quinta-feira, março 17, 2011

Viagem de Carnaval: Parte 5 - Rancharia e Lanche de Prudente

No dia anterior tínhamos combinado de irmos até a cidade de Rancharia conhecer o balneário e a cidade propriamente dita. Lembro-me de ter ido a Rancharia somente em um sítio na entrada da cidade, e só. Agora teria a oportunidade de conhecê-la.

Acordei de manhã, e já desanimada, abri a janela. E me surpreendi: pela primeira vez desde que cheguei, vi o céu azul. Mas que maravilha! Nos arrumamos e saímos rumo a Prudente pra pegar o Li e a Ale, nossos guias turísticos. Chegando em Prudente, liguei pra eles, e fomos nos encontrar no Shopping Americanas, que agora é outro nome que não me lembro. Chegamos lá, nos encontramos, comemos algo e fomos rodar.

Antes de irmos a Rancharia, passamos pela fábrica da Funada. Claro que tinha que tirar uma foto lá, afinal, depois comprar 4 fardos de Tubaína, não posso dizer que não sou fã de Funada né!


Depois do passeio turístico por lá, fomos pra Rancharia. E no meio do caminho - e de estradas horrorosas e esburacadas - mais foto de letrinhas simpáticas:





Infelizmente de Rancharia mesmo nem tirei, pois as letras estavam deitadas no gramado, e ficava difícil de parar ali.. :(

Chegando lá, fomos direto pro Balneário. Nossa, adorei aquele lugar. Pena que o tempo não estava ajudando muito, e também nem tínhamos ido pra tomar banho, mas eu quero voltar lá pra passar o dia, deve ser show de bola!











Ficamos um tempo por lá, e fomos pra cidade propriamente dita. Honestamente, me surpreendi com ela. Estava esperando uma cidade minúscula e chatinha, e o que eu vi foi uma cidade organizada, limpa e bonita.



O que me chamou atenção foi a quantidade de sorveterias em tão pouco espaço. Só ali no centro vi umas 4. Acabamos entrando em uma, e aproveitamos pra tomar sorvete com tudo que tem direito. Inclusive mashmallow. Ô delícia!



Depois do sorvete saímos pra dar uma volta, de carro mesmo, pela cidade. E me deparei com esta cena curiosa:



Achei muito esquisito esses negócios nos fios. Já tinha visto fotos de lá com esses trecos no Skyscrapercity, mas pessoalmente é mais bizarro ainda. Qual a explicação disso? Até agora ninguém explicou direito..

Demos uma volta pela cidade, e voltamos pra Prudente. Eu queria comprar mais Tubaínas [exagerada eu? imagina!], e não poderia voltar sem matar saudades do magnífico lanche de lá. Já viajei pra várias cidades, já comi lanche em todas elas, mas igual ao lanche de Prudente não existe! É uma pena que não dá pra trazer estoque, que nem no caso das Tubaínas... Paramos na Lanchonete Tropical, que saudades de lá! Comi aquele lanche com uma boca boa.. E aqueles molhos.. Aiii me dá água na boca só de lembrar. E acabei cometendo uma injustiça com quem quer conhecer o lanche: não tirei foto. Fiquei tão emocionada quando o garçom veio trazendo os lanches pra nossa mesa, que a única coisa que pensei foi em comê-lo. E acho que todo mundo também pensou, pois ninguém lembrou de tirar a bendita da foto. Mas prometo que quando for novamente, e espero que não demore muito, tiro foto e publico aqui.

Em breve, o último post da viagem de carnaval. See Ya! o/

terça-feira, março 15, 2011

Viagem de Carnaval: Parte 4 - Dia de comprar Tubaína!

Chegou Segunda-Feira, e com ela, o dia de ir a Presidente Prudente. E claro que Murphy resolveu nos acompanhar até lá.. Abri a janela e novamente aquele tempo cagado e chuva. Pensei.. Pelo menos não está aquele calorão torrante típico do interior paulista... Mas também não precisava literalmente chover! Bastava ficar nublado né? Mas não, veio o pacote completo.

Mesmo assim estava empolgada. Passei por muitos momentos ótimos naquela cidade, e queria ver como estava a mesma, afinal, desde 2003 não pisava mais lá. E outra coisa que me empolgava era poder comprar as Tubaínas Funada pra trazer pra cá, pois infelizmente aqui na capital não vende. E Tubaína Funada tem o sabor de Prudente. E de praticamente todas as lembranças boas que tenho de lá.

