quinta-feira, julho 28, 2005

Desde que me entendo por gente, temos cachorros. Cresci na presença desses simpáticos caninos, e posso dizer que durante muito tempo da minha infância, por ser filha única, eles foram grandes companheiros pra mim. De todos que eu tive, dois foram os que mais marcaram minha vida. A Bianca, uma pastor alemão que quando veio pra casa, morria de ciúme de mim. Eu lembro direitinho dessa cena. Minha mãe foi me buscar no jardim de infância, e disse que a cachorra nova havia chegado. Quando ela entrou na garagem, me pegou no colo e lá veio a Bianca correndo.. Quase fomos nós duas no chão. Divertidíssimo.. Com o tempo, ela se habituou, tornando-se assim uma grande companheira. Na época eu tinha 4 anos. Ela gostava de dormir embaixo do carro. As vezes minha mãe ia dormir de tarde, meu pai ia trabalhar.. E a empregada não era muito de ficar me vigiando. Eu, com todo o tédio, ficava embaixo do carro junto com ela. Coisas de criança.. Eu batia altos papos com ela, e acho que ela até devia me entender (ou tentar), pq ela prestava uma atenção.. Infelizmente, com 8 anos e pouco, ela sofreu um derrame e se foi.
Mas antes dela se ir, veio a segunda cachorra que eu mais me apeguei e curti de todas que eu tive até hoje. A Pink. Uma simpática poodle. Ganhei ela de aniversário de 12 anos, e me encantei quando vi aquele pompom preto sentado no sofá do quarto de bagunça. A Pink viveu até outubro de 2003, quando tinha recém completado 15 anos. Viveu muito, diga-se de passagem. E essa foi a cachorra que mais tinha manias esquisitas. Quando a gente tava comendo, ela chegava de mansinho, e encostava o focinho na perna da gente. Não fazia barulho, não pulava, nada. Apenas ficava cutucando a gente com o focinho. Com uma graça dessas, como negar um pedacinho de comida? Ela sabia bem como ganhar a gente. As vezes, ela ficava somente olhando. Se não ganhava nada, na hora que a gente engolia o último pedaço, simplesmente virava as costas e voltava pra caminha dela. Era muito engraçado. Pra andar de carro, se comportava que nem uma lady. Ficava sentadinha no banco de trás, olhando pela janela. Se comportava melhor do que muita criança. Aliás, andar de carro era o hobby dela. Só de ver minha mãe se arrumando ela corria e ficava na porta sentadinha esperando ir. Isso sem contar a predileção dela por debaixo da cama da minha avó, que na época morava com a gente. Tudo quanto é objeto que ela catava, seja tênis, chinelo, osso, papel, relógio, dentre outras coisas que achava pela frente, era levado pra debaixo da cama dela. Minha avó queria esguelar a pobre cachorra, e não adiantava brigar. Se alguma coisa sumia, podia procurar que estava lá embaixo. Uma vez ela sumiu com a blusa do pedreiro que tava aqui em casa fazendo umas obras. Eu me rachava de rir euquanto via minha mãe morrendo de vergonha devolvendo a blusa toda babada pro pobre homem.. E adivinha aonde a blusa tava? Embaixo da cama da minha avó, óbvio. Quando ela morreu, deixou saudades.. Mas com certeza sempre vou lembrar de várias bizarrices dela e rir sozinha aqui.
Agora tenho uma pastor alemão novamente. A Sendi. Já falei que odeio esse nome, mas ela já veio com ele.. e já tinha dois anos quase. Impossível mudar. Fraco gosto de quem escolhei esse nome, mas tudo bem, isso não vem ao caso. Essa é outra que tem manias estranhas. A pior delas, é, quando ela acaba de comer, vem direto lamber o pé de quem quer que seja que deu comida pra ela - geralmente eu. Agora ela já obedece meu "não", mas já sujei algumas meias com babas e resto de ração, obra dela. Será que ela pensa que meu pé é guardanapo? ehehehehe..

See Ya!!


New Order - Touched by the Hand of God

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