na Avenida Paulista. Era. Porque agora, numa atitude pra lá de autoritária e ditatorial, estão proibindo artistas de rua de fazer suas apresentações, como infelizmente pude ler aqui. A alegação é pior ainda: dizem que os artistas estão exercendo uma atividade comercial, por isso estão proibidos de se apresentarem nas ruas sem autorização. Mas peraí. Ninguém é obrigado a pagar nada para vê-los. O ato de colocar uma caixinha no chão para arrecadar algum dinheiro não nos obriga a nada. Além do que, arte pelo que eu saiba é uma atitude lícita. Ninguém está vendendo produtos contrabandeados, nem drogas. Aliás, a prefeitura em vez de se preocupar com artistas de rua, que tornam nossa vida mais alegre, deveria é fiscalizar com rigor os vendedores ambulantes de pirataria aqui na Domingos de Moraes. Aquilo sim é uma vergonha, o povo vende CDS e DVDS piratas, e outras mercadorias de procedência duvidosa na maior cara de pau, e ninguém faz NADA. Passa polícia tranquilamente pra cima e pra baixo.. E eles continuam ali.
Deixem os artistas em paz! Vão atrás de quem realmente comete crimes!

segunda-feira, novembro 22, 2010

Comemoração de aniversário.

Como é bom comemorar nosso aniversário com pessoas queridas. Por sorte esse ano meu aniversário caiu num sábado, assim praticamente todo mundo pode ir. Porque é um saco ser feriado na data do aniversário. Se cai segunda ou sexta, todo mundo viaja. Muita gente curte ter feriado no niver, mas eu sinceramente detesto.

Dessa vez fui no Morrison Rock Bar. Já tinha ouvido falar bem, mas nunca tinha ido. E acertei em cheio. O lugar é show de bola! Funcionários educados, banda boa, ambiente gostoso. Tá aí um ótimo lugar pra comemorar, ou até mesmo pra curtir um bom Rock. Fica a dica!





domingo, novembro 14, 2010

Sábado divertidíssimo!

Finalmente chegou o grande dia! 13/11, dia do show do Nenhum de Nós. Depois de uma via sacra pra comprar os ingressos e algum tempo esperando, chegou a hora de curtir o show de uma banda que eu curto muito, e além disso, marcou a minha adolescência praticamente inteira.

Mas, vamos começar do começo, óbvio. Chegamos no pouco antes das 21h. Sempre estou acostumada a chegar mais cedo em lugares de shows, pra poder curtir o local com calma, tomar algo, e pegar um lugar bom. Só que o lugar só abrir às 22h. O legal é que no ingresso nem tinha horário nem nada, ficamos flutuando total. Como o local fica em um lugar onde não tem bulhufas nenhuma por perto pra passar um tempo, paramos ali em frente e ficamos boiando. Fiquei com pena de um casal que tava sentado ali sozinho. Uns minutos depois que chegamos, começou a chegar vários carros, e nada de pelo menos liberar o estacionamento.

Boiação total.


Até que viram que não ia dar muito certo aquele monte de carro parado em frente ao portão, e resolveram abrir o estacionamento às 21:45h. Ótimo. Eu estava com minha bexiga cheia e sonhando com um banheiro, ainda bem que ele era próximo à entrada. Xixi feito, hora de conhecer o local. Quem vê por fora pensa que é uma espelunca, pois aquele muro é meio bizarro. Mas lá dentro é outra história, o local é show de bola. E grande! Isso que é ótimo, pois não fica socadão de gente. A decoração também é interessante, de fogueira a cachoeira artificial. Aliás, a fogueira foi bem-vinda, pois tava frio. A única desvantagem foi o cheiro de defumado em que ficamos no final do evento, mas nada que um bom banho e uma boa lavada nas roupas não resolva o problema...