Chegamos em Prudente lá por umas 11 horas da manhã. Por um momento me esqueci de que eu estava no interior, e obviamente, numa segunda véspera de feriado de Carnaval, o centro todo estava parecendo uma cidade fantasma. E pra completar nossa alegria, assim que paramos o carro, e tentamos pelo menos dar umas voltas pra tirar algumas fotos, começa um chuvão total. Ê que coisa linda! Entramos no carro e ficamos pensando.. Não viajei trocentos quilômetros pra ficar enfiada em shopping, mas não tínhamos outra opção, afinal, com aquela chuva estava impossível. Fomos pro shopping, que tem um Carrefour do lado. Já que estávamos lá, resolvi que deveríamos comprar as Tubaínas Funada logo. Mesmo porque eu havia tido um sonho muito triste, que tinham acabado as Tubaínas de toda Prudente (rs). E o resultado foi isso aí:


Quatro fardos pra mim, quatro pro Vander. E ainda de quebra quando saímos tinha parado de chover, e como tínhamos feito compras lá, não pagamos estacionamento. Aproveitamos a deixa, e fomos boiar um pouco pela cidade. Passamos pelo Parque do Povo, que estava vaziozão! Aliás, a cidade parecia mesmo fantasma, não se via uma alma viva na rua. Lembrou-me de Blumenau. Sentamos um pouco lá no parque, ficamos boiando por um tempo, curtindo um parque todo só pra nós.. Até que... a chuva voltou! Aí não teve jeito, tivemos que nos refugiar no shopping mesmo. Além do que, não tínhamos como voltar, pois havia combinado com um amigo de nos encontrar no fim da tarde.

O parque vazio vazio...

Aquele Prudenshopping está bem mudado. Fecharam a entrada pela qual eu sempre usava quando chegava lá, fiquei meio boiando no começo. Abriram um Subway na praça da alimentação. Muito bom! Foi interessantíssimo rever o local onde passei tardes e mais tardes com o pessoal, falando muita besteira e tirando fotos.. Em especial a minha amiga Laura, do Acre, que quando a conheci morava em Prudente. Quantas tardes passamos ali boiando.. Boas lembranças!

Era bem ali. :P

Outra coisa interessante que encontrei em Prudente. Neutrox! Gente, nem lembro a última vez que vi esse creme pra vender em Santa Catarina. Achei que nem vendia mais!

Claro que eu tive que registrar esse momento magnífico!

Algum de vocês ainda vê Neutrox pra vender em suas cidades? Agora fiquei curiosa.

E pra completar a alegria, tirei uma foto na frente do shopping. Tá muito mudado, meu Deus...



A tarde passou, e finalmente meu amigo e sua noiva chegaram ao shopping. O Li é um amigo de longa data. Nos conhecemos em 1999 no saudoso IRC, e é um dos poucos daquela galera com quem mantenho contato até hoje. A noiva dele é um amor de pessoa, adorei conhecê-la. E acabamos combinando o passeio do dia seguinte. Com direito a um magnífico lanche típico de Prudente. No próximo post contarei tudinho. Até lá! o/

domingo, março 13, 2011

Viagem de Carnaval: Parte 3 - Presidente Epitácio e MS

Finalmente chegou domingo, o grande dia: tínhamos planejado uma ida a Presidente Epitácio, cidade que fica na divisa com o Estado do Mato Grosso do Sul, banhada pelo Rio Paraná represado, e com um parque tudo de bom: O Parque Figueiral. Já fui lá algumas vezes tomar banho de rio, e estava louca pra fazer isso novamente.
Acordei, abri a janela.. E veio a decepção. O tempo estava pra lá de cagado. Nublado, e garoando. Tomar banho de rio nessas situações não é lá muito interessante, mas decidimos que iríamos pra lá do mesmo jeito, mesmo que fosse pra ficar boiando no parque e depois darmos uma volta no Mato Grosso do Sul, já que é ali do lado.

