Pegamos estrada logo depois do almoço. Não queríamos chegar muito tarde em Porto Alegre, mesmo porque todo mundo acordaria cedo no dia seguinte, inclusive eu. Meu vôo estava marcado para as 9:40 da manhã.
A volta de Uruguaiana para Porto Alegre foi bem mais rápida, e mais tranquila do que a ida. Pegamos engarrafamento na bendita BR 290 de novo, mas nada comparado com a ida. Chegamos em casa lá pras 11 e alguma coisa da noite.
Segunda-feira, 6 da manhã toca o despertador do celular.. Minha vontade era de dormir até meio-dia, mas nem pensei muito, levantei e fui acabar de arrumar as coisas. Foi quando eu descobri que o aeroporto estava fechado. Havia me esquecido de uma coisa muito comum no sul, principalmente nessa época do ano: neblina. Ela é linda pra quem sai de casa de manhã de carro ou a pé, mas pra quem precisa voar é um desastre. Logo pensei: 'mifu, vai atrasar tudo.' Mas, já peguei o aeroporto de Congonhas muvucado, então imaginei que estaria mais ou menos a mesma coisa. Mas me enganei redondamente. Quando cheguei naquele aeroporto, fiquei com cara de paisagem tentando entender o que estava acontecendo. Aquilo estava pior do que Rua 25 de Março em véspera de natal. Fila? Era um amontoado de gente, nem dava pra saber onde começava, muito menos onde terminava. Bom, eram 10 pras 9 da manhã, e meu vôo, segundo o painel, estava confirmado pras 9:40. Aí vem a pior parte: tentar achar um funcionário da Gol no meio daquela zona, com uma mala enorme pesando 19 quilos. Anda dali, atropela alguns pés lá, e achei uma funcionária perdida lá no meio. Ela me indicou uma fila. Cheguei lá e fiquei com a pulga atrás da orelha. Resolvi ir atrás de outra funcionária, e fui mandada pra fila do check in automático, aquele das maquininhas. O tempo foi passando, e eu só olhando pro painel desesperada, quando chega a minha vez. Digito o código localizador e... tchanan! 'Serviço encerrado para este vôo''. Como assim? Quase tive um treco lá, chamei uma outra funcionária e expliquei a situação. Ela me mandou seguí-la. Só que ela ia correndo no meio da multidão, e eu lá, tentando acompanhá-la com aquela maldita mala enorme de 19 quilos! Lá vou eu atropelando meio mundo, pede licença daqui, pede licença dali, até que finalmente ela me bota na frente da fila. Despachei a mala e saí correndo pra sala de embarque. Nessas alturas do campeonato achei que minha mala iria se perder no meio daquela zona, mas sinceramente, já estava preparada psicologicamente para o não recebimento da coitada em Cumbica. Minha maior preocupação era entrar no avião. E consegui! E descobri que o vôo era pinga-pinga, ou seja, o destino final era Belo Horizonte, mas tinha escala em Florianópolis, e claro, Cumbica.
Passado o stress, aproveitei o tempo lindo que estava fazendo, e tirei várias fotos. É difícil pegar um tempo tão lindo assim, e não poderia desperdiçar essa chance.
Depois de um vôo agradável, cheguei em Guarulhos. Já estava pensando que a mala tinha ido pra China, ou pra qualquer outro lugar, mas para a minha surpresa ela foi uma das primeiras a aparecer na esteira. Eu quase nem acreditei!
E para me surpreender mais uma vez, o trânsito estava bom! Cheguei rapidinho em Congonhas, e, apesar da fila do táxi estar enorme, e de pegar um taxista pra lá de rabugento, cheguei em casa rapidinho!
Bom, depois disso tudo fica a lição: Nunca se esquecer da neblina. E tentar não pegar vôos de Porto Alegre ou de qualquer lugar do RS e SC de manhã cedo. E a constatação de que infelizmente o Brasil vai pagar um king kong na copa do mundo. Nossos aeroportos definitivamente não tem estrutura necessária, e pelo que estou vendo, não vão ter até lá nem ferrando. Uma pena.