O tempo foi passando, e nada de banda nenhuma entrar. Já haviam me falado que shows lá começam bem tarde, mas nem levei muito a sério. Até que resolvemos beber algo. O problema era: tava um friozão ferrado, e tomar cerveja naquele frio não era muito convidativo. Tinha vinho, mas daqueles bem podreira em garrafa de plástico, e como eu tenho amor à vida, preferi não arriscar. Resolvemos encarar uma batida. Eu, de maracujá, o Vander e a Clarissa, de côco. Chegamos lá pra pegar, e o cara fala que não tinha de côco. Nisso, o cara do lado com uma voz de desespero falou 'tem sim cara! tá maluco? Tem de garrafa'. Nisso, veio o dito cujo com uma garrafa de batida com aquele rótulo duvidoso, que devia custar no máximo R$ 1,99 no mercado. A cena hilária foi a cara do coitado com aquela garrafa na mão como se quisesse dizer 'pelo amor de Deus, toma logo isso pra desencalhar'. Resolvemos todos pegar batida de maracujá mesmo. Pior que aquela batida tava uma m***. Tomei metade e joguei o resto fora.
O tempo foi passando, e lá pra meia noite anunciaram a banda de abertura. Casa do Rock. No começo achei que ia ser uma banda qualquer, mas confesso que mordi a língua. Que banda BOA! Realmente, foi uma das melhores bandas covers que vi em até hoje. Os caras mandam muito bem, todos eles. Pulei, cantei, dancei. Showzaço!



Acabou o show, e lá vem mais um tempo boiando esperando a atração da noite: Nenhum de Nós. Apesar de podre de cansada, estava empolgada, fazia muito tempo que não ia em um show deles. Fui em alguns quando morava em Blumenau, mas aqui em Sampa não tinha ido ainda. O show começou era quase 3 da manhã! E que showzaço! Os caras mandam muito bem, cantei tanto, no fim nem voz e forças tinha mais pra cantar, mas dava um jeito de sair alguma coisa. E foi assim até quando terminou, às 4:30 da manhã. O mais legal de tudo é que eu consegui ficar bem lá na frente, e vi o show inteiro. As duas únicas vezes que lembro em ficar lá na frente em shows foi no comecinho da década de 90 nos shows do Ultraje a Rigor e Barão Vermelho. Todos os outros fiquei no meio do povão, pulando que nem uma doida pra ver o palco. É bom poder ver o show inteiro sem ser esmigalhada. \o/












Cheguei em casa era lá pras 6 e pouca da manhã. Coisa boa relembrar os bons tempos de baladas. E agora aprendi a lição: Show no Kazebre sei que podemos chegar lá pra perto da meia noite. Pelo menos a gente não fica tão podre no final da festa. Quero repetir a dose!

domingo, novembro 07, 2010

O caso Mayara e a imbecilidade alheia

A internet anda em polvorosa por causa da estudante de Direito Mayara Petruso. Ela caiu na besteira de escrever algumas merdas no twitter, provavelmente imaginando que não daria no que deu. Na verdade Mayara foi azarada. De mil merdas que escrevem lá - e algumas bem pesadas, diga-se de passagem - a dela se sobressaiu no meio da fossa.
Não vou defender o que ela disse. Não odeio nordestinos, muito menos quero matá-los afogados. E nem acredito que Mayara queria fazê-lo. É claro que devemos ter cuidado com o que postamos na internet, mas acredito que a moça num momento de raiva, resolveu externar algo que ela deveria ter deixado guardado consigo. Afinal, ela como estudante de Direito deveria saber que tudo que ela escreve pode ser usado contra ela. Regra básica que foi quebrada. Mas o problema da internet é exatamente esse: em um momento de besteira, sua vida vira de cabeça pra baixo. E aquilo que foi escrito provavelmente sem pensar, fica perpetuado. Se Mayara tivesse dito isso numa roda de amigos, provavelmente alguns discordariam, discutiriam, e acabaria por isso mesmo. Mas na internet, as coisas tomam uma proporção muito maior do que deveria tomar.
O que me deixa mais p* da vida nessa história é essa crucificação. Rapidinho já fizeram comunidade no Orkut pra difamá-la. Os tópicos daquela comunidade são de dar vergonha a qualquer pessoa. Pra começar, quem perdeu tempo criando essa comunidade provou ser uma pessoa muito, mas muito pior que ela. Segundo, não entendo o que aquelas pessoas ganham em divulgar nome, telefone, endereço da pessoa em questão. Em outra comunidade no orkut, que se diz defensora dos Direitos Humanos, abriram um tópico pra xingá-la mais ainda. Pessoas que se dizem defensoras de tais direitos queriam 'uma noite no quarto com ela, mas não pra f***', provavelmente pra espancá-la. Se por acaso alguém a achar na rua e meter a mão nas fuças dela, o povo vai aplaudir. Como se isso fosse bonito. Como se avacalhar uma pessoa na internet fosse acabar com todo preconceito que existe na face da terra.
Todos temos direito de errar. Ela errou. E já pagou por isso. As pessoas deviam pensar um pouco antes de atirar cem pedras em cima dos outros, pois ninguém sabe o dia de amanhã. Um dia pode ser você, que em um momento de idiotice, esteja lá no lugar dela levando as mesmas pedras. Afinal, quem nunca falou merda, que atire a primeira. Somos humanos. Simples assim.