Nos arrumamos, pegamos o carro e fomos embora. Pegamos uma estrada até que boa e de repente chegamos nas letrinhas de Planalto do Sul. Claro que tínhamos que parar pra tirar foto, mas quando eu liguei a máquina li a seguinte mensagem: ''no memory card''. Aí que veio o click. A anta aqui ao descarregar as fotos no dia anterior tava tão sonada, que esqueceu o cartão no laptop. E agora? Vamos voltar! Voltamos tuuuuuuuuuudo e pegamos o cartão. Aí sim deu pra tirar a foto:



Benditas letrinhas. Se não aparecessem elas no meio do caminho, íamos rodar trocentos quilômetros pra chegar lá e dar de cara com a máquina sem cartão. Aí sim eu ia ter um treco.

Chegamos em Epitácio, e fomos direto pro Parque Figueiral. Estava morrendo de saudades daquele lugar. Claro que era um domingo, e de carnaval, então tinha bastante gente por lá, mas mesmo assim não estava muvucado, se formos comprar com o Ibirapuera aqui, que quase nem dá pra andar. Então deu pra boiar bastante. Adoro aquele lugar, tanto por ser agradável, como pelas lembranças divertidas dali. Infelizmente o banho de rio não rolou, mas em breve voltarei só pra isso. Questão de honra!











Depois de boiarmos por um bom tempo por lá, resolvemos atravessar a ponte e dar uma voltinha pelo MS.





Que asfalto horroroso!

Aproveitei pra atualizar a foto nas letrinhas de Nova Porto XV.



Aproveitamos pra dar uma volta pelo povoado, como as ruas de lá estão mal cuidadas... Isso que essa é a Nova Porto XV, ou seja, foi construída a pouco tempo por causa da inundação antiga.. Bom, saímos de Nova Porto XV, e a fome já estava batendo. Fomos um pouco mais pra frente, e achamos o Restaurante Maçarico. Já tinham nos falado muito bem sobre ele, e foi lá que paramos. Estava cheio, e achamos uma mesa vaga, que estava suja. Já acostumada com alguns péssimos atendimentos, nem estava esperando que fossem nos atender rápido. Primeira chicotada da língua na bunda: fomos prontamente atendidos, limparam a mesa super rápido, e trouxeram o cardápio. Escolhemos nosso prato, pedimos os refrigerantes e ficamos no aguardo. Logo depois veio o couvert, um pão delicioso com um molho mais delicioso ainda. A fome estava negra, e o pão foi rapidinho. Passou um tempo, e veio uma funcionária toda gentil perguntando se a gente queria mais um pãozinho. Acabamos aceitando, e logo veio ela com o dito cujo. Segundo ela, pra justificar a demora do refrigerante, que veio logo em seguida. Estávamos nos deliciando com o pãozinho e o refri, quando de repente veio o cozinheiro trazendo um delicioso torresminho de peixe. Pediu desculpas pela demora da refeição, e trouxe, sem a gente pedir nem nada. Isso que nem tava demorando tanto assim. Tanto que logo depois veio a refeição. E que peixe delicioso! Com direito a um pirão mais delicioso ainda. Só sei que me esbaldei de tanto comer, fiquei até triste...
Aliás, o restaurante em si é muito aconchegante. Lá fora tinham algumas redes.. A vontade de deitar lá e dormir até dizer chega foi grande, mas eu resisti bravamente. Os fundos do restaurante tem um terreno enorme com lagos e umas estátuas curiosas de animais:



Aliás, as plaquinhas indicativas nos banheiros é um charme a parte:



Resumo: Quem quiser dar umas voltas pelo Mato Grosso do Sul, vá ao Restaurante Maçarico. O atendimento é excelente, pessoas atenciosas, ambiente limpo, agradável, e a comida é deliciosa demais! E o couvert é farto, e não é cobrado. A única coisa chata é que temporariamente não estão aceitando cartões de crédito nem débito. Mas mesmo assim vale a pena, passe no banco antes, tire um dinheiro e mande ver! Deixo até o endereço aqui: Rodovia Manoel da Costa Lima, km 17 - Reta A1 - Bataguassu - Mato Grosso do Sul.

Saímos tristes de tanto comer e resolvemos procurar a cidade de Bataguassu. Achei que tinham letrinhas que nem Nova Porto XV, e já que estava por aquelas bandas, não custava nada parar pra tirar uma foto. Fomos em linha reta.. fomos, fomos fomos.. E .. cadê Bataguassu? Quando nos demos conta, estávamos no meio do mato pela estrada e nada de uma alma viva... Decidimos voltar, quando de repente nos deparamos com essa placa:



Fazendo os cálculos, tínhamos passado uns 25 km da cidade e não a vimos. Hein? Quando voltamos é que percebemos.. Sim, passamos pela cidade, mas não tem placa, não tem nada. Hahahahaha! Acabamos desistindo da foto e voltamos ao Estado de São Paulo. Demos mais uma volta por Presidente Epitácio, e voltamos pra Teodoro. Apesar de não ter tomado banho de rio, o dia foi super proveitoso. E lá nem garoou, só ficou nublado. Melhor ainda!

Em breve a parte 4 da Viagem de Carnaval.

sexta-feira, março 11, 2011

Viagem de Carnaval: Parte 2 - Parque Estadual Morro do Diabo

O Parque Estadual Morro do Diabo fica em Teodoro Sampaio mesmo. Achei que era longe da cidade, mas que nada, era ali do lado. Logo de cara nos levaram lá pra conhecer. Tirando o fato de que nem me avisaram que iríamos lá, e nem de tênis eu fui, o passeio foi agradável. O lugar é lindíssimo, dá pra sentir o cheiro do mato, sem contar as inúmeras borboletas que voam pra lá e pra cá, um espetáculo a parte.

Mal chegamos no parque, e já fomos recebidos por essa simpática arara:



Fofa ela né?

Fomos andando, até que decidiram fazer a trilha Barreiro das Antas [é, dizem que as antas somos nós ahahahahahaha].



Pose básica na placa.

Andamos bastante, passamos por uma monte sob um mangue, boiamos muito, pois ainda estávamos cansados da viagem, mas foi muito bom respirar o ar do mato. Seria melhor se eu estivesse de tênis. Pois é.. ehehehehe!


Ao sair da trilha, andamos mais um pouco pra conhecer a Lagoa Verde. Caramba, aquilo é muito doido, é verdinho mesmo, de tanta vegetação por cima dele. Bem interesssante



E pra finalizar nosso passeio poético, uma foto pendurados em um galho de árvore:



Nossa, deu saudades da minha infância, adorava subir nas ameixeiras da vizinha, me entupia de ameixa e passava o dia todo lá em cima boiando. Bons tempos...

Finalizo esse post com essas borboletas simpáticas:



Em breve, mais um capítulo da viagem de Carnaval.. \o/

quinta-feira, março 10, 2011

Viagem de Carnaval: Parte 1 - A ida.

Cheguei da minha tão esperada viagem pelo interior de São Paulo. A viagem em si foi tudo de bom! Só fiquei triste por não poder tomar banho de rio, pois Murphy resolveu me acompanhar e mandar tempo cagado e chuva. Mas não posso reclamar, pois me diverti muito, e fiz algo que adoro, e que há muito tempo não fazia: tirei foto de várias placas pelo caminho.

Vamos começar pelo começo: a estrada. Saímos por volta das 21:30. Claro que na saída de São Paulo sempre tem aquela muvuca, e logo no início nos deparamos com essa belíssima pérola:



O maluco entope a traseira do carro de bicicletas, tampa a placa, e tem a cara de pau de escrever a mesma em um pedaço de papel. Nem sei se chegou ao seu destino sem ser parado pela Polícia Rodoviária, mas que foi bizarro, ah, isso foi.

Fomos seguindo Estado a dentro, e cada vez mais as casas, indústrias, e seres vivos foram desaparecendo, até estarmos em um mato absoluto. É impressionante como a paisagem muda. Até que um pouco perto do fim da Rodovia Castello Branco, demos uma parada pra esticar as pernas, fazer um xixizinho básico e boiar um pouco. Não lembro o nome da parada, mas era um lugar bem curioso. Tinha uns bonequinhos engraçados lá fora, e um gato igual ao meu Fritz:

Ahhh que vontade de levar comigo.. :P

'Carinha' simpático haha!

Muuuuu...

Depois de descansar um pouco, seguimos rumo ao nosso destino. E vamos combinar.. Aquela Rodovia Raposo Tavares é chata. Acabei caindo no sono, pois não tinha nada além de mato, mato, e mais mato. Acordei na plaquinha indicando Rancharia. Aí acabei me empolgando com as placas e não dormi mais. Como só tinha o nosso carro na rodovia, deu pra parar e tirar fotos de várias placas, coisa que eu adooooro fazer!