terça-feira, novembro 02, 2010

Novas aquisições.. Camisetas!

Ontem finalmente consegui doar sangue. Depois de um tempão gripada, com a garganta podre, recuperei a saúde e fui à Pró-Sangue. Maravilha!

Depois de doar, comer o tradicional lanchinho, fui à Galeria do Rock. Fazia tempo que não ia lá, na verdade fui pra comprar uma coisa, mas como ainda não tava a venda, aproveitei pra dar umas voltas. Até que passei em frente a uma loja, e vi uma camiseta do Pitfall! A loja era a SantaHell. Não resisti! Tive que entrar pra olhar aquelas camisetas fantásticas. E claro que tive que sair com alguma coisa. Acabei não comprando a do Pitfall [vai ficar pra metade desse mês], mas trouxe uma do Pac Man e outra cheia de fitas. Um barato! Na verdade eu comprei e saí correndo, antes que eu levasse a loja inteira.





Não vejo a hora de inaugurá-las. E em breve comprarei a do Pitfall!

E pra finalizar, ó o que eu vi na saída da Galeria. Esse curso deve ser bem interessante... Eu imagino quem foi o viajão que digitou o cartaz:



Vai um cursõ gratuitõ aí? ahahahahaha!

sábado, outubro 30, 2010

A imbecilidade da área VIP em shows.

Hoje, ao ler a versão impressa do Estadão, confirmei algo de que eu desconfiava faz tempo. Área VIP em shows é coisa mesmo de brasileiro. Infelizmente não achei a reportagem no site, mas o que dizia era exatamente que nos festivais estrangeiros raramente tem essa coisa de pagar 700 mangos pra ficar de frente pro palco. O que existem são áreas reservadas para profissionais da mídia e acompanhantes dos artistas, mas sem nenhum privilégio. Se quiserem assistir ao show, tem que deixar a área VIP, e se meter no meio do povão.

Brasileiro adora um VIP. Em qualquer casa noturna sempre tem a área VIP, no Carnaval tem, se bobear até em baile funk deve ter. Bom, numa casa noturna até vai, afinal, são baladas que acontecem várias vezes por mês, ou até uma vez por ano como carnaval. Mas esse lance de cobrar o olho da cara pra ficar na frente do palco é de uma nojeira que só. Quase não temos grandes eventos internacionais, e quando tem, os endinheirados 'vira-latas' brasileiros, que não querem se misturar ficam lá na frente do palco numa boa, e os verdadeiros fãs das bandas, que geralmente não tem essa grana nas mãos, são obrigados a ficar esmagados lá atrás. Quer coisa mais imbecil do que isso? Criamos uma aberração em shows no Brasil: quem está na frente do palco, muitas das vezes nem é grande fã da banda/cantor em questão, e ficam lá fazendo cara de dã. Enquanto os verdadeiros fãs se ferram todos, e são obrigados a ficar lá atrás, sem ver o palco direito. Ridículo!

domingo, outubro 24, 2010

A gente somos Inútel




Inútil - Ultraje a Rigor

A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...

"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!

A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem prá botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar...

"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!

A gente faz música
E não consegue gravar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar...

"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
"Inúteu"!
"Inúteu"!
Inú! inú! inú...