Até que chegamos em Mirante do Paranapanema. Eu sei que é meio retardo mental parar o carro em plena rodovia, com tudo escuro, pra tirar foto das letrinhas, ainda mais um nome tão grande. Mas estávamos sozinhos mesmo, resolvemos arriscar. Custei a aprender a mexer na máquina, já que é nova, mas por fim, consegui foto das letrinhas!

ÊÊÊÊÊ!

Ó o carro ali boiando... ahahahahaha!!

Fomos seguindo até chegarmos no nosso destino: Teodoro Sampaio:



Só que tinha um pequeno detalhe: eram 7 horas da manhã, e a gente não queria acordar nossos anfitriões tão cedo. Então, resolvemos dar uma voltinha na cidade de Itaguajé (ou seria Itaguagé? Tem placa que é com j e placa com g), no Estado do Paraná. Sempre tive curiosidade de conhecer lá, pois tinha um amigo que morava em Maringá, mas era nascido nessa cidade. Na verdade nunca imaginei que um dia fosse pra lá, e não é que acabei indo? E no caminho, mais plaquinhas!





Fizemos um pequeno tour por Itaguajé. Bem pequeno mesmo, já que a cidade é minúscula e não tem muita coisa pra fazer.. Mas valeu a pena conhecer. Acabei tirando uma foto da rodoviária só:



Agora posso dizer que conheço lá. Adoro fazer turismo em cidades que ninguém conhece.

No próximo post, mais aventuras da minha viagem de Carnaval. \o/

sexta-feira, março 04, 2011

Pé na estrada

Estou muito empolgada! Finalmente irei pra Presidente Prudente e região, depois de tantos anos querendo ir pra lá! Yuhu!
Volto na Quarta-Feira de cinzas, e postarei tudo!

Bom carnaval pra todos! :)


terça-feira, março 01, 2011

Hopi Hari

Fazia muito tempo que eu não ia em parque de diversões. A última vez foi em 2005 quando eu estava no Canadá, e esqueci o nome do lugar. Sei que fui em diversos tipos de montanha-russa, e também lembro que o tempo de espera na fila não era uma coisa tão demorada.

Quando morava em Santa Catarina tinha costume de ir em vez em quando no Beto Carreiro World. Lembro-me que não era baratinho, mas também não era uma coisa exorbitante..

Enfim, depois de tanto tempo sem frequentar parques de diversão, tive a oportunidade de ir ao Hopi Hari. Consegui ingresso mais barato, e aproveitei a chance. Fui munida de muito bloqueador solar, e foi o que me salvou. Pois 3 horas na fila da montanha russa torrando no sol foi algo que me moeu logo de cara. Ainda bem que o bloqueador aguentou o tranco. O único problema foi não ter levado boné, e meu pobre couro cabeludo está ardendo até agora. Mas deu pra matar saudades de andar em uma montanha russa.

Todo mundo torrado! ehehehehehe

Depois de mofar e torrar na fila, fomos tentar achar algo pra comer. Sempre soube que comida em parques era mais cara, mas não imaginei que a esfolação do bolso fosse tão grande. Quase tive um ataque quando soube que o preço de um pão com salsicha [recuso-me a chamar aquilo de cachorro-quente] estava 14 reais, e uma lata de refrigerante 4 reais.

O pão com salsicha mais caro do Brasil

Não tive coragem de pagar. Nem tava com tanta fome mesmo, pois no calor não consigo comer muito, e fiquei só na água mineral mesmo.
Agora vem a parte que eu mais boiei nisso tudo: Entrei em uma loja do parque pra dar uma olhada nas camisetas. Nem pensei em levar, pois imaginei que os preços estariam de 50 reais pra cima. Pra minha surpresa, os preços estavam super acessíveis, tanto que comprei uma camiseta por R$24,90. Agora, qual é a lógica de uma camiseta estar com um preço normal, e um pão com salsicha custar 14 reais?

Com o passar do tempo, São Pedro foi generoso com a gente e mandou nuvens, e alguns pingos de chuva. Aí sim o negócio ficou bom! Sem aquele sol torrante até recuperei um pouco das energias, e conseguimos curtir melhor o parque. O lugar que eu mais curti foi o Rio Bravo. Depois de tanta torração, nada como água pra refrescar.. Além da água da prória atração, a chuvinha boa que caiu ajudou bastante. Até me esqueci do calorão!

Saldo do dia: posso dizer que foi positivo. Quero voltar lá, mas prometi a mim mesma, não voltarei no verão. Prefiro um dia mais fresco, assim dá pra curtir bem mais. Sem tostação. E com mais fotos! Acabei nem tirando muitas, pois com o cérebro quase liquefeito nem lembrei da pobre máquina escondida na mochila. Que venha a próxima diversão!

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Dois pesos e duas medidas?

Muita gente acompanhou o caso Sean Goldman, muitos torcendo para ele ficar no Brasil, e outros torcendo para ele voltar aos Estados Unidos e viver com seu pai. A mídia ficou em polvorosa por meses, cheia de notícias pra lá de melosas, com direito a pianinhos tristes de fundo. E por fim, a justiça deu o veredito: Sean deveria voltar a viver com seu pai. Decisão na qual eu concordei plenamente, afinal, se o garoto tem pai, nada mais justo a criança viver com ele.

Mas existe outro caso polêmico envolvendo sequestro internacional de crianças que a mídia não está dando bola. Passou uma única reportagem no Fantástico e ficou por isso mesmo. E o caso é bem parecido, com a diferença de que, ambos os pais são brasileiros, e o pai, que mora no Brasil, quer que a filha retorne ao país, pois ele quer criá-la. Na verdade eu acho esse caso mais grave, pois a mãe se utilizou de documentos falsos para tirar a filha ilegalmente do país, afastando assim a menina do convívio de seu pai. E o pior de tudo é que, existe uma grande possibilidade da justiça dos Estados Unidos não permitir a volta da criança ao Brasil alegando que ela já está adaptada lá. E pra piorar a situação, a mãe casou-se com um americano que quer adotar a menina.

Mas peraí! Se for alegar isso, então Sean também não deveria ter voltado aos Estados Unidos! Ele morava no Brasil desde os 4 anos, estava adaptado à vida por aqui. O padrasto também queria adotá-lo e criá-lo. No entanto, a justiça foi feita, e ele voltou daonde não deveria ter saído! Então por que agora essa palhaçada? Só por que o pai é brasileiro? Dois pesos e duas medidas? Que coisa feia Estados Unidos! Vocês que se dizem tão cumpridores das leis e dos 'bons costumes' poderiam dar o exemplo, e devolver essa criança ao pai, que luta durante anos pelo direito de criar sua filha. E essa mãe deveria ser exemplarmente punida por ter saído do Brasil com documentos falsos! Não importa se o casamento era uma merda, se os dois não se davam bem. O que importa é que uma criança foi privada do convívio com seu pai por puro capricho da mãe, que num momento totalmente egoísta, infringiu a lei. Isso é um caso de sequestro. Assim como Bruna Bianchi sequestrou Sean, Michelly sequestrou Bruna. Mas pelo andar da carruagem, o final da segunda história será bem diferente do da primeira..

Sinceramente, não dá pra ter fé na justiça de nenhum país quando leio coisas desse tipo...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Intromissão do Estado na vida do cidadão. Qual o limite?

Às vezes eu me pergunto até que ponto o Estado deve se meter na vida do cidadão. São tantas decisões, proibições, como se fosse uma babá tratando de nós.
Há tempos, a ANVISA sismou que farmácias não podiam mais vender medicamentos que não precisam de prescrição médica fora do balcão. O que antes era algo super fácil, ou seja, entrávamos numa farmácia, pegávamos nosso medicamento, pagávamos e íamos embora, agora temos que enfrentar fila, esperar um tempão até sermos atendidos. Estive na Inglaterra e no Canadá e lá, medicamentos que não necessitam de prescrição são vendidos tranquilamente até em supermercados. Canadenses e Ingleses não são tratados como se fossem oligofrênicos. E sabe o que é mais curioso? Somos proibidos de comprar remédios para dor de cabeça por conta própria, mas quando precisamos comprar antibióticos, ou outros remédios que necessitam de prescrição, não conseguimos comprar a quantidade exata de medicamento. Se precisamos de 5 comprimidos, somos obrigados a comprar uma caixa com 10, pois a venda fracionada 'não pegou' no Brasil. Acredito que isso incentiva muito mais a auto-medicação do que comprar uma Dipirona.
Outra tosqueira foi a proibição de bronzeamento artificial. Não sei como anda isso nos dias de hoje, se derrubaram ou não a proibição, mas isso foi ridículo, quem é o Estado pra dizer se eu quero ou não me bronzear? Agora, baixar a carga tributária dos bloqueadores solares para baratear os preços ninguém quer. É muito mais fácil proibir bronzeamento artificial, mesmo sendo comprovado que grande parte das pessoas que adquirem câncer de pele se expõem mesmo ao sol, esse astro poderoso que o governo não pode proibir de aparecer no céu.
Mas o que mais me chamou a atenção foram pais sendo acusados de negligência, serem ameaçados de perder a guarda de seus filhos, simplesmente pelo fato de ensiná-las em casa. Um detalhe que chama muito a atenção: eles tem uma formação mais sólida do que crianças educadas em nossas escolas, tanto que passaram no teste que foi aplicado. Então, porque raios o governo não aceita esse tipo de educação? É notório que nossa educação tem descido ladeira abaixo. Com raras exceções, ela deixa muito a desejar, seja em escolas particulares, e em públicas. Então, não vejo problema nenhum em pais decidirem que seus filhos estudem em casa.
Ah, o problema é a socialização. Até entendo que frequentar aulas de patins pode não ser considerado uma socialização total. Mas se formos pensar que, nossas escolas estão virando um antro de bullying, e ninguém toma providências. Além do que, escolas estão cada vez mais se tornando ilhas de violência. Que socialização é essa que tanto falam?
Eu queria que o governo tivesse tanta disposição para punir pais irresponsáveis que colocam filhos no mundo sem nenhum preparo, e os deixam jogados na rua pedindo esmola, não matriculam na escola, e muito menos os educam em casa. Mas não, é muito mais fácil perseguir pessoas que realmente se preocupam com seus filhos, e que os educa exemplarmente em casa. Tudo em nome do 'bem estar dos menores'. Ah tá, conta a do papai noel agora. Tá na hora de mudar essa lei. Tá na hora de mudar essa mentalidade do Estado paizão protetor.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

As redes sociais e as relações de consumo.

Semana passada saiu uma reportagem muito interessante no Estadão, sobre as reclamações de clientes insatisfeitos nas redes sociais. Há tempos pessoas se utilizam de sites como Reclame Aqui, Twitter dentre outros para reclamar de problemas com várias empresas, dos mais diversos setores.
Mas o assunto mesmo veio a tona com a instatisfação do consumidor Oswaldo Borrelli, que publicou um vídeo no Youtube desabafando sobre o problema com a geladeira novinha que havia comprado. Sob o título 'Não é uma Brastemp', Borrelli narra toda a via-sacra pelos péssimos atendimentos que teve. E surtiu efeito. Rapidinho problema foi resolvido. E a Brastemp reconheceu o erro. Esperamos que, a partir de agora, ela melhore os canais de atendimento ao cliente.
O que eu vejo por parte de muitas empresas, principalmente as já consolidadas no mercado, ou seja, fundadas há anos, é que muitas ficam perdidas, e não sabem lidar direito com as redes sociais. Elas ainda não entederam o impacto que essas redes podem causar em sua imagem. Tanto positivamente, quanto negativamente.
Redes sociais vieram para ficar, e não adianta fugir. Se antes o cliente escrevia uma carta, ou reclamava somente com os amigos sobre tal produto ou serviço, agora ele desabafa no Twitter, e em menos de uma hora, pessoas que, ou se sentiram lesadas pela mesma empresa, ou se colocam no lugar do consumidor frustrado, retwita, e esse tweet passa pelo mundo inteiro.
Vivemos na era da tecnologia, e das soluções rápidas. O consumidor já não está mais aceitando ser tratado como se estivesse pedindo um favor. Ele quer solução para o seu problema, e rápido. Algumas empresas já estão percebendo isso, e estão se aliando às redes sociais. Ponto pra elas. Problemas sempre existirão, afinal, perfeição não existe. Mas uma empresa que reconhece, trata o consumidor com o devido respeito, e principalmente o resolve, já ganha pontos, e muitos. Todos tem a ganhar com isso